quinta-feira, 13 de maio de 2010

Tarte de alcachofras (2º episódio da saga dos iogurtes)

Com esta tarte vou dar continuidade à saga dos iogurtes ácidos. Aproveitei também para acabar com alguns restos de farinha.

Para a massa utilizei: 250 g de uma mistura de farinha de trigo normal, integral e ainda de espelta; 100 g de margarina Becel e 1 colher de sopa de azeite; sal refinado; 5/6 colheres de sopa de água. Depois de misturar tudo e de obter uma massa homogénea deixei descansar durante aproximadamente 30 minutos. A seguir estendi a massa e forrei uma tarteira (pequena), deixando metade da massa para a decoração final em grelha.

Arranjei e cozi a vapor umas alcachofras que comprei no mercado biológico. Coloquei-as depois de cozidas na forma já forrada. Depois esfarelei o conteúdo de um pacote de queijo feta, juntei-lhe um iogurte, manjericão cortado, 1 ovo inteiro e mais 2 claras. Deitei este creme sobre as alcachofras e utilizei o resto da massa (que é em excesso para este tamanho de tarteira) para fazer umas tiras por cima. Foi ao forno (200ºC) cerca de 45 minutos.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Queques de abacaxi e coco ou o 1º episódio da saga dos iogurtes ácidos

Com estes queques vou dar início a uma série de receitas inventadas ou recriadas para gastar duas caixas de iogurtes que, embora estando perfeitamente na validade, apresentavam uma acidez excessiva para o meu paladar. Como sou a única a comer iogurtes magros naturais cá em casa, não tive quem me ajudasse. Sugeriram-me que lhes colocasse um pouco de compota. Mas teria de engolir uns quantos frascos de doce para que os 16 iogurtes se tornassem comestíveis. Num acesso de mau humor também pensei em colocá-los no lixo, mas depois os meus genes paternos vieram ao de cima e impediram-me de cometer esse desperdício. Provavelmente o que fiz foi pior em termos de sustentabilidade pessoal, e outras sustentabilidades. Mas fiquei satisfeita com a solução e por qualquer razão química a acidez dos iogurtes não se notou muito nas minhas pequenas iguarias.

Para estes queques utilizei 100 g de farinha de trigo, 100 g de farinha de arroz, 4 colheres de sopa de açúcar amarelo, 2 colheres de chá de fermento, 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio, 2 ovos, 2 iogurtes magros, 1 chávena de chá de abacaxi fresco cortados aos quadrados pequenos e depois envolvidos em farinha, 1 colher de sopa bem cheia de coco. Comecei por juntar os ingredientes húmidos e misturar depois os secos. Coloquei a massa em formas pequenas e levei ao forno cerca de 20 minutos a 200ºC. Depois de frios deitei por cima uma colher de chocolate branco para cobertura da marca Valor, derretido no microondas a que juntei 1 colher de sopa de coco.

Nota: para o caso de algumas das minhas leitoras começar a contar os iogurtes que gastei nesta saga "ácida" é importante referir que antes de a iniciar já tinha comido alguns.

Brownies sem culpa

Cozinhar tem em mim efeito terapêutico a vários níveis. Neste momento, é um dos pouco espaços onde posso exercer a minha criatividade, tendo apenas como limite a eventualidade de preparar algo totalmente intragável, que vai terminar no caixote do lixo. Porém, o tempo que lá estou, em agradáveis congeminações, sobre quais os ingredientes a colocar ou ainda qual o formato a dar ao prato, é um período em que me desligo de todos os problemas diários. Por outro lado, acontece que este prazer em que está impregnado o acto de cozinhar ainda culmina em algo, bem material, que nos envolve através de todos os sentidos e nos transporta até ao "céu dos gulosos". Foi o que aconteceu com estes brownies feitos no final de uma tarde de domingo. A receita foi completamente alterada face às tradicionais, para reduzir o meus sentimentos de culpa ao comer este tipo de bolos.

Assim, utilizei 100 g de chocolate negro, partido aos quadrados que misturei com 2 iogurtes magros. Levei ao microondas até ao chocolate derreter e depois com a ajuda de umas varas bati a mistura até que ficar homogénea. Juntei-lhe 2 colheres de sopa de açúcar amarelo, 3 colheres de sopa cheias de farinha, 2 colheres de sopa de cacau magro, 100 g de avelãs e de nozes, partidas de forma grosseira, 2 ovos e 1 colher de café de essência de baunilha. Deitei este creme num tabuleiro pequeno previamente forrado de papel vegetal de cozinha. Levei ao forno (150ºC) durante cerca de 30 minutos. Depois deixei arrefecer um pouco e virei sobre uma superfície também coberta com papel vegetal. A seguir cortei os quadrados e polvilhei a parte de cima com cacau em pó.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Borrego no forno em cama de legumes

Na zona onde vivo abriu recentemente um mercado biológico, por isso aproveitei o sábado para fazer uma visita de reconhecimento e também para comprar uns legumes e umas frutas. Infelizmente chovia imenso e era praticamente a única cliente. De qualquer forma penso que este é um programa que vou incorporar na minha rotina de fim-de-semana, porque sempre é mais perto que o mercado do Príncipe Real onde habitualmente fazia as minhas compras. Depois passei pelo talho para comprar algumas proteínas animais, mas sempre à pressa porque o meu grande prazer dos sábados de manhã é poder assistir a um programa da M6 que se chama "Un dîner presque parfait". Nunca consigo ver o programa todo, até por ser bastante longo, mas aproveito os intervalos para preparar o almoço, porque depois de se assistir a este programa apetece mesmo comer uma bela refeição. Foi neste contexto que surgiu a receita de borrego que passo a referir.

Comecei por preencher o fundo de uma assadeira de barro de Bisalhães com cenouras cortadas em palitos grossos, quartos de cebola roxa e troços de alho francês. Juntei-lhes uma folha de louro e dois cravinhos. Depois por cima coloquei uma mão de borrego, untada com massa de pimentão. Reguei tudo com um fio de azeite. Cobri o tabuleiro com papel de alumínio e levei ao forno a 180ºC durante 1 hora. Depois retirei o papel de alumínio e deixei de forno, a 200ºC, durante mais 45 minutos, tendo o cuidado de abrir o forno e regar regularmente a carne com os sucos que se iam depositando no fundo da assadeira.

Para acompanhar resolvi experimentar a fazer um puré de batata a que juntei dois tomates pelados e cozi em água aromatizada com dois talos de hortelã. No final escorri a água e retirei a hortelã antes de transformar os legumes em puré. Coloquei apenas um fio de azeite para ficar mais gostoso.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Pão de sardinhas e atum

Esta receita tem por base outras que já apresentei neste blogue, mas sofreu uma série de alterações que o transformou num pão muito mais húmido e consistente. O que presidiu às mudanças, para além da minha apetência natural para transformar tudo, foi o pretender introduzir alguns produtos.

Utilizei neste pão os seguintes ingredientes: 220 g de farinha com fermento, 1 colher de chá de açafrão-das-Índias, 1 colher de sopa de orégãos secos, 1 lata de atum e outra de sardinhas sem pele nem espinhas, 4 ovos, 1 iogurte magro, 1/2 chávena de quadrados pequenos de queijo feta, 1/2 lata de milho doce, 2 colheres de sopa de sementes de sésamo e um pouco de cebolinho picado. Aos ingredientes secos misturei os húmidos, batendo de forma a obter um creme. Coloquei numa forma de rectangular que levei ao forno cerca de 30 minutos.

Este tipo de receitas tem a vantagem de se fazerem muito rapidamente e de servirem para um jantar ligeiro.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Entrecosto caramelizado

Tenho que confessar que esta foi a primeira vez que comprei entrecosto. Não sei por que motivo obscuro me senti impelida a fazê-lo. Provavelmente porque estava com paciência suficiente para preparar um assado que ficasse com uma capa caramelizada! Talvez tivesse sido também influenciada por um programa da Nigella a que assisti outro dia, em que tudo parece muito fácil de fazer. Aliás, julgo ser essa a técnica dos programas de culinária. Outro dia passei por uma experiência dessas, mas em que nada estava preparado para ser a "fingir" e aconteceu que a elaboração de umas migas e uns ovos mexidos levaram três horas de gravação, ficando os intervenientes e a equipa técnica completamente exaustos, no final. Nem sequer tiveram vontade de comer o produto final. A partir daí sempre que vejo os programas da Nigella fico a imaginar quais foram os problemas em termos de produção e realização de cada um daqueles episódios.

Mas voltando ao entrecosto caramelizado, comecei por adquirir dois belos pedaços de entrecosto no talho, pedindo para lhes darem uns cortes transversais. Coloquei-os, sem qualquer tempero, num tabuleiro de inox que levei ao forno 30 minutos a uma temperatura de 250ºC. Depois desliguei e deixei ficar a carne dentro do forno de um dia para o outro.

No dia seguinte, pela manhã, escorri toda a gordura que se tinha formado na base do tabuleiro. De seguida misturei molho de soja, com vinagre balsâmico, mel e um toque de Vinho do Porto. Pincelei a parte de cima da carne com este molho e levei ao forno a uma temperatura de 150º/180ºC durante 10 minutos. Retirei, virei a carne e pincelei de novo a parte de cima. Repeti esta operação várias vezes durante um período de 45 a 60 minutos. Ao pincelar tive o cuidado, já na fase final, de o fazer ao de leve para permitir a formação da crosta caramelizada. Foi um trabalho de paciência, porém o resultado foi compensador. Claro que este é o tipo de comida ideal para um almoço de família ou entre amigos, porque o que sabe bem é comer à mão e "roer" bem os ossinhos.

Travesseiros de farinheira e espinafres


Desde que vi esta receita no blogue da Babette já a fiz duas vezes, tal foi o sucesso que obteve cá em casa. Por coincidência tinham-me oferecido há algum tempo atrás umas farinheiras da zona da Guarda, que tinha congelado, mas sem grandes expectativas de as aproveitar. São um pouco diferentes das que consumimos em Lisboa. Aliás, bastante melhores porque parecem ter menos gordura.

A receita é bastante simples e eu só introduzi umas ligeiras alterações. Comecei por cozer a farinheira, depois de picada com um garfo, durante 5 minutos. Depois retirei-lhe toda a polpa que transformei numa pasta com a ajuda de um garfo. Em separado, fritei alho picado e 2 colheres de sopa de pinhões em azeite, até os pinhões começarem a alourar ligeiramente. Juntei então espinafres previamente cozidos e picados. Envolvi-os no azeite e deixei tomar de gosto uns minutos. Depois adicionei a polpa da farinheira e misturei tudo até obter uma massa homogénea.

Desta vez, utilizei uma massa folhada congelada de origem espanhola que tinha a indicação de utilizar margarina vegetal. Estendi a massa de forma a obter um rectângulo, colocando o recheio no centro. Dobrei depois a massa e cortei-a com uma faca, pincelando cada uma das peças com gema de ovo batida. Os pastéis foram ao forno num tabuleiro forrado com papel vegetal durante cerca de 15 minutos.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Queques de avelã

A ideia de fazer uns queques de avelãs, surgiu primeiro do facto de ainda ter em casa um saco destes frutos secos que trouxe da Mêda, assim como do meu desejo de experimentar uma cobertura de chocolate branco aromatizada com laranja, que comprei recentemente em Madrid na Chocolat Factory.

Para estes queques utilizei 200 g de farinha, 150 g de avelãs moídas, 2 1/2 colher de chá de fermento em pó, 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio, 2 ovos, 125 g de açúcar, 80 ml de azeite com baixa acidez, 250 g de iogurte magro, 1 pouco de essência da baunilha. Comecei por misturar os ingredientes secos e depois adicionar os húmidos. Bati bem o creme antes de o colocar nas respectivas formas. Foi ao forno cerca de 20 minutos a 200º C.

Quando saíram do forno coloquei-os numa grade de bolos para arrefecerem. Depois foi só derreter o chocolate no microondas e colocar uma colher de chá em cima de cada queque, enterrando-lhe uma avelã no centro.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Bacalhau no forno com puré de vários legumes

Nos últimos tempos a minha vida profissional tem-me impedido de cuidar de alguns aspectos que considero essenciais para se conseguir ter uma boa qualidade de vida, entre eles encontra-se a alimentação. Assim, cheguei ao fim-de-semana com escassez de ingredientes no frigorífico e na despensa e com os supermercados fechados, devido ao 1º de Maio. Foi por isso necessário aproveitar tudo o que tinha em casa. É na sequência desta situação que surgiu esta receita de bacalhau que acabou por ficar de tal forma agradável, que vai passar para a lista de pratos a repetir.

Comecei por cozer três postas de bacalhau já demolhado durante 10 minutos. Depois de escorrido e frio, retirei pele e espinhas e separei-o em lascas. À parte fiz uma cebolada com três cebolas às rodelas, 6 alhos picados, 1 folha de louro e azeite. Quando a cebola já estava branda deitei o bacalhau e deixei tomar de gosto durante uns minutos, mexendo sempre.

Paralelamente fiz um puré com 3 batatas grandes, 1 batata doce grande (variedade polpa laranja), um pedaço de abóbora e uma cenoura. Deixei ferver os legumes em água temperada com um pouco de sal e 1 colher de chá de açafrão-das-Índias. No final reduzi a puré, deixando um pouco de água da cozedura, cerca de 3 a 4 colheres de sopa, só para não ficar muito espesso e não ter de juntar leite ou gordura. Temperei o puré com queijo parmesão ralado e noz-moscada também ralada. Num prato de ir ao forno coloquei em baixo o bacalhau e por cima a camada de puré. Pincelei com gema de ovo batida e levei ao forno durante uns 20 minutos.

domingo, 2 de maio de 2010

Couve-flor no forno

Já fiz esta receita há algum tempo, mas ainda não tinha tido oportunidade de a colocar no blogue. Embora bastante simples, é uma opção agradável e permite aproveitar sobras de legumes cozidos. Neste caso, tratou-se de couve-flor cozida, que foi coberta com uma abundante quantidade de molho de tomate feito em casa. Gosto de utilizar tomate fresco, porque controlo a forma de confecção, nomeadamente lavando-o bem e depois retirando a casca com cuidado, uma vez que nela se podem encontrar resíduos de produtos nocivos para a saúde. Por outro lado, um molho de tomate caseiro tem um sabor totalmente distinto dos de compra. Polvilhei depois o prato com queijo parmesão e sementes de abóbora. Foi ao forno apenas para gratinar ligeiramente.