sexta-feira, 28 de maio de 2010

Salmão com crosta de manjericão e azeitonas pretas


Este salmão no forno foi preparado num instante e posso dizer que estava óptimo. Considero que não é muito fácil disfarçar o sabor um pouco adocicado deste peixe, mas deste modo poderia comer salmão todos os dias. Só não o faço porque cá em casa há quem se preocupe muito com os metais pesados que podem estar presentes neste tipo de peixes, e, não goste de o comer com muita frequência.

A crosta foi feita com um molho de manjericão, metade de um pão, 3 alhos e cerca de 10 azeitonas pretas, tudo isto temperado com um pouco de sal e colocado na máquina trituradora. Depois foi só dispor uma crosta razoável deste preparado sobre cada um dos filetes de salmão, intervalar com espargos verdes, regar com azeite e levar ao forno os habituais 20 minutos.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Paixão por chá


Creio que neste blogue não tem ficado muito patente a minha paixão pelo chá, mas aqueles que me conhecem sabem como aprecio este tipo de infusões. Estou muito longe de ser uma especialista na matéria, até porque sou um pouco selectiva em termos de gosto, mas gosto de um bom chá, preparado de forma adequada, isto é com água pouco mineralizada, na temperatura certa e respeitando os tempos de infusão correctos.

Hoje fiquei bastante entusiasmada quando recebi a revista do Palais des Thés e descobri que François-Xavier Delmas tinha um blogue sobre chás. Existe também o blogue equivalente em inglês. Resolvi por isso adicioná-lo à lista e criar uma nova etiqueta para este tema.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Bochecha de novilho estufada com nabos

Quando esta semana comecei a folhear o livro do José Avillez, dedicado às carnes, da série que está a ser publicada pelo Expresso, chamou-me logo a atenção uma receita de de "Bochecha de novilho estufada com legumes". É que há poucos dias atrás tinha feito exactamente um estufado com bochechas de vitela. Acho este tipo de carne agradável por não ter muita gordura, mas para ficar com um gosto mais apurado necessita de cozer lentamente. A minha receita é no geral bastante distinta da outra, até por que tenho de confessar que foi preparada com base nos legumes que tinha no frigorífico e feita um pouco à pressa, excepto no tempo de cozedura.

Comecei por escolher um tacho de fundo espesso, que me permitisse uma cozedura lenta. O ideal teria sido mesmo utilizar o tacho de ferro. Depois coloquei dentro do referido tacho, para além da 6 bochechas, 3 cebolas roxas cortadas grosseiramente, 5 nabos aos cubos grandes, 4 cenouras também em troços grandes, 2 tomates médio sem pele e cortados aos bocados, 1 folha de louro, 2 cravinhos, 6 bagas de zimbro, 2 talos de alecrim, sal e vinho tinto. Confesso que me esqueci de colocar o azeite e depois acabei por não o fazer. Deixei cozinhar muito lentamente, durante cerca de 2 horas, adicionando regularmente vinho tinto, para não se queimar. Ao todo deverá ter levado 1 litro de vinho. Para o meu paladar estava bastante agradável e posso dizer que não senti muito a falta do azeite. Os nabos ficaram com um excelente sabor.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Coelho no forno com limão


A semana que passou foi marcada por uma série de problemas na cozinha, que incluiu tubos rotos e electrodomésticos que chegaram ao fim do seu tempo de vida. Assim, foi necessário improvisar refeições que não dessem muito trabalho. Aliás, como ao sábado de manhã gosto sempre de dar uma espreitadela para o "Dînner presque parfait" que dá no M6, necessito de ter as coisas organizadas para conseguir ir às compras antes do programa e ter já o almoço meio preparado para poder desfrutar dele com uma boa caneca de chá verde na mão. Depois é uma correria, em cada intervalo, para fazer mais alguma coisa na cozinha.

Foi assim que na última sexta-feira coloquei este coelho de infusão, já no tabuleiro de ir ao forno para depois não perder tempo. Desta infusão fizeram parte: 2,5 dl de vinho branco, algumas hastes de alecrim, sumo de 1/2 limão mais a outra metade cortada às rodelas, 4 alhos fatiados, 4 talos de alho fresco também cortados em troços pequenos, 2 folhas de louro, sal e azeite. No sábado foi só colocar o tabuleiro no forno durante cerca de 30 minutos e o almoço estava pronto a horas decentes.

Para acompanhar cozi cherovias e topinambos em leite magro, aromatizado com uma pitada de caril e temperado com sal. Depois de cozidos os legumes coloquei numa assadeira e por cima deitei montinhos de ricota e de cebolinho picado. Infelizmente a fotografia não saiu bem, porque ainda ando a fazer experiências com a nova máquina, mas para compensar deixo aqui algumas fotografias das cherovias e dos topinambos antes de cozidos, acompanhados de uma linda potimarrom cujo destino culinário ainda está em estudo.

Sardinhas no forno

Como portugueses estamos de tal modo habituados ao sabor e ao cheiro das sardinhas assadas, que temos muito dificuldade em aceitar que possam existir outras técnicas de preparação para estes pequenos peixes. Por outro lado, a maior parte de nós, que vive em apartamentos, evita fazer as ditas sardinhas assadas pelas consequências que todas bem conhecemos. Por tudo isto, quando resolvo fazer um receita deste tipo (sardinhas no forno) nunca aviso com antecedência, procurando fugir deste modo aos habituais comentários desmotivadores ou a sugestão sempre prontas de ir a um restaurante comer sardinhas assadas. Simplesmente, apresento-as na mesa como um facto consumado!

Neste caso utilizei como grelha, na parte inferior da assadeira, uma camada de funcho às fatias. Depois coloquei as sardinhas que já antes tinham estado com sal durante duas horas. Retirei o excesso de sal e coloquei lado a lado no tabuleiro, com umas viradas para um lado e outras para o outro de modo a encaixarem-se melhor. A seguir, fatiei 6 alhos que coloquei por cima, assim como hastes de alecrim entre as sardinhas. Salpiquei tudo com farinha de milho fina e por último com rodelas também finas de chalotas. Temperei esta camada com flor-de-sal e regando-a com azeite antes de ir para o forno cerca de 20 minutos.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Gelatina de framboesa com iogurte grego


Há que começar a semana de forma sensata, mas envolvidas numa atmosfera de cores e de aromas condizentes com a estação primaveril. Aproveito também para recordar a velha máxima de que o Sol quando nasce é para todos, assim também é necessário pensar nos que por razões várias, que não são só estéticas, precisam de cuidar da sua alimentação. Nessas situações há pequenos mimos, perfeitamente inócuos em termos alimentares, que são capazes de suavizar os problemas diários. É um pouco pensando nas pessoas que se encontram nessas situações que às vezes idealizo este tipo de receitas. O rosa destas minhas gelatinas é por isso o rosa da esperança e um convite ao desfrutar de pequenos (ou grandes?) prazeres, numa atmosfera de ócio e de paz.

As framboesas com que preparei estas gelatinas foram comprados este sábado no mercado biológico perto da minha casa. Algumas ainda vinham com os pés espinhosos, que foi necessário retirar com cuidado. Estavam no ponto certo em termos de maturação! Na verdade, bastante diferentes das que costumo comprar no supermercado. Passeia-as por água e coloquei-as numa taça, reduzindo-as depois a puré com a ajuda de uma colher de pau, mas sem fazer qualquer esforço para obter um creme homogéneo. É sempre agradável encontrar bocadinhos de fruta inteira. A este puré de framboesas juntei dois iogurtes gregos com 0% de gordura, misturando de novo.

Num tacho pequeno coloquei duas colheres de chá de agar-agar e deixei de molho 10 minutos em 250 ml de água, seguindo as instruções da embalagem. Depois adicionei uma vagem de baunilha aberta com uma faca e raspado o seu interior. Penso que quando não se adiciona açúcar a baunilha é sempre uma boa forma de compensar a sua falta. Deixei ferver a gelatina durante 5 minutos e juntei posteriormente este liquido ao puré de framboesas. Misturei de forma suave e deitei em formas previamente molhadas com água fria. Depois de algumas horas de frigorífico foi só desenformar e começar a saborear esta pequena sobremesa.

domingo, 23 de maio de 2010

Bolo de chocolate e coco


Ultimamente não tenho colocado entradas no meu outro blogue - As receitas da minha mãe, mas não é por ter deixado de fazer uns bolinhos ao fim-de-semana cujo destino são os pantagruélicos lanches dos meus pais. Acontece porém que as entradas que faço nesse espaço precisam de um maior tempo de elaboração a vários níveis, ao contrário das que aqui faço, as quais são feitas ao correr da pena e da colher de pau.

Este bolo teve como único ponto de partida a ideia de que queria fazer algo com chocolate e coco. A preguiça, ou melhor, o cansaço para ser mais justa comigo própria, fez com que não fosse consultar qualquer livro e resolvesse começar a juntar ingredientes. Claro que à partida, porque já fiz muitos bolos, tenho uma ideia do que é normal introduzir na massa para ficarem com a consistência esperada. Embora às vezes, este princípio não me corra muito bem! Mas também há todo um lado emocionante de saber como vai resultar e de pensar em fazer algumas alterações em nova edição da receita.

Neste caso comecei por derreter 125 g de chocolate preto (Lindt) a que juntei depois 75 g de margarina Becel, quando o primeiro ainda estava quente. Bati até obter um creme homogéneo. À parte, bati 100 g de açúcar mascavado com 4 gemas, até ficar com um creme esbranquiçado a que juntei depois a mistura anterior de chocolate. Adicionei depois 2 iogurtes naturais magros, 100 g de coco, 100 g de farinha de arroz, 100 g de farinha de araruta, 1 colher de sopa rasa de fermento em pó e 1 colher de chá de extracto de baunilha. Depois de misturar tudo bem, adicionei as 4 claras em castelo, com movimentos suaves para que estas não abatessem. Foi ao forno durante cerca de 25 minutos a 200ºC.

Apenas por estar com pressa é que não cobri o bolo com chocolate negro derretido. Penso que teria ficado bastante bem, realçando ainda mais o sabor.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Centros de alface no forno

A inspiração desta receita veio de um programa da Nigella. Nunca me tinha ocorrido assar os centros das alfaces, mas gostei muito do resultado. Já não me recordo que temperos ela usava, porque na altura não tomei nota, mas a ideia presta-se a muitas variações.

Depois de passar as alfaces por água e de as colocar num tabuleiro de ir ao forno reguei-as com um fio de azeite. À parte, numa frigideira tostei 2 colheres de sopa cheias de sementes sésamo, 1 colher de chá de mostarda em grão e 1 colher de chá de sementes de coentros, trituradas antes no almofariz. O processo levou muito pouco tempo porque as sementes rapidamente começam a saltar e é necessário retira-las do lume, mesmo assim este procedimento ajuda a activar o sabor dos condimentos. Depois deitei a mistura sobre as alfaces e levei ao forno durante 20 minutos.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Bolo de alfarroba com ruibardo

Há alturas em que tudo se avaria. Ando num período desses, com crises e emergências quase constantes na minha cozinha. Tudo começou com a máquina da loiça, mas o vírus está a espalhar-se a outros electrodomésticos e mesmo às canalizações. Claro que com esta situação, como diz uma colega, "não há condições para trabalhar". Creio que se ganhasse o euromilhões seria o primeiro sonho a concretizar - uma cozinha nova, com uma boa gestão dos espaços e uns lindos armários. Deixaria para segundo plano outros desejos mais fúteis, que nem me atrevo a revelar.Este bolo de alfarroba e ruibardo foi realizado no início da epidemia que lastra na minha cozinha.

Comecei a misturar ingredientes até obter uma consistência que julguei adequada para um bolo. Mas primeiro cortei 4 a 5 talos de ruibardo e assei no forno com um pouco de água (3 cm de altura) e 2 colheres de sopa de açúcar amarelo. Este processo demorou 30 minutos. Depois coloquei a escorrer num passador umas horas.

Para a massa do bolo utilizei: 150 g de farinha, 100 g de farinha de alfarroba, 1 colher de sopa de fermento, 2 iogurtes magros, 1 dl de leite, 2 ovos, 1 colher de chá de canela, 1 colher de café de extracto de baunilha e 3 colheres de sopa de açúcar. A esta massa juntei o ruibardo aos bocados, mas apenas escorrido para ficar com bocados inteiros. Coloquei numa forma forrada e levei ao forno cerca de 20 a 30 minutos.

Devido ao ruibardo o bolo fica com uma consistência apudinada. Achei curioso porque mesmo os mais gulosos, que sempre protestam por eu colocar pouco açúcar nos doces, gostaram deste bolo. Provavelmente por ser uma mistura inesperada.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Arroz doce com chá Matcha


Se fosse possível comia sempre no final das refeições uma bela sobremesa, daquelas altamente calóricas, que incluísse todos os excessos possíveis: açúcar, gemas, chocolate, chantilly e por ai fora. Mas não posso! E como eu muitas outras pessoas que precisam de controlar o peso. Por isso, procura inventar receitas que embora com algumas calorias sejam relativamente inócuas para a saúde. Foi assim que surgiu este arroz doce com chá Matcha, que é um chá verde em pó, usado na cerimónia japonesa do chá.

Para a sua preparação comecei por colocar a ferver 1 chávena de arroz carolino (Companhia das Lezírias), com 3 chávenas de água, 1 casca de limão e 1/2 colher de sopa de manteiga. Quando já estava cozido deitei adicionei 2 colheres de sopa de açúcar amarelo e 1 gema que misturei previamente com um pouco arroz. Deixei ferver mais um pouco para cozer a gema. Por último, juntei 1 colher de chá de Matcha ainda ao lume, mas deixando ficar a seguir apenas 2 ou 3 minutos. Deitei em taças e polvilhei com canela. Claro que se tivésse levado mais açúcar, mais gemas e mesmo mais chá teria ficado muito melhor, mas mesmo assim achei bastante agradável.