sexta-feira, 12 de março de 2010

Rolo de frango recheado com maçã e couve lombarda

Compro muitas vezes peito de frango, por ser uma carne magra. Porém, para não se cair na monotonia dos bifinhos de frango, é necessário investir um pouco mais de trabalho. Porque o visual também conta, e muito, nesta questão da alimentação. Infelizmente as fotografias não ficaram muito bem, mas quem o comeu parece ter gostado do aspecto e do sabor.

Para fazer este rolo comecei por abrir com cuidado os peitos de frango, espalmando-os, de forma a obter uma espécie de triângulos. Coloquei dois com a base para um dos lados e o outro ao contrário, de modo a obter um rectângulo. Por baixo deste coloquei três fios a distância de 2 a 3 cm para depois me facilitar o trabalho de fazer o rolo. Barrei a parte superior do rectângulo com massa de pimentão. A seguir coloquei duas fatias finas de fiambre e duas folhas de couve lombarda a que tinha dado uma fervura de 5 minutos, após ter tirado a nervura central. Posteriormente, salpiquei com alecrim picado e coloquei no centro gomos de maçã. Enrolei com cuidado, atando os três fios. De seguida com um fio maior fiz uma espécie de caseado, ajustando a carne de forma a ficar com um rolo mais perfeito.

Foi ao forno com batatas doces peladas e cortadas aos bocados e com quartos de pêra-rocha. Apenas temperei com azeite e polvilhei com mais alecrim fresco picado. Esteve no forno aproximadamente 45 a 60 minutos. Na altura de o servir, em que tive de o voltar a colocar no forno para aquecer, coloquei umas folhas de couve já escaldadas por cima que reguei com a gordura que tinha ficado no tabuleiro, o que deu um maior contraste em termos visuais na apresentação.

quinta-feira, 11 de março de 2010

A Fa no país das maravilhas (cogumelos)


Nos últimos dias tem-se falado muito no novo filme da Disney - Alice no país das maravilhas. Como nunca tinha lido o livro achei que seria altura de o fazer. Mas claro que os significados que tiro de muitas passagens desta obra são contextualizados pelas minhas experiências e preocupações.

Por exemplo, a parte da história que já li tem como elemento transversal a toda a narrativa o facto da Alice mudar diversas vezes de tamanho em função do que come e do que bebe. Claro que isto não me pode deixar de lembrar as dietas que provocam um efeito designado por io-io. Deviam mudar-lhe o nome para dietas "Alice"! Entre os vários episódios há um em que Alice encontra uma caixinha de vidro debaixo de uma mesa, que abre, encontrando lá dentro um bolo muito pequenino. "Por cima, muito bem escrita com pequenas passas, lia-se a palavra «COME-ME». Outra referência gastronómica é quando, encontrando-se presa no interior de uma casa, lhe atiram uma chuva de pequenos seixos que se transformam em pequenos bolos que ao comer fazem com que diminua de tamanho. Este é decididamente o país das maravilhas em que todas nós gostaríamos de viver, em que se reduzisse o peso comendo muitos bolos.

A receita do creme de cogumelos com castanhas foi inspirada por uma lagarta que Alice encontrou em cima de um cogumelo, fumando um narguilé, que lhe disse que se queria ver o seu tamanho aumentado deveria comer o cogumelo, mas teria que descobrir qual o lado do fungo que provocaria esse efeito e qual o que provocaria o efeito contrário.

Os meus cogumelos (portobello) creio que só têm um lado e o único efeito que poderão ter é fazer diminuir o peso, por isso resolvi juntar-lhes um elemento com um efeito contrário - as castanhas. Se nunca mais ouvirem falar de mim neste blogue é porque comi o lado errado e fiquei com um tamanho tão reduzido que não chego ao computador.

Quanto à poção em causa ela é uma variação do creme de cogumelos que podem encontrar noutra entrada. Com a diferença que lhe juntei uma chávena de castanhas congeladas. À semelhança das outras vezes também retirei parte do líquido antes de moer a sopa e depois adicionei-o de novo até chegar à consistência que pretendia.

terça-feira, 9 de março de 2010

Creme de verduras

O objectivo hoje foi fazer uma sopa ligeira mas com muitas verduras. Coloquei num caldo de verduras a ferver, feito com água e um cubo bio, 1 pacote de agriões, 1 pacote de alface e 1 pacote de salsa, tudo já pré-lavado. Juntei-lhe uma courgette cortada às rodelas. Deixei ferver 20 minutos e depois triturei, juntando no final 2 colheres de natas de soja, para deixar o creme mais aveludado.

domingo, 7 de março de 2010

Gelatinas de iogurte com molho de morangos

Será difícil alguma vez conseguir fazer uma sobremesa mais dietética do que esta. Os meus amigos nutricionistas acho que a aprovarão a 100%.

Comecei por misturar 2 colheres de chá de agar-agar em 250 ml de leite magro. Juntei uma vagem de baunilha a que já tinha tirado previamente as sementes e levei a ferver 5 minutos. Deixei arrefecer um pouco, retirei a baunilha, e adicionei 250 ml de iogurte magro e as raspas da vagem. Mexi bem e coloquei em formas de silicone passadas por água fria. Depois de solidificado desenformei e coloquei à volta puré de morangos.

Queques de chocolate

Nos últimos tempos, criei o hábito de levar sempre um bolo ou uns biscoitos quando vou visitar os meus pais ao domingo à tarde. Às vezes, penso que posso adiantar o trabalho, fazendo estas iguarias de véspera. Porém, já me apercebi que é uma má opção. Cá em casa há quem não resista ao aroma dos bolos acabados de sair do forno e o que acontece é que estes começam logo a ser comidos antes de chegarem ao destino. Foi por causa disso que hoje me vi obrigada a reforçar o "bolo de cerveja" que já levou um grande desbaste desde que ontem o preparei. Como os meus pais gostam muito de chocolate decidi fazer uns queques, desta vez sem preocupações com as gorduras e o açúcar.

Para a receita utilizei: 85 g de chocolate preto, 150 g de manteiga, 160 g de farinha, 1 colher de chá de fermento em pó, 160 g de açúcar, 5 ovos, 1 vagem de baunilha. Parti o chocolate aos pedacinhos e derreti juntamente com a manteiga no microondas. À parte, misturei a farinha com o fermento. Por outro lado, bati o açúcar, com os ovos e o interior da vagem de baunilha até obter um creme. Juntei a este creme a farinha com o fermento, misturei bem e por último adicionei o chocolate derretido com a manteiga. Deitei a massa em formas previamente untadas de margarina e levei ao forno durante 20 minutos. Deixei arrefecer 5 minutos antes de os tirar da forma e os colocar em cima de uma grelha. Quando estavam frios decorei-os com creme de chocolate derretido com um pouco de manteiga.

Frango com massa soba: entre o oriente e o ocidente

Este fim-de-semana não fui ao supermercado por isso cheguei ao domingo com algumas limitações em termos de ingredientes disponíveis. Assim resolvi deixar-me levar pela imaginação ... Não se pode dizer que os comentários ao produto final tenham sido muito esfuziantes, mas foram explicados pelas altas expectativas que existiam. Enfim! Ficou agradável, mas apesar de ter elementos da cozinha oriental, aliás foi feito no wok, tem também muitos sabores ocidentais.

Comecei por cozer a massa soba em água durante 5 minutos. Depois escorri e passei por água fria. No wok coloquei um pouco de azeite onde deitei sementes de sésamo, de coentros e de mostarda. Quando começaram a "saltar" juntei o peito de frango cortado às tiras e temperado com molho de soja (japonês), assim como 6 talos de aipo finamente cortados. Deixei em lume brando até cozinhar o frango. Como não tinha verduras resolvi cozer algas wakame que depois cortei e adicionei ao frango. Para lhe dar um toque ocidental juntei raminhos de tomilho e um cálice de Vinho do Porto.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Biscoitos de abóbora

Estes biscoitos foram inspirados por uma receita que encontrei em Dulcis in Furno. Fiz algumas adaptações às quantidades e aos ingredientes em parte devido ao que tinha em casa e outra por preguiça de estar a fazer algo muito complicado.

Comecei por triturar na "123" cerca de 450 g de abóbora (potimarron/Hokaido). Depois juntei-lhe 1/2 chávena almoçadeira de açúcar, 1 chávena almoçadeira de farinha com fermento, 2 colheres de sopa bem cheias de margarina Becel para cozinha, 1 ovo inteiro e 2 colheres de chá de flores de alfazema. Misturei tudo e com uma colher de sopa deitei montinhos de massa num tabuleiro onde previamente tinha colocado uma folha de papel vegetal para bolos. Foram ao forno 30 minutos, até formarem um crosta por cima ligeiramente dourada. Por dentro, estes biscoitos ficam com uma consistência cremosa. O aroma da alfazema não é perceptível, por isso para a próxima substituirei por outro ingrediente. Para os mais gulosos também é conveniente aumentar a quantidade de açúcar.
Nota: quando os biscoitos saíram do forno coloquei-os em cima de uma grelha para ficarem bem secos.

Gelatina de chocolate com alfazema

Resolvi fazer umas experiências com dois ingredientes novos: o agar agar e a alfazema. Segui uma linha light, embora por razões familiares tenha cedido a colocar um pouco de açúcar. A gelatina solidificou rapidamente, mesmo fora do frigorífico, ficando bastante consistente. Quanto à alfazema é necessário testar as percentagens e o modo de conseguir obter uma gelatina mais aromatizada. Para a próxima vou colocar a alfazema juntamente com leite, creio que dará um sabor mais activo.

Comecei por colocar três colheres de agar agar em 750 ml de leite magro. Dissolvi e levei ao lume a ferver durante 5 minutos. Fui mexendo regularmente. No final acrescentei 125 g de chocolate preto (85%), 1 colher de sopa de icing-sugar e cerca de 10 ml de uma infusão feita com duas colheres de sopa de alfazema. Coloquei em canecas de chá e salpiquei com flores de alfazema.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Bolo de castanhas

Hoje achei que tinha de fazer um bolo para animar a minha semana de trabalho. Como a energia não era muita para procurar uma receita resolvi inventar, tendo por base a experiência que acabamos por adquirir no que toca à consistência das massas. Claro que as possibilidades de errar são sempre grandes, mas às vezes as coisas até correm bem. Este bolo ficou bastante bom. Dúvido mesmo que consiga chegar ao final do dia!

Nesta receita utilizei: 2 chávenas de chá de farinha de castanhas, 1 colher de sobremesa de fermento, 1/2 chávena de chá de açúcar mascavado, 1 chávena de chá de leite magro, 3 ovos inteiros, 1/2 chávena de chá de azeite, 2 colheres de sopa de natas de soja e raspa de 1/2 vagem de baunilha à falta de essência de baunilha. Comecei por misturar a farinha com o fermento e o açúcar. Adicionei depois os ovos, alternando com o leite e o azeite. Por fim, os restantes ingredientes. Foi ao forno em forma forrada com papel vegetal durante aproximadamente 30 minutos. Ficou com uma consistência bastante agradável.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Medalhões de pescada cozidos a vapor em cama de salsa e de outras ervas

Comer peixe com maior frequência é um objectivo que tenho sempre em mente, mas só como muita dificuldade o consigo colocar em prática. Preciso de inventar formas de preparar o peixe que o tornem saboroso. Não teria problemas se vivesse no Japão, mas em Portugal não é natural que coma todos os dias peixe cru. Por isso, necessito de colocar a minha imaginação a funcionar, adaptando aqui e ali o que outros já testaram. Assim, surgiu esta receita.

Num recipiente de bambu para cozer a vapor coloquei no tabuleiro inferior batatas cortadas às rodelas e cenouras aos palitos. Por sua vez, no tabuleiro superior fiz uma cama de salsa e de raminhos de alecrim, colocando por cima medalhões de pescada que salpiquei com flor-de-sal e orégãos. Para aumentar o sabor coloquei também rodelas de lima e folhas de louro. Primeiro coloquei ao lume, numa frigideira grande com água, o tabuleiro inferior devidamente tapado. Deixei ferver cerca de 10 a 15 antes de colocar o tabuleiro superior, que apenas esteve 7 minutos ao lume. O peixe ficou aromatizado pelas diferentes ervas, ficando mais agradável que o simples peixe cozinho. Penso que tentarei fazer mais experiências dentro deste tipo de preparações a vapor.