quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Filetes de pescada no forno com limão e orégãos


Esta receita é uma das minhas preferidas. Posso mesmo afirmar que já a fiz dezenas de vezes. Descobri-a numa Hola já há muitos anos. Também a utilizo com postas de pescada ou mesmo com outros peixes. Hoje fiz uso de filetes de pescada congelados (1 caixa). Começa-se por cortar lâminas pequenas de alho que se enviam no peixe. Tempera-se com flor-se-sal. À parte, cozem-se umas batatas deixando-as ainda um pouco rijas. Num tabuleiro de ir ao forno e à mesa coloca-se intercaladamente o peixe e as rodelas de limão. Por último, rega-se com um pouco de sumo de limão e com azeite abundante, terminando por salpicar o peixe e as batatas com orégãos. Vai ao forno cerca de 20 minutos.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Creme de iogurte perfumado com açafrão (light)

Esta receita foi mais uma vez inspirada no último número da  Régal  em que é referido L'Atelier des Sens do chefe Anil Abhimanyu Sharma sobre cozinha indiana. Mas tal como se diz popularmente "quem conta um conto acrescenta um ponto", também eu não consigo seguir à letra uma receita, por isso resolvi transformar uma das propostas do chefe Sharma.

Utilizei como base do creme dois iogurtes gregos (magros). À parte coloquei 1/2 colher de café de pístilios de açafrão em 2 colheres de sopa de leite quente durante 5 minutos. Posteriormente, depois de coado, juntei o leite ao iogurte, batendo para obter uma textura homogénea. A receita original referia ainda 1/2 colher de sementes de cardamomo que deveriam ser piladas num almofariz e deitadas também no creme, mas esta parte não me correu muito bem, porque não tive força para desfazer suficientemente as sementes. Juntei ao creme 1 colher de sopa de icing-sugar e 2 colheres de sopa de sementes de papoila. No final, também deveria ter colocado pistácios partidos, porém obtei por sementes de abóbora. A consistência assemelha-se à de uma sobremesa à base de natas onde o sabor a açafrão se torna inesperado, mas bastante refrescante.

Lombinho de porco preto assado com laranja


Hoje fiz um almoço muito simples e rápido. Temperei um lombinho de porco preto com massa de pimentão, tapando-o depois com rodelas de laranja que segurei à carne com raminhos de alecrim. Para companhar utilizei batatas novas pequenas a que dei uma cozedura prévia, cebolinhas e nabos também pequenos. Estes últimos eram de agricultura biológica. À parte, misturei o sumo de 1/2 laranja com uma colher de sopa de mel e um cálice de licor de tangerina, à falta de licor de laranja. Deitei este liquído sobre a carne e os vegetais. Por último reguei com azeite e salpiquei com ramos e folhas de alecrim. Foi a assar durante cerca de uma hora, tendo tido o cuidado de abrir regularmente o forno para regar a carne e evitar que as rodelas de laranja se queimassem. O resultado foi bom, mas estava à espera de um sabor mais intenso a laranja. Penso que teria sido importante colocar de infusão de um dia para o outro e utilizar também a casca da laranja que é mais aromática. Porém, como não tinha laranjas biológicas achei que não era sensato fazê-lo.

Sopa de legumes arco-íris

Outro dia, falando com uma colega, ela disse-me que um dos princípios de uma alimentação saudável que devemos ter sempre presente é que a nossa dieta diária deve conter todas as cores do arco-íris. Aliás, existem já livros de cozinha organizados por cores. Assim, quando hoje estava a preparar a sopa lembrei-me deste principio e comecei a seleccionar os vegetais em função da cor. No final fiquei com um creme alaranjado, mas na realidade utilizei várias cores: vermelho (tomate), verde (courgette), laranja (cenoura e abóbora) e violeta (cebola). Quanto à cor azul não sei muito bem onde a poderei ir buscar ... Para fazer este creme utilizei os mesmos procedimentos de que fiz uso no creme de brócolos e no de couve-flor. No final adicionei noz-moscada ralada para "cortar" o adocicado da abóbora.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Cherovias (pastinagas) gratinadas


As cherovias são um tubérculo com uma forma semelhante à da cenoura, mas com um sabor muito mais intenso. Os livros de história da alimentação referem que já seriam usadas pelos romanos e que, antes da introdução da batata na Europa, eram um dos vegetais base da alimentação das classes pobres. Hoje há um movimento que está a procurar recuperar este tipo de produtos. Em Portugal, na região da Covilhã, já foram mesmo realizados festivais de divulgação da cherovia.

Não foi a primeira vez que comprei cherovias, mas das anteriores tinha-as utilizado em sopas ou feito assadas no forno juntamente com outros legumes. A presente receita foi inspirada no último número da revista Cuisine et Vins de France, mas introduzi-lhe algumas alterações. Gostei bastante do sabor que obtive, por isso será algo que irei repetir.

Comecei por pelar as cherovias e cortá-las longitudinalmente em quatro. Levei-as a cozer, em fogo baixo, num tacho com leite (30 cl), cominhos em grão (2/3 de colher de sopa) e uma pitada de sal. O tacho não deve ser tapado e o tempo de cozedura é de cerca de 20 minutos, desaparecendo praticamente todo o leite na fase final. Depois coloquei os legumes, com cuidado porque ficam muito frágeis, numa assadeira, neste caso de barro de Bisalhães, untada com manteiga. Reguei com natas de soja e polvilhei com queijo parmesão e com o resto dos cominhos em grão. Foi ao forno apenas para gratinar.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Trouxas de papel de arroz, recheadas de camarão, cogumelos e cenouras


Na continuação da minha inspiração asiática resolvi experimentar a massa de arroz vietnamita, fazendo umas trouxas. Infelizmente só depois de terminar a respectiva elaboração é que me lembrei que deveria ter colocado uma pequena folha de coentros na base para dar um efeito estético mais bonito, mas já não havia nada a fazer.

Na preparação dos crepes de arroz segui as instruções da embalagem. Isto é, coloquei de molho em água, cada folha em separado, durante uns segundos e a seguir deixei estar 1 minuto em cima de um pano de algodão. Depois transferi para uma tábua e foi só rechear com camarão, cenoura ralada, cogumelos crus partidos, um pouco de aipo também partido e uma ponta de Wasabi. Fechei rapidamente e coloquei numa travessa. Foram comidos logo de seguida, tendo recebido alguns elogios do meu marido.

Sopa de miso com massa "soba"


Hoje resolvi aventurar-me pela cozinha oriental. Fiz pela primeira uma sopa de miso, com algas Wakame e massa japonesa preparada à base de trigo serraceno (soba). Comecei por colocar as algas de molho em água durante 10  minutos. Depois cortei-as aos bocadinhos com uma tesoura. À parte cozi a massa "soba" 5 minutos, passando-a depois por água fria. Numa outra panela coloquei água, 1/2 couve pequena (coração) em juliana, assim como um alho francês e uma cenoura. Deixei estes legumes ferverem juntamente com as algas durante aproximadamente 10 minutos. Depois deitei-lhe a massa dentro e retirei um pouco de caldo onde dissolvi 3 colheres de chá de Genmai Miso, que adicionei de seguida à restante sopa. Só posso dizer que foi uma sopa bastante reconfortante para um dia de Inverno.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Copos de quark (magro) com frutos vermelhos


O dia de S. Valentim aproxima-se e é altura de pensar nalguns pequenos mimos que possam ser comidos sem grandes problemas de consciência. Foi assim que surgiu esta receita!

Comecei por bater 500 g de quark magro com 4 colheres de sobremesa de leite de coco. Depois adicionei à mistura anterior 2 colheres de sopa de doce de amoras selvagens, que comprei numa excelente loja gourmet na Mêda (Vinhos e Eventos). Por último adicionei 4 folhas de gelatina, previamente demolhadas e depois dissolvidas num pouco de água morna. Deitei o creme em copos de vidro, colocando a 2/3 da altura uma camada de framboesas e um pouco de biscoitos de amêndoas triturados.

Couves pak-choi com cogumelos


Esta receita já foi apresentada no meu anterior blog (A Minha Cozinha), mas agora fiz-lhe algumas pequenas alterações, nomeadamente no tipo de cogumelos que utilizei e no facto de lhe ter adicionado raspa de 1/2 limão. É um acompanhamento muito fácil de fazer e uma excelente forma de comer verduras. Num tacho coloquei um pouco de azeite e 4 as 5 alhos fatiados. Depois de os deixar alourarem muito ligeiramente juntei as couves cortadas aos quartos ou ainda em pedaços mais pequenos, como aconteceu com estas. De seguida juntei umas 2 colheres de sopa de molho de soja (japonês) e 300 g de cogumelos Brauner em fatias grossas. Por último, temperei com raspa de 1/2 limão. As couves devem ficar ainda meio cruas, por isso basta uns 5 ou 10 minutos para estarem prontas.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Dourada assada no forno, com recheio de linguiça e tomilho


Comer peixe raramente é um prazer, por isso necessito de o "camuflar" como aconteceu com este pobre exemplar, que mal se avista no meio dos vegetais. Resolvi rechear a barriga e as guelras de uma dourada média com uma quantidade razoável de tomilho fresco e com rodelinhas de linguiça cortadas aos bocadinhos. Depois foi só juntar tomate e cebola roxa às rodelas e courgettes descascadas e cortadas aos bocados. Temperei com sal e azeite e levei ao forno. Depois de provar considero que não estava nada mal.