domingo, 17 de janeiro de 2010

Pescada com açafrão-das-Índias


Cada vez estou mais adepta dos vegetais, porém é necessário comer peixe e para isso há que encontraar receitas saborosas e saudáveis. Desde que li em vários livros que o açafrão-das Índias é portador de diversas propriedades, utilizo-o com muita frequência na cozinha, tanto em salgados como em doces. Desta vez, resolvi dar um pouco de cor (amarela) às clássicas postas de pescada.

Para o efeito comecei por fazer um refogado com cebola picada e azeite a que depois juntei bagas de zimbro e sementes de coentros. Para além disso, adicionei também água e 4 batatas cortadas em rodelas de 0,5 cm. Deixei as batatas ficarem quase cozidas, mas não totalmente. Depois passei esta mistura para dois tachos individuais e coloquei por cima uma posta de pescada temperada de sal. Juntei ainda talos de salsa e uma folha de louro a cada um deles. Preenchi os recipientes com um pouco de água, mas sem cobrir o peixe (ficou a 2/3 da cocotte). Foram ao forno cerca de 20 minutos. Penso que o sabor teria ficado mais intenso se tivesse colocado vinho branco em vez da água, e, eventualmente, umas rodelinhas de chouriço.

Queijo de cabra atabafado com rebentos de trevo



Do meu germinador sairam também uns rebentos de sementes de trevo, que utilizei nesta salada muito fácil de preparar mas bastante nutritiva. Utilizei metade de um queijo de cabra atabafado, que coloquei por cima de uma cama de rebentos de trevo. Sobre estes salpiquei uma quantidade razoável de sementes de sésamo ligeiramente tostadas numa frideira, assim como alguns corintos. Por último, deitei um pouco de azeite sobre o queijo.

Flores



Às vezes temos a sorte das comemorações familiares coincidirem com o domingo. Foi o que aconteceu hoje e que por esse facto deu direito a um almoço melhorado, do qual resultam os três posts que colocarei de seguir. As flores foram oferta do meu marido, grande incentivador destas minhas actividades.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Argolas de polvilho azedo com côco (sem açúcar)



Quando estive no Rio de Janeiro, há alguns meses, adorei comer tapioca com côco numa feira de rua em Copacabana. A tal ponto, que fiquei sempre a pensar como poderia preparar o referido doce em Portugal. Do que tenho lido na internet apercebi-me que é necessária muita prática para acertar na quantidade de água que a fécula de mandioca deve levar. É o tipo de receita aparentemente simples, mas que quando passamos à acção começa a revelar-se de extrema dificuldade.

Em substituição resolvi inventar umas argolas de polvilho azedo, adaptando uma receita que vinha no próprio pacote. Comecei por utilizar 250 g de polvilho que escaldei com 1 chávena de leite de cabra meio-gordo e 1/2 chávena de óleo de milho. Deixei arrefecer e juntei 2 ovos inteiros e 1 chácena de côco ralado. Posteriormente, tive de juntar mais polvilho para obter uma massa capaz de ser moldada em argolas. Para mim estão perfeitas, porque adoro o sabor e a consistência.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Salada de grãos germinados de trigo integral, com figos e mel



A seguir às Festas comprei um germinador, numa casa de produtos dietéticos, e uma série de sementes já destinadas a serem utilizadas em processos de germinação com objectivos alimentares. Os primeiros rebentos foram ingeridos no seu estado natural, mas o sabor não me pareceu particularmente agradável, por isso resolvi inventar uma salada nutritiva, mas que ao mesmo tempo fosse agradável ao palato.

Para esse efeito coloquei numa pequena taça de vidro uma camada de cogumelos crus em lâminas (2 cogumelos), por cima uma camada de rebentos de trigo mole integral, depois um pequeno estrato de azeitonas pretas fatiadas, seguidas de dois figos secos (cuello de dama) também fatiados, e, tudo isto salpicado de pevides de abóbora e de uns bocadinhos de queijo. Para terminar ainda deitei  por cima cerca de 1/2 colher de café de mel. Levei ao microondas durante cerca de 30 a 45 segundos, para deterreter um pouco o queijo e estimular a libertação de odores pelos vários ingredientes. Antes de comer, misturei todos os ingredientes.

Posso dizer-lhes que foi um excelente jantar. Tive mesmo de resistir à preparação de uma outra taça de salada.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Abóbora potimarron, assada com especiarias


Adoro o sabor e a consistência da abóbora. Principalmente das potimarron. No Inverno são uma excelente opção para um acompanhamento simples, com poucas calorias, mas pleno de aromas e de sabores.

Cortei a potimarron aos cubos, tirando-lhe a casca o que não teria sido absolutamente necessário uma vez que esta é comestível. Coloquei num prato de ir ao forno. À parte, num almofariz, triturei grãos de mostarda e sementes de coentros a que depois juntei cominhos já em pó. Com esta mistura salpiquei os pedaços de abóbora. Depois reguei com um fio de azeite e distribui por cima algumas pevides de abóbora. Foi ao forno cerca de 30 minutos a 200º C.

Pernas de frango no forno com aipo e alperces


O frio e a chuva que hoje assolou Lisboa forneceu as condições ideais para um dia dedicado à realização de preparações culinárias, assim como à arrumação da estante e dos livros de cozinha. O meu marido oferece-me frequentemente livros de gastronomia, às vezes mais que um por semana, por isso nos últimos anos eles têm vindo a invadir o espaço nas estantes, em filas duplas, numa espécie de mosaico que resulta do agrupar de pilhas de livros deitados e de outras de livros dispostos ao alto. Porém, apesar de todo o esforço de os encaixar no espaço que cada vez é mais reduzido, ainda não consegui arrumá-los por temas, nem arranjar local para as minhas revistas de culinária. Há poucos dias, lendo um post da Fer, num dos meus blogs preferidos - Chucrute com salsinhas, identifiquei-me totalmente com os montes de revistas espalhadas pela casa de onde saem post-its coloridos, marcando as receitas que me parecem interessantes.



Seguindo o princípio de uma alimentação saudável, mas que saiba bem e tenha uma boa apresentação, fiz para o almoço umas pernas de frango no forno. Para esse efeito utilizei frango do campo, que praticamente não tinha gordura, por isso não lhes tirei a pele. Salpiquei-o com um sal "asiático", que comprei na minha última deslocação a Burgos, numa loja gourmet, que não é mais do que um sal comum com algumas especiarias, que fazem parte da composição do vulgar caril. Este sal tem um sabor bastente suave e nem sequer é picante. Coloquei por cima da carne umas ramos de tomilho e ao lado pedaços de aipo, cortado e damascos demolhados em água quente onde tinha dissolvido pimentão (de Vera). Não sei se este último processo teria sido necessário! Os damascos ficaram bastante macios. Temperei tudo com um fio de azeite e para que não ficasse muito seco deitei-lhe também um pouco da água onde os alperces estiveram de molho. Depois levei ao forno durante cerca de 45 minutos. É preciso ter algum cuidado com os alperces, porque devido ao seu teor em açúcar com facilidade ficam dourados. No fim da cozedura foi necessário virá-los algumas vezes.

Acompanhei o frango com cubos de abóbora potimarron assados no forno, que serão objecto da próxima entrada.


sábado, 9 de janeiro de 2010

Doce de trigo serraceno com iogurte


Hoje resolvi experimentar o trigo serraceno, que na verdade não chega a pertencer à família dos "trigos"! Encontrei referência ao seu elevado valor dietético em vários sites e, em particular, a referência ao facto de não possuir glúten, o que o torna adequado para os celíacos. Mas não foi por isso que o resolvi experimentar, mas sim porque no geral gosto de comer cereais. Neste caso segui, em parte, as instruções da embalagem, grelhei ligeiramente os grãos (1 chávena de trigo serraceno) e cozi-os em 2 a 3 chávenas de água. Mas como habitualmente resolvi dar um toque pessoal, juntando algumas das especiarias que se usam na Alsácia para fazer o vin chaud (anis estrelado, pau de canela, cardamomo, gengibre seco) e uma casca de limão. Deixei cozer uns 25 minutos por distração, porque na verdade as instruções apenas referiam 15 minutos. Talvez por isso tivesse levado mais água do que a indicada. Depois de frio misturei com um iogurte magro e servi como doce de colher.

Acompanhei este doce (sem açúcar) com umas pêras passas da região de Viseu, as quais foram oferta de uns tios que as prepararam em casa. Estas pêras, muito boas, mas extremamente difíceis de encontrar no mercado, são produzidas artesanalmente a partir de uma determinada variedade de pêras. Aconselho-os a visualizarem o excelente vídeo sobre a sua produção, que podem encontrar no seguinte endereço: http://www.memoriamedia.net/central/index.php?option=com_content&view=article&id=30&Itemid=208

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Strudel para depois das festividades de fim de ano



Impossível não exagerar nos doces e nas gorduras durante as festas natalícias e de final de ano. Por isso, passado esse tempo e depois de consumidas todas as sobras, é necessário regressar aos bons caminhos, mas sem perder qualidade vida! Assim surgiu este strudel.

- Comecei por cortar em pedaços algumas maçãs reinetas, royal gala, grammy smith e umas pêras rocha. Levei ao lume num tacho com 2 colheres de sopa de água. Juntei-lhe a casca de 1 limão ralado, 2 paus de canela, 1 colher de café de açafrão-das-Índias, 1 pitada de cravinho moído, 3 colheres de sopa de sementes de sésamo e uma mão cheia de passas de uva. Deixei a mistura em fogo lento, num tacho tapado, mexendo de vez quando, até que as frutas começassem a amolecer mas não as deixando totalmente desfeitas. Retirei os paus de canela e deixei arrefecer.

- Aproveitei uns restos de massa filo que me tinham sobrado dos rebuçados de tâmaras, pincelando cada folha com azeite (cerca ce 5 a 6 folhas). No centro coloquei o recheio, enrolando de modo a dar-lhe a forma de strudel. Fiz tdo o processo de montagem sobre papel vegetal de cozinha que por sua vez estava já colocado em cima do tabuleiro do forno. Deste modo evietei o processo sempre delicado de transferência do strudel para o tabuleiro de ir ao forno. Dexei-o alourar cerca de 15 minutos no forno a uma temperatura de 200ºC.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Tarte de abóbora (potimarron) com queijo de cabra



Se alguma vez fui entusiasticamente cumprimentada por alguma coisa que tenha feito na minha cozinha, foi com esta tarte. Os elogios sucediam-se à medida que ela ia desaparecendo na tarteira, devido a repetições sucessivas dos comensais que participaram no jantar de Ano Novo. Há que confessar que foi uma enorme alegria para mim, porque quando comecei a preparar esta receita apenas tinha como única certeza que iria utilizar uma abóbora (potimarron) que tinha comprado há alguns dias. Tudo o resto, não foi mais do que um deixar levar-me pela imaginação, que antecipava os ingredientes que melhor se poderiam casar com o sabor desta abóbora.

- Comecei por partir uma abóbora de cerca de 1,5 kg em cubos de 2x2 cm. Levei estes cubos a estufar em lume muito brando em duas colheres de sopa de manteiga. Durante cerca de 30 minutos deixei a abóbora começar a caramelizar: A vantagem de utilizar a potimarron face a outros géneros de abóboras é que os pedaços se mantiveram inteiros. Temperei a abóbora com noz-moscada ralada no momento e com flor-de-sal. Deixei arrefecer.

- À parte misturei 1 pacote de "natas" de aveia para cozinha, que é possível encontrar nalguns supermercados ou em lojas de produtos dietéticos, 3 ovos, 0,5 dl de leite, pevides de abóbora, tomilho e cebolinho frescos, 1 pacote pequeno de queijo parmesão ralado e umas azeitonas pretas fatiadas. Misturei e adicionei à abóbora.

- Deitei o recheio numa forma de tarte já forrada (pode utilizar a massa já pronta). Por cima distribui rodelas de queijo de cabra. Levei ao forno cerca de 30 minutos a 200ºC.