quarta-feira, 28 de abril de 2010

Rosmaninho (Vila Velha de Ródão)




Tive oportunidade nos últimos dias de realizar alguns trajectos no espaço do Monumento Natural das Portas de Ródão. Embora já conhecesse a região esta foi a primeira vez que visitei alguns locais e que fiz uma viagem de barco, que incluiu a entrada numa das ribeiras, afluentes do Tejo, assim como uma paragem na Ilha das Virtudes para actividades de pesquisa de ouro. Nesta região já desde os tempos da ocupação romana que se efectua esta actividade. Embora hoje seja realizada apenas no contexto de actividades de geoturismo.


domingo, 25 de abril de 2010

Panquecas de courgette com iogurte


Ontem apetecia-me comer panquecas, mas quando as comecei a fazer, numa versão salgada, deparei-me com a falta de uma série de ingredientes. Isto levou-me a recriar completamente a receita que serviu de inspiração.
Misturei numa taça 100 g de farinha de trigo com 1 colher de sobremesa de fermento, 1 ovo, 1 iogurte magro, 1/2 colher de chá de açafrão-das-Índias, 1 pitada de caril, sal, 1/2 courgette cortadas aos cubos pequenos, 2 tomates pelados e sem sementes também cortados aos cubos, salsa picada e orégãos. Depois adicionei a quantidade de leite suficiente, mas de modo a ficar com um polme espesso.
Numa frigideira antiaderente coloquei uma colher de sopa de óleo, que depois deitei fora quando estava quente. Deitei colheres grandes de massa que espalhei ligeiramente para formar as panquecas. Virei-as algumas vezes com a juda de uma espátula outras apenas com um movimento rápido da frigideira. Estas panquecas foram a base de um jantar rápido de preparar, com poucas gorduras e algumas vegetais.

sábado, 24 de abril de 2010

Fabada (prato típico espanhol)

Ainda não consegui colocar em ordem a "minha cozinha". Mal cheguei já estou outra vez de partida. Desta vez por menos tempo e para um destino mais perto. Hoje farei referência ao almoço de sábado passado, em Madrid, preparado pela minha amiga E., que adora cozinhar pratos típicos espanhóis que levem muitos horas ao lume. Esta "fabada", que nós designariamos por feijoada, levou 5 horas ao lume. Começou a ser feita de véspera e terminou de cozer no próprio dia.

O feijão branco foi inicialmente colocado de molho. Depois foi colocado num tacho com 1/2 tomate madurao, 1/2 pimento verde, 1/2 cebola, 3 alho fatiados, 1 folha de louro grande, sal, 1 chouriço de carne, 1 morcela e um osso de presunto (ou mesmo um bocado). Ao iniciar a cozedura de véspera há a possibilidade de retirar o excesso de gordura no dia seguinte. O mais importante é que todo o processo de cozedura se faça em lume muito brando. Esqueci-me de referir que os ingredientes são cobertos por água com uma altura equivalente a uma mão, colocada no sentido longitudinal. A minha amiga E. não acrescenta mais água ao longo de todo o processo de cozedura, porque considera que isso tira o paladar ao prato. A E. também costuma juntar uma batata aos bocados, já quando falta apenas uma hora ou duas, para ajudar a engrossar o molho.
No final comemos ainda umas tapas, seguindo a boa tradição espanhola. Apesar deste almoço ainda fomos beber e comer um chocolate quente com churros a uma churreria no centro de Madrid.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Gelatinas de horchata de chufa

Se no Inverno um bom chocolate quente com churros é um dos maiores prazeres, em termos gastronómicos, que podemos desfrutar em Madrid. No Verão poderemos conseguir o mesmo efeito com uma deliciosa horchata de chufa bem gelada, consumida numa animada esplanada. Antes só a encontrávamos nessa altura do ano, mas agora já a podemos comprar nos supermercados espanhóis em qualquer momento. Eu sou uma apaixonada tanto pelo chocolate quente como pela horchata, por isso lembrei-me de fazer uma gelatina com base nesta última bebida.
Para o efeito misturei 3 colheres de chá de agar-agar com 250 ml de água. Deixei ferver durante 5 minutos, mexendo bem. À parte, misturei um iogurte grego magro com horchata de chufa até obter 500 ml. Juntei os dois preparados e deitei em formas previamente molhadas com água fria. Depois de desenformadas, passado cerca de uma hora, salpiquei as gelatinas com amêndoas fatiadas.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Uma espécie de humus


A semana passada, quando estive em Madrid, serviram-me por diversas vezes humus, que é uma pasta de grão com origem árabe a qual habitualmente se come com pão pita. Hoje, não segui a receita tradicional, preferi antes adaptá-la ao meu paladar.
Num copo triturador coloquei uma lata pequena de grão já cozido, escorrido e passado por água, o sumo de 1/2 limão, 2 colheres de sopa de óleo de sésamo torrado mais 1 colher de sopa de azeite, meia dúzia de folhas de hortelã, 3 alhos picados, 1 colher de chá de cominhos em pó, 1/2 colher de chá de açafrão-das-Índias e sal refinado. Triturei muito bem até obter uma consistência cremosa. Poderá eventualmente ser necessário juntar um pouco mais de óleo de sésamo ou de azeite. Por fim, coloquei numa taça e deitei por cima um fio de azeite. Comemos a pasta com fatias de pão integral, no início da refeição e ainda fiquei com uma outra dose que coloquei no congelador.

Sopa de espargos, abóbora e chuchu


Os espargos são sempre difíceis de preparar. Porque um excesso de cozedura lhes altera completamente o sabor. Por isso, considero que não é fácil fazer uma boa sopa de espargos. A composição desta sopa surgiu a partir dos ingredientes que tinha em casa. Normalmente até nem compro chuchu por considerar ser um vegetal com pouco sabor, mas como não existiam courgettes à venda era a opção possível.
Comecei por arranjar os espargos (verdes), reservando as pontas. À restante parte tenra do tronco retirei a casaca mais fibrosa e corte aos bocadinhos, juntando-os com 3 chuchus e bocado de abóbora menina também cortados. Fervi os vegetais juntamente com um caldo bio de verduras. No final reduzi a puré. À parte, fritei as pontas de espargos em azeite e na altura de servir coloquei-as sobre a sopa, nas respectivas taças.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sopa de lentilhas com cogumelos


Uma sopa quente e substancial ainda continua a ser uma boa opção nesta Primavera tímida que estamos a viver. Desta vez lembrei-me de usar lentilhas, da qualidade que é mais vulgar nos nossos supermercados, dando-lhes uma fervura de 30 minutos em água onde tinha dissolvido um caldo de verduras. Depois juntei-lhes uma embalagem (cerca de 250 g) de cogumelos portobello, cortados aos quartos e deixei ferver mais quinze minutos. Triturei tudo de seguida com a varinha mágica até obter um creme homogéneo a que depois juntei 2 colheres de sopa de natas de soja para tornar a consitência mais aveludada. Servi com rúcula por cima, não só para enfeitar, mas como forma de complementar o prato em termos nutritivos.

Ausências (2)







Um final de tarde em Madrid, que incluiu uma visita à excelente exposição de Miguel Barceló.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Omelete de túberas (trufas) - prato regional

Actualmente assiste-se, a nível europeu, a um movimento de recuperação de alguns vegetais que tradicionalmente eram usados e depois deixaram de ser consumidos. As pastinagas (cherovias) são um exemplo que já referi neste blogue. Mas desta vez, para além dos espargos silvestres que já conhecia tive ainda oportunidade de provar as túberas, que nalguns locais se designam por criadilhas. Estas não são mais do que as valiosas trufas que os franceses tanto apreciam. Não são tão gostosas, mas penso que a qualidade também varia em função do local onde são colhidas e também do modo de preparação. Fazem lembrar uma batata, sendo colhidas nesta altura do ano por quem tem alguma experiência para as detectar à superfície. Comidas em cru têm um sabor idêntico ao cogumelo. Na fotografia superior também é possível ver uma variedade de cardos que é utilizada na alimentação, depois de retiradas as folhas, deixando apenas a parte tenra dos caules.



Comi as ditas túberas em omelete, mas disseram-me que também as faziam assadas, depois de cortadas às fatias, salpicando depois com um pouco de sal. Começaram por lavá-las muito bem e depois descascar, retirando uma grande parte da casca. A seguir foram cortadas às fatias e fritas em azeite (óleo). Depois foram-lhes adicionados os ovos batidos e temperados de sal. A omelete é difícil de ser enrolada, devido às rodelas das túberas.

Infleizmente acabei por não trazer túberas para fazer algumas experiências. Penso que tal como as outras variedades de trufas também deveriam ser muito pouco cozinhadas para não perderem o sabor.

Migas de espargos silvestres enroladas



Nos últimos dias tive oportunidade de provar alguns pratos típicos da zona de Coruche, e não só. Vou começar por referir as migas de espargos silvestres, que nesta altura do ano são apanhados nos campos.
Para a preparação das migas começam por os partir aos bocados, até ao momento em que sentem que o tal está rijo. Isto é, apenas se aproveita a parte tenra. Depois dão-lhe uma fervura ou duas, de cerca de 2 a 3 minutos, para lhes tirar o amargo. Algumas pessoas com quem contactei referiram que os utilizavam directamente, mas pode acontecer que alguns sejam mais amargos. Depois colocam-nos num passador e amassm-nos um pouco. À parte, fritam alho laminado em azeite (ou óleo) e deitam-lhe dentro pão duro que foi embebido em água e depois escorrido. Deixam ensopar bem, para fazer uma pasta, deitando-lhe sal refinado e pimenta. Juntam então os espargos e um pouco de vinagre. Por último, enrolam as migas com os movimentos que imprimem ao tacho que já está fora do lume. Normalmente deixam criar uma pequena crosta para dar mais algum sabor.