quinta-feira, 17 de junho de 2010

Hortenses

Recordação de uma data especial - o aniversário do meu pai que comemorámos ontem. É ele o grande responsável pela existência destas lindas hortenses.



quarta-feira, 16 de junho de 2010

Queques de maçã com alfarroba

Estes queques de maçã e alfarroba surgiram na sequência de outras receitas em que fiz uso de um conjunto de ingredientes saudáveis. Reduzi o açúcar e as gorduras, mas sem com isso me deixar de preocupar com o aspecto. São bons para o pequeno almoço, mas também para o lanche. A vantagem sobre um bolo é que se consegue controlar melhor a quantidade que se ingere. Um queque é suficiente, mas dois é demais ... agora as fatias de bolo é vê-las desaparecer, uma a uma, com a desculpa que se estão a partir apenas pequenas lasquinhas.


Nesta receita de queques utilizei:

- 1 chávena de chá de farinha espelta
- 1 chávena de chá de farinha de arroz integral
- 1/2 chávena de chá de farinha de alfarroba
- 1 colher de sopa de fermento
- 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
- 2 colheres de sopa de açúcar mascavado
- 1 colher de sopa de canela
- 1 colher de chá de extracto de baunilha
- 2 ovos
- 1 iogurte magro
- 1/2 chávena de leite magro

Comecei por misturar os ingredientes secos, adicionando depois os húmidos. A massa dos queques não deve ser muito batida na fase final, porque os fermentos começam logo a actuar e o facto de a mexermos muito vai reduzir o efeito destes. Neste caso a massa espessa foi colocada de imediato em formas de queques nas quais enterrei lascas de maçã bio com pele. As lacas devem ficar bem enterradas na massa caso contrário o efeito final não é muito bonito, porque acabam as mçãs por ficarem tombadas. Esteve no forno 15 minutos.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Salada de quinoa e de espargos


Esta salada serviu de acompanhamento das anteriores courgettes. Para além de extremamente fácil de preparar permite obter no final um excelente aspecto visual o que também ajuda muito a apreciar um prato. Como os elogios foram muitos, penso que este Verão irei fazer muitas saladas de quinoa.

Comecei por cozer a quinoa em água, de acordo com as instruções da embalagem. Depois deixei arrefecer e escorrer num passador, embora esta operação fosse praticamente desnecessária porque a quinoa fica com pouquíssima água. À parte, cozi em água com muito pouco sal um molhe de espargos partidos aos troços. O tempo de cozedura foi de cerca de 3 a 5 minutos. Misturei a quinoa já fria com espargos (também frios), adicionei tomates cereja partidos ao meio e uma boa quantidade de manjericão picado. Não coloquei mais nenhum tempero! Estava óptima a salada.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Gourgettes amarelas recheadas com farinheira da Guarda


As lindas courgettes amarelas que viram nas fotografias anteriores foram cortadas aos meio e recheadas com uma farinheira da Guarda. Estas farinheiras foram-me oferecidas por uma tia e confesso que durante algum tempo pensei que ela confundia farinheiras com alheiras. A verdade é que as ditas farinheiras não são nada parecidas, nem em aspecto nem em sabor com as que se encontram nos supermercados de Lisboa. Mas confesso que o sabor também não era de alheira. Consultando a internet descobri agora que são um produto com indicação geográfica protegida.

Uma única farinheira deu para rechear estas quatro metades de courgettes. Depois deitei por cima um fio de azeite e levei ao forno 30/40 minutos. De início coloquei um papel de alumínio em cima, por pensar que se poderiam queimar, mas acabei por o retirar e optar por polvilhar com um pouco de pão ralado. As courgettes foram acompanhadas com uma salada que fará parte da próxima entrada.

Acelgas com trigo sarraceno no forno


A semana passada ofereceram-me um ramo de acelgas biológicas, daquelas que têm um pezinho de cada cor, envolvido em papel celofane, tal como se fosse um ramo de flores. A cena teve mesmo testemunhas, que se divertiram com a minha reacção um pouco espantada ao não ter percebido logo de início a "lógica" da situação. Claro que depois desta romântica oferta fiquei com a obrigação de dar um bom tratamento às referidas acelgas.

Assim, tendo presente o objectivo de conseguir fazer uma alimentação saudável mas ao mesmo tempo gostosa resolvi começar por cozer o trigo sarraceno, seguindo as instruções que vêm no pacote. À parte, lavei as acelgas, cortei-as aos bocados, incluindo os pés, e cozi-as em água, mas não as deixando excessivamente moles. Escorri-as depois num passador. Preparei um refogado com um pouco de azeite e bastante alho picado onde passei as acelgas durante uns minutos para ganharem sabor. Por último, misturei as acelgas ao trigo sarraceno já cozido e escorrido, adicionei um pacotinho de queijo parmesão ralado (40 g) e umas azeitonas pretas partidas aos bocadinhos. Coloquei num tabuleiro de ir ao forno e polvilhei com pinhões. Foi depois ao forno durante cerca de 15 minutos para ganhar um pouco mais de sabor.

Às vezes poderá parecer que me esqueço de referir o sal, mas não é bem assim. Reduzo bastante a quantidade, porque considero que devemos educar o nosso paladar. Ao princípio tinha muitos protestos, mas agora já se estão a habituar. Neste caso penso que basta o queijo parmesão para temperar de sal o prato.

domingo, 13 de junho de 2010

Puré de courgettes e abóbora menina gratinado

Como referi na entrada relativa às courgettes recheadas com atum foi necessário escavar para lhes tirar a polpa. Como a quantidade que retirei das quatro courgettes ainda foi grande resolvi juntar mais um pouco de abóbora menina aos cubos e colocar a cozer de modo a fazer um puré. Assim, depois de cozidas escorri a água e transformei o conteúdo em puré, juntando-lhe depois 1 colher de sopa de fécula de batata e 1 pacote de queijo parmesão ralado (40 g ). Como podem ver pela imagem não retirei as sementes, porque estas eram muito tenras o que as tornou agradáveis. Foram ao forno durante cerca de 20 minutos até começarem a gratinar. Estas doses individuais serviram de acompanhamento às courgettes recheadas com atum.

sábado, 12 de junho de 2010

Dia de compras no mercado biológico

Nesta altura do ano é um prazer ir ao mercado biológico. Começa a aparecer uma maior variedade frutas, assim como os vegetais da época. Hoje consegui comprar estas belas patissons que aparecem na fotografia, assim como duas courgettes de uma variedade alaranjada que ainda não experimentei. Para além, disso, os alperces também estavam excelentes.



sexta-feira, 11 de junho de 2010

Courgettes no forno com recheio de atum

As duas imagens que acompanham esta entrada têm em comum o facto de cada uma delas envolver um mistério. No primeiro caso trata-se de uma planta que nasceu num vaso que tenho no terraço. Presumo pelo formato das folhas que deverá pertencer à família das abóboras, mas de que espécie? Não faço a menor ideia. Adoraria que fosse uma potimarrom, mas o mais provável é que ela não cresça o suficiente para chegar a dar algum fruto.

Quanto à imagem inferior corresponde ao último episódio de uma novela que começou com uma posta de atum fresco, que eu pretendia grelhar ou assar, enfim, não sabia muito bem o quê ... , mas a ideia era cortar aos cubos e envolvê-los em sementes de sésamo. Na altura, estava cheia de pressa e não consegui encontrar nenhuma receita, então fui seguindo o meu instinto, que ultimamente me está a levar por caminhos desastrosos. Cortei os ditos cubos, passei-os por óleo de sésamo torrado e depois por sementes de sésamo pretas. Coloquei numa frigideira e fui virando até achar que estavam minimamente cozidos. Depois de provar, como achei que não tinha ficado muito bem, coloquei tudo no forno durante uns 10 minutos. O meu marido até gostou, mas eu não fiquei convencida. No dia seguinte, resolvi fazer um refogado com azeite e cebola, juntando-lhe depois os bocados de atum que tinham sobrado. Com uma colher de pau desfiz o mais possível. A seguir, para dar mais sabor, deitei 1 colher de chá de caril. Como tinha em casa quatro courgettes redondas resolvi escavá-las e rechear o interior com a mistura anterior. Coloquei num tabuleiro e reguei com um fio de azeite. Foram depois ao forno cerca de 20 a 30 minutos, tempo necessário para cozer as courgettes. Até que finalmente achei que tinha um prato comestível!


Com a polpa que retirei das courgettes fiz uma acompanhamento que apresentarei na próxima entrada. Este tipo de courgettes são excelentes para rechear, tanto com peixe como com carne. O mais difícil é encontrá-las no mercado.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Bolo enrolado com canela

Começo por avisar as minhas leitoras que adoro este tipo de bolos, com excesso de canela, por isso serei suspeita nos meus julgamentos. Mesmo que a massa não fique muito fofa sou capaz de os comer com igual voracidade. Este já foi feito há alguns dias, porém tem estado em lista de espera para entrar no mundo digital. Como hoje tenho estado em maré de grandes insucessos na minha cozinha, resolvi que era o momento ideal.

O meu maior problema ultimamente é que tenho preguiça de seguir receitas. Ou talvez seja apenas um ataque de rebeldia passageiro. Esperemos que passe! Porque à custa disso, às vezes, não consigo os melhores resultados. Foi o que aconteceu com a massa deste bolo em que utilizei:

- 500 g de farinha
- 1 saco de fermento para pão
- 3 dl de leite morno
- 2 colheres de sopa de açúcar amarelo
- 2 gemas batidas

Com estes ingredientes preparei uma massa que deixei levedar, dentro de uma tigela e tapada com um pano. Depois de ter dobrado o volume estendi-a numa superfície polvilhada de farinha, dando a forma de um rectângulo. Salpiquei com uma quantidade abundante de canela e de açúcar mascavado e depois enrolei. A seguir, cortei o rolo à rodelas com cerca de 1.5/2 cm de espessura que fui colocando numa forma, de modo a preenche-la a partir do centro. Embora a forma não tivesse ficado logo totalmente preenchida, como deixei a levedar de novo o que aconteceu é que antes de ir para o forno já tinha a circunferência completa. Esteve no forno cerca de 20 a 30 minutos.

Eu adorei o bolo, como já referi sou suspeita, por isso vos deixo uma outra receita de massa que já utilizei num bolo semelhante, a qual fica com uma consistência mais leve:

- 400 g de farinha
- 30 g de fermento de padeiro
- 40 g de açúcar (icing-sugar)
- 250 ml de leite (aproximadamente)
- 1 pitada de sal
- 60 g de manteiga derretida (já fria)
- 2 gemas

Peneirar a farinha, fazendo um buraco ao meio onde coloca a levedura esfarelada, o açúcar e 2 colheres de sopa do leite morno. Misturar com um pouco da farinha estes ingredientes. Cobrir a tigela e deixar levedar. Depois colocar o sal, adicionar pouco a pouco a manteiga, as gemas e o resto do leite. Amassar bem, cobrir com um pano e deixar levedar. A partir dessa altura estará pronta para ser utilizada.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Docinhos de gemas e de chila


Esta receita é recuperada do meu outro blogue - A minha cozinha, apenas as fotografias é que são diferentes. A Casey do blogue Eating, gardening and living in Bulgary está a promover um evento, relacionado com a data nacional portuguesa, que amanhã se comemora. Achei a iniciativa tão simpática que lhe perguntei se podia participar, uma vez que sendo portuguesa não fico em pé de igualdade com outras bloggers que não o são. A sua resposta foi muito entusiasta, por isso não tive coragem de lhe dizer que até ao final do dia de hoje teria dificuldade (por falta de tempo ...) em preparar uma receita tipicamente portuguesa. Assim, resolvi recuperar uns docinhos que a minha mãe inventou, mas que têm tudo a ver com a nossa tradição de doces conventuais: muito açúcar e muitos ovos, associados a grandes doses de paciência.

Estes docinhos tiveram por base uma receita de ovos moles a que depois se adicionou, ainda ao lume, um pouco de doce de chila e canela. Quando se obteve a consistência necessária para tender pequeninos doces retirou-se o creme/pasta do lume e deixou-se arrefecer. Posteriormente, com a ajuda de um pouco de farinha fizeram-se umas bolas que foram fritas em azeite, não muito quente. Os doces foram depois colocados em quadrados de papel vegetal ligeiramente amarrotados e passados por açúcar e canela.

Para fazer os ovos moles são necessárias:

- 12 gemas de ovos
- 12 colheres de sopa de açúcar
- 2 dl de água

Coloca-se o açúcar ao lume com a água. Mexe-se de vez em quando, até o açúcar começar a aderir à colher de pau. A seguir deitam-se as gemas em fio, mexendo sempre. As gemas devem ser antes ligeiramente batidas. O processo de junção das gemas ao açúcar em ponto deve decorrer com o recipiente fora do lume, só depois é que regressam ao fogo até levantarem fervura, mas sem se deixar de mexer o creme.

Nota: os azulejos da imagem superior encontram-se na Igreja de São Vicente de Fora em Lisboa.