segunda-feira, 22 de março de 2010

As gelatinas disfarçaram-se de queques


Contínuo fazendo experiências com a gelatina agar-agar. Desta vez lembrei-me de preparar umas gelatinas de mirtilhos com a forma de queques, dando-lhes depois um ar romântico e ao mesmo tempo primaveril com uns salpicos de flores de alfazema. Pode parecer uma sobremesa altamente calórica, mas é um engano!

Comecei por preparar a gelatina como indicam no pacote. Em 1/4 litro de leite magro fervi durante 5 minutos 1 colher de chá cheia de flocos de gelatina agar-agar. Fui mexendo regularmente. À parte misturei uma caixa de quark, também magro, com 4 colheres de sopa de doce de mirtilhos (com pouco açúcar). Se tivesse em casa mirtilhos frescos teria preferido reduzir a puré uma caixa e adicionar depois ao quark. O creme com que fiquei, depois de misturar o quark com os mirtilhos, ultrapassou um pouco 250 ml. Por último, adicionei este creme à gelatina e coloquei a mistura obtida em formas de queques passadas por água fria. Após, aproximadamente uma hora a gelatina já tinha solidificado.

Desenformei os "queques" e enfeitei-os com iogurte grego, também magro, a que adicionei coco ralado para ficar mais consistente. Coloquei o creme no saco pasteleiro e fiz umas pequenas espirais que depois salpiquei com flores de alfazema. Teria preferido usar quark magro, mas infelizmente já não tinha nenhuma caixa em casa. O quark tem uma consistência mais espessa, quando comparada com a do iogurte grego. Também para os que estão a fazer dietas mais restritivas é possível retirar o coco. Poder-se-á eventualmente aromatizar o quark com baunilha ou deixar uns mirtilhos para colocar por cima neste caso.

domingo, 21 de março de 2010

Uma Primavera tímida


Palitos de batata doce com cominhos e sementes de sésamo


Para conseguir obter os "quadrados" de batata doce, que utilizei na entrada anterior, fiquei com uma série de sobras em resultado do modo como tive de aparar as batatas. Resolvi aproveitar estas sobras, cortando-as em palitos finos, que depois polvilhei com cominhos em pó e sementes de sésamo. Foram ao forno a assar, num tabuleiro forrado com papel vegetal antiaderente, até ficarem mais ou menos rijas. Quando sairam do forno salpiquei com flor-de-sal. Importa referir que a batata doce que utilizei foi de origem italiana. Com as nossas batatas não creio ser possível fazer este aperitivo.

sábado, 20 de março de 2010

Batata doce assada com queijo roquefort


A semana passada comprei uma revista italina de cozinha - Sale e Pepe, da qual tenho retirado uma série de ideias, que depois acabo por transformar numa versão mais light. Foi o que aconteceu com este aperitivo, muito fácil de preparar. Comprei uma batatas doces de origem italiana, uma variedade distinta da batata doce nacional, com uma textura mais suave e uma cor também mais pálida. Cortei as batatas de forma a obter uma espécie de quadrados. Com a ferramente que se usa para retirar o interior das maçãs ou do abacaxi, fiz uns buracos no meio que depois escavei facilmente com uma faca. Estes orifícios não atingiraam o fundo da batata. Coloquei-as no forno até ficarem assadas e depois rechei-as com um creme que preparei com natas de sojas e queijo roquefort em quantidade suficiente para lhe dar gosto. Enchi os buracos com este creme e voltei a levar ao forno. Nota: com as aparas que sobraram desta receita fiz um outro aperitivo que será objecto de uma próxima entrada neste blogue.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Cascas de laranja cristalizadas


Hoje, por motivos de trabalho, tive de me deslocar a Coruche onde almocei no restaurante Lago Verde. No final da refeição presentearam-nos com uma taça de laranjas cristalizadas, que achei bastante agradáveis, devido à textura e também ao facto de não terem a habitual crosta de açúcar à volta. De uma forma bastante gentil acederam a explicar como se faziam. Começam por cortar as cascas das laranjas em fatias finas, retirando parte da parcela branca. Depois deixam de molho, em água, durante 2 a 3 dias. Provavelmente mudam a água pelo menos uma vez por dia. A seguir, passam as cascas por uma calda fraca de açúcar e colocam-nas a secar em cima de um pano.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Gelatinas de frutos vermelhos (light)


Hoje resolvi fazer umas gelatinas com morangos e groselhas. Para o efeito fervi durante 5 minutos 125 ml de leite magro com 1 colher de chá cheia de agar-agar. À parte, misturei um resto de ricota que me tinha sobrado de uma receita anterior com quark magro até obter, depois de batido, aproximadamente 125 ml de um creme a que adicionei 1 colher de café de essência de baunilha e cerca de 3 colheres de sopa de coco ralado. Em formas individuais coloquei numa delas fatias de morangos à volta e na outra umas framboesas no fundo. Depois deitei o creme e levei ao frigorífico. Passado uma hora as gelatinas já estavam prontas para serem comidas. Para estas receitas de gelatinas individuais tenho usado formas de silicone da Tefal, as quais têm um aro de metal à volta, o que dá maior segurança ao transporte e facilita também o processo de desenformar. Nota: esta receita deu para 4 pudins pequenos.

Pequenas tartes de coentros com coco (aperitivo)


Já fiz esta receita inúmeras vezes, mas não a tenho apontada em nenhum caderno. Por isso, o sabor varia sempre um pouco em função das quantidades que coloco. É extremamente fácil de fazer. As tartes compro-as já prontas. Para o recheio usei um molho de coentros, 3 colheres de sopa de coco ralado, 1 colher de sopa de sumo de lima e uma pitada de sal. Coloquei na trituradora (123) e transformei numa pasta. Como gosto de coco exagero sempre na quantidade deste ingrediente.

terça-feira, 16 de março de 2010

Alcachofras com cebolas tenras


É preciso compensar os pequenos excessos alimentares, com outros pratos mais saudáveis. A inspiração para esta receita veio de uma revista italiana que comprei este fim-de-semana. Fiz algumas alterações em função do que tinha em casa, mas o ingrediente principal manteve-se, assim como o modo de preparação.
Comecei por arranjar as alcachofras e colocá-las em águas com rodelas de limão para não oxidarem. Depois preparei as cebolas tenras, cortando-as em troços no sentido longitudinal. Cozi estes dois vegetais em água onde tinha deitada 1/4 litro de vinho branco. Coloquei também um pouco de sal. No total levaram cerca de 15 minutos a cozer. Depois salpiquei com folhas de tomilho fresco. Esta foi o acompanhamento, pouco tradicional, de um caril de perú.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Tarte de pêras (sem forma)

Este é uma adaptação de uma receita que vi no blogue C'est moi qui l'ai fait!. O modo de preparação pareceu-me interessante, permitindo inúmeras variações.

Para a massa utilizei 250 g de farinha, 125 g de margarina (Becel cozinha) e 5 colheres de sopa de água. Misturei bem estes ingredientes até obter uma bola de massa, que coloquei no frigorífico até ao momento da preparação final. À parte, preparei um creme com 100 g de ricota, 100 g de amêndoas torradas e depois moídas, 1 ovo e 50 g de açúcar mascavado. Estendi a massa de modo a obter uma rodela, acertando depois os extremos com um corta massa. Fiz esta operação em cima de um papel aderente, para desta forma ficar com a tarefa seguinte facilitada. Fiz deslizar o papel, com a massa por cima, para o tabuleiro do forno. Depois coloquei o creme num círculo, deixando cerca de 5 a 7 cm de massa a toda a volta. Por cima do creme coloquei as pêras, sem pele e cortadas às fatias, dispondo-as em redondo. Reguei as pêras com sumo de limão para não oxidarem. Posteriormente dei uns cortes oblíquos na massa restante e dobrei cada um dos bocados sobre o recheio, como se vê na imagem. Para terminar, pincelei com leite a massa e salpiquei-a com açúcar mascavado, assim como as pêras. Foi ao forno cerca de 30 minutos. No final, coloquei a tarte sobre uma grelha para arrefecer.

domingo, 14 de março de 2010

Couves pak-choi com sementes e óleo de sésamo torrado

As couves pak-choi são umas das minhas verduras preferidas, não só pelo sabor como também
pela facilidade com que se preparam. Desta vez, resolvi inovar em relação à minha habitual receita. Coloquei uma colher de sopa de azeite num wok juntamente com sementes de sésamo, mostarda, coentros (partidas previamente), abóbora e girassol. Deixei fritar um pouco até as sementes de mostarda começarem a saltar, o que acontece muito rapidamente. A seguir deitei-lhe as couves cortadas em troços longitudinais. Fui mexendo, durante cerca de 5 minutos, e, no fim, deitei-lhe 1 colher de sopa de óleo de sésamo torrado. Não deitei mais porque este óleo tem um sabor forte, mas penso que para a próxima colocarei uma dose maior.