domingo, 31 de janeiro de 2010
Pão de sardinhas 2
Desta vez resolvi experimentar uma outra receita de pão de sardinhas, que resultou de algumas alterações que fiz num "pastel de atum e orégãos". Nesta nova versão utilizei: 220 g de farinha com fermento, 4 ovos, 2 latas de sardinhas, em azeite, sem pele nem espinhas, 2 colheres de chá de massa de pimentão para temperar carne, 75g de queijo ralado, 2 colheres de sobremesa de orégãos e 2 colheres de sopa de azeite. Misturei tudo e deitei numa forma de bolo inglês (silicone). Cozeu a 200ºC durante cerca de 40 minutos.
Às vezes poderá parecer que me esqueço do sal, mas a realidade tenho muito cuidado com a quantidade que uso e sempre que posso reduzo bastante. Neste caso, como as sardinhas e massa de pimentão já têm sal não é necessário acrescentar mais.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Baeckaoffe de borrego
Das minhas estadias em Mulhouse ficou o gosto pela gastronomia alsaciana e, em particular, pelo Baeckaoffe. É um prato tradicional, preparado com três tipos de carne, vaca, porco e borrego. A sua preparação faz-se em recipientes de cerâmica muito coloridos, pintados à mão com motivos alsacianos. Infelizmente não tenho nenhum dessas vasilhas. Já por várias vezes me tenho sentido tentada a comprar, mas o meu marido apesar de grande apreciador de Baeckaoffe lembra-me logo que à custa da aquisição do dito recipiente não poderá transportar para Portugal o equivalente a uma dúzia de livros. E é claro que esta é uma concorrência desleal, porque estes últimos acabam sempre por vencer. Assim, tenho de me satisfazer com umas pequenas cocottes.
Claro que faço as minhas adaptações à receita original. Por exemplo, para ter um prato com menos gordura uso borrego e/ou porco de zonas mais magras. Hoje utilizei uma perna de borrego que pedi no talho para ser cortada como se fosse para guisar. Mas reconheço que fica melhor preparado com costela ou outra parte do borrego ou porco com mais gordura. De véspera coloco a carne numa infusão de vinho branco seco, cebolas em rodelas (2 cebolas), 10 bagas de zimbro e 2 folhas de louro. É importante que seja um vinho branco seco, porque com vinho maduro o paladar fica completamente alterado. No dia seguinte, coloca-se num recipiente de cerâmica de ir ao forno, com tampa, uma pequena camada de batatas cortadas às rodelas (0.3 a 0.5 cm), algumas rodelas de cenoura também não muito grossas e parte da cebola da marinada, juntamente com alguns grãos de zimbro. Polvilha-se de sal. Depois coloca-se a carne que também só tempero de sal na altura. Por último, uma camada de cebola, mais umas rodelas de cenoura e a terminar uma camada de rodelas de batata e uns salpicos de sal. Deita-se um pouco da marinada no recipiente, mas apenas até 1/3 da sua altura. Hoje, como as cocottes estavam muito cheias resolvi, seguir aquilo que também é tradição, fazer um pouco de massa com água e farinha, tipo pão, e colocar um rolo à volta dos recipientes para deste modo ficarem bem selados e os aromas permanecerem no interior. Depois foi ao forno 1 hora, embora eu pense com 45 minutos talvez tivesse sido suficiente. O aspecto final é o que se segue.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Pão de sardinhas
Ao jantar não gosto de ingerir alimentos muito pesados. Prefiro uma sopa, uma salada ou apenas uma fatia de um bolo salgado, como este pão de sardinhas.
Para a sua confecção misturei 4 ovos interiros com uma pitada de sal a 3 colheres de sopa de azeite e a 10 cl de vinho verde. Depois adicionei 200g de farinha com fermento, continuando a bater até a massa ficar homogéna. Por último, acrescentei duas latas de sardinhas sem pele nem espinhas, cortadas aos bocados, dois ramos de alecrim frescos também cortados e 50 g de azeitonas fatiadas. Misturei tudo e levei ao forno numa forma de rectangular, durante cerca de 50 minutos.
Tapioca com pêra assada
Ontem tinha preparado uns copos de tapioca com pêra assada que não ficaram com a consistência desejável para uma sobremesa, por isso aproveitei-os hoje para o pequeno almoço. Fresquinhos, estavam excelentes. Ou talvez seja eu que sou capaz de comer tapioca de qualquer forma e ficar sempre deliciada. A tapioca, desta vez de origem japonesa, foi cozida cerca de 4 a 5 minutos em água. Depois retirei-a e coloquei-a numa mistura de leite de cabra e de leite de coco. Deixei ferver, mexendo sempre, até ficar transparente.
Na sexta-feira tinha assado umas pêras, cuja variedade não sei identificar, mas que se diferenciam bem das restantes por virem com um pouco de lacre no caule. Apresentam-se na forma de exemplares bastante grandes, que costumo escolher ainda um pouco rijos. Faço-lhes uns cortes e levo-as ao forno num tabuleiro com um pouco de água no fundo. Quando estão no seu ponto certo de amadurecimento ficam deliciosas. Assim comecei por colocar pedacinhos de pêra assada na base das canecas de vidro e depois deitei-lhe a tapioca por cima. Coloquei no frigorífico, mas infelizmentenão chegou a solidificar. De qualquer forma a mistura de sabores estava muito agradável. Não futuro poderei trabalhar melhor esta ideia.
Na sexta-feira tinha assado umas pêras, cuja variedade não sei identificar, mas que se diferenciam bem das restantes por virem com um pouco de lacre no caule. Apresentam-se na forma de exemplares bastante grandes, que costumo escolher ainda um pouco rijos. Faço-lhes uns cortes e levo-as ao forno num tabuleiro com um pouco de água no fundo. Quando estão no seu ponto certo de amadurecimento ficam deliciosas. Assim comecei por colocar pedacinhos de pêra assada na base das canecas de vidro e depois deitei-lhe a tapioca por cima. Coloquei no frigorífico, mas infelizmentenão chegou a solidificar. De qualquer forma a mistura de sabores estava muito agradável. Não futuro poderei trabalhar melhor esta ideia.
Tarte de abóbora, rebentos de trigo e cebolinho
Esta tarte resultou, em parte, das receitas anteriores. Com a massa das estrelinhas de lentilhas, que me sobrou, forrei a tarteira, aproveitando o resto do puré de abóbora para fazer a base do recheio. As quantidades dos vários ingredientes não foram calculadas com rigor, mas sim geridas as proporções até obter uma consistência que considerei adequada para o recheio de uma tarte.
Assim, utilizei cerca de 1 1/2 chávenas de puré de abóbora, 1 pacote de cebolinho cortado em pedacinhos com uma tesoura, 2 ovos inteiros, 1/2 chávena de leite, 1 chávena de rebentos de trigo integral, 1/2 chávena de queijo parmesão e 1/2 colher de chá de noz-moscada. Mas como digo não fui rigorosa a medir, porque mais uma vez a composição resultou do que tinha disponível e também da inspiração do momento. Levei ao forno cerca de 45 minutos a 200ºC. Apenas queria referir que a tarteira que utilizei é relativamente pequena.
Assim, utilizei cerca de 1 1/2 chávenas de puré de abóbora, 1 pacote de cebolinho cortado em pedacinhos com uma tesoura, 2 ovos inteiros, 1/2 chávena de leite, 1 chávena de rebentos de trigo integral, 1/2 chávena de queijo parmesão e 1/2 colher de chá de noz-moscada. Mas como digo não fui rigorosa a medir, porque mais uma vez a composição resultou do que tinha disponível e também da inspiração do momento. Levei ao forno cerca de 45 minutos a 200ºC. Apenas queria referir que a tarteira que utilizei é relativamente pequena.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Pequenos queques de abóbora e de laranja
Esta receita retirei-a da revista Saveur, mas confesso que me estava a preparar para obter um maior número de queques. Até pensei em congelá-los! Pura ilusão. Penso que vão desaparecer rapidamente. Eu própria já necessitei de comer um, pois poderiam não estar bons!
Comecei por partir uma abóbora pequena (butternut) aos bocados. Cozi-a em vapor e coloquei-a depois num passador fino, pressionando com uma colher de sopa para sair o máximo da água. Para esta receita apenas se necessitam de 65 g de puré, o que significa que me sobrou bastante puré de abóbora, que amanhã aproveitarei por exemplo numa tarte. Lavei bem uma laranja (bio), sequei-a e depois raspei-lhe a casa que juntei a 60 g de manteiga derretida. Adicionei a 140g de maizena a 1 colher de chá de fermento. À parte bati um ovo (grande) com 60 g de açúcar amarelo, adicionando depois 5 cl de sumo de laranja. Juntei a este último preparado o puré da abóbora e a farinha com o fermento. Misturei tudo bem e coloquei em formas de silicone, salpicando os queques com algumas sementes de abóbora. Foram ao forno cerca de 20 minutos a 180ºC.
Estrelinhas de lentilhas coral (sem açúcar)
Estas estrelinhas são uma sugestão para os que não querem, ou não podem, comer doces. Comecei por escaldar durante 3 horas uma chávenas almoçadeira de lentilhas coral. Findo este tempo escorri-as e misturei-lhes 2 colheres de sopa de azeite. Triturei até obter um creme a que adicionei 2 colheres de sobremesa de erva doce, 1/2 colher de café de noz-moscada, 1 colher de chá de canela e 1 ovo inteiro. Amassei a pasta com a ajuda de farinha integral, que juntei na quantidade suficiente para obter uma massa que fosse possível estender com o rolo. Coloquei esta massa no frigorífico, dentro de um saco de plástico, durante 1 hora. Depois estendi e cortei pequenas bolachas, que antes de irem ao forno (10 a 15 minutos) polvilhei com canela.
Para mim estão óptimas sem açúcar, mas os gulosos certamente que prefiriam com algum doce. Sobrou-me bastante massa que espero utilizar para forrar uma tarteira. Ainda não sei, é se vou fazer uma tarte doce ou salga, mas logo saberão!
Pernas de peru com crosta de "bulgur"
Há muito tempo de não fazia um assado de peru, por isso na sexta-feira lembrei-me de comprar duas pernas pequenas. Para não ficarem muito secas cobri-as com uma crosta, fazendo uso dos ingredientes tinha em casa. Nada disto foi pensado com muita antecedência. Assim, como não tinha pão ralado pensei que o "bulgur" poderia ser uma opção. Na verdade, acabou por funcionar muito bem. Provavelmente com o pão ralado não teria ficado nem tão bonito nem tão bom.
Segui as intruções do pacote de "bulgur". Isto é, cozi uma chávena de "bulgur" em duas chávenas de água durante 15 minutos, num tacho tapado. Findo esse tempo deitei o "bulgur" numa tigela e juntei-lhe 2 colheres de sopa de massa de pimentão, 2 colheres de sopa de alecrim seco, 2 colheres de sopa de azeite e 1 colher de chá de grãos de mostrada. Amassei esta mistura e com ela cobri as duas pernas do peru. À volta coloquei cebolas, novas e das tradicionais, aos quartos, uma batata doce pelada também aos bocados e um talo de aipo partido. Salpiquei com folhas de tomilho fresco, reguei com azeite e vinho branco, mas apenas os legumes. Em cima das pernas, porque tive receio da crosta poder ficar muito seca, coloquei pequenas nozes de manteiga. Talvez não tivesse sido necessário!
Segui as intruções do pacote de "bulgur". Isto é, cozi uma chávena de "bulgur" em duas chávenas de água durante 15 minutos, num tacho tapado. Findo esse tempo deitei o "bulgur" numa tigela e juntei-lhe 2 colheres de sopa de massa de pimentão, 2 colheres de sopa de alecrim seco, 2 colheres de sopa de azeite e 1 colher de chá de grãos de mostrada. Amassei esta mistura e com ela cobri as duas pernas do peru. À volta coloquei cebolas, novas e das tradicionais, aos quartos, uma batata doce pelada também aos bocados e um talo de aipo partido. Salpiquei com folhas de tomilho fresco, reguei com azeite e vinho branco, mas apenas os legumes. Em cima das pernas, porque tive receio da crosta poder ficar muito seca, coloquei pequenas nozes de manteiga. Talvez não tivesse sido necessário!
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Turbante de borrego e pêra-rocha
Hoje não sabia muito bem o que preparar para o jantar, mas apetecia-me estrear o meu cordel novo de cozinha, atando alguma peça de carne. Às vezes a cozinha tem para mim efeitos terapêuticos ocultos! Porém acabei por inventar uma receita que não me permitiu usar a força. Pelo contrário, tive de ser bastante cautelosa ao montar o "turbante".
Para este assado utilizei 6 costeletas de borrego, que barrei abundantemente de massa de pimentão e 2 pêras-rocha, cortadas aos quartos. Intervalei as costeletas com as pêras e montei o "turbante" com a ajuda do cordel. Enterrei alguns ramos de tomilho fresco nos espaços entre a carne e as pêras. Reguei com azeite e um pouco de vinho branco e levei ao forno cerca de 45 minutos. O resultado final é o que se segue:
domingo, 17 de janeiro de 2010
Mousse de chocolate com tomilho e mirtilhos (sem açúcar)
Considero que esta receita resultou de um momento de inspiração. Fiquei bastante satisfeita com o produto final. Não são as mousses de chocolate ditas "normais" que me sabem melhor, muito pelo contrário!
Para esta mousse utilizei 1/2 tablette de chocolate Lindt 85/% para culinária, que foi derretido no microondas com 1 colher de sobremesa de manteiga. À parte coloquei de molho, num pouco de água, 2 folhas de gelatina. Juntei a mistura do chocolate com a manteiga, que só aqueceu o suficiente para deterreter os dois ingredientes, a 2 claras batidas em castelo. Revolvi cuidadosamente. Adicionei folhas de tomilho frescas para aromatizar o chocolate (1 colher de chá). Por último, retirei a gelatina da água, espremendo o líquido e coloquei-a numa pequena taça, com um pouco de água que levei ao microondas apenas até a água aquecer ligeiramente e deterreter a gelatina. Deitei-a depois no preparado anterior e voltei a revolver a mistura com cuidado. Coloquei-a em 2 copos de vidro que levei ao frigorífico durante uma hora. Depois deitei em cada um dos copos 1/2 caixa de mirtilhos e polvilhei-os com açúcar em pó, que coloquei num passador para obter uma distribuição mais homogénea. Claro que este açúcar tem apensa efeito decorativo, porque é tão pouco que não chega a adoçar o conteúdo. Esqueci-me de referir, mas as quantidades a que me refiro são apenas para duas pessoas.
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