quinta-feira, 24 de junho de 2010

Biscoitos de aveia e chocolate

Esta receita de bolachas de aveia e chocolate foi retirada de um livro de Alice Hart, Mes recettes bio et saines au son d'avoine, que comprei recentemente e com o qual ando entusiasmada. Já fiz por duas vezes os biscoitos, mas infelizmente da última vez esqueci-me de um ingrediente importante, por isso ficaram com um aspecto diferente destes.

Da receita original constam:

- 1 ovo
- 2 colheres de sopa de açúcar mascavado
- 1 colher de sopa de cacau em pó peneirado
- 1 colher de sopa de leite magro em pó
- 1 colher de sopa de fécula de milho peneirada (maizena)
- 2 colheres de sopa de farelo de aveia
- 1 colher de sopa de farelo de trigo
- 1/2 colher de chá de fermento químico
- 3 caramelos sem açúcar partidos (facultativo)

Juntar todos os ingredientes com excepção dos caramelos. No tabuleiro do forno, forrado previamente, com papel de cozinha (vegetal), fazer com a ajuda de uma colher de café 8 montinhos de massa, suficiente espaços uns dos outros para o caso de aumentarem muito. Caso se utilize os caramelos colocar em cima dos biscoitos. Levar ao forno (180ºC) durante 8 a 10 minutos. Deixar repousar 5 minutos e a seguir retirar para uma grelha.

A minha experiência diz-me que é melhor começar por bater o açúcar com o ovo e só depois de bem batidos estes dois ingredientes é que se deve juntar todos os outros. Acho que desta forma é mais fácil obter biscoitos redondos, porque a massa ficará mais liquida. Em lugar do fermento químico também optei por usar apenas bicarbonato de sódio e também não coloquei caramelos. Na segunda vez que fiz a receita, dobrei as quantidades, mas esqueci-me de colocar a maizena. Resultados os bolos ficaram espalmados, tal como aparecem na fotografia do livro, mas faltava-lhes a consistência que é dada pela maizena. Penso que será uma receita a repetir muitas ... vezes.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Cavalas em escabeche

Ainda não desisti de conseguir fazer um bom prato com cavalas. Como sabem sou um pouco complicada em matéria de peixe. Com o salmão já consegui ter uma boa relação, basta assá-lo no forno com uma crosta de ervas. Tenho feito várias vezes essa receita, embora com pequenas variações, e gosto sempre muito. Porém, a cavala tem oferecido alguma resistência às minhas diversas tentativas. Este escabeche que fiz não é o tradicional. Digamos que é uma versão mais light! Foi comido frio acompanhado com batatas cozidas. Estava muito agradável ... penso que será por aqui o caminho para a reconciliação com esta espécie piscícola.

De véspera deixei as postas de cavala (2) numa marinada formada por:

- 1/4 de litro de vinho branco
- 2 folhas de louro
- azeite
- vinagre
- 1 colher de café de curcuma
- pimenta preta
- flor-de-sal
- bagas de zimbro

No dia seguinte seguinte retirei as postas desta marinada e coloquei-as na parte de cima de uma panela de cozer a vapor, enquanto na parte de baixo deitei o liquido. Levei a cozer cerca de 5 minutos. À parte, fiz um refogado com três cebolas grandes, cortadas às fatias finas, com azeite, louro e um dente de alho. Deixei "murchar" a cebola, juntando depois ao refogado sal e vinagre. Deitei este escabeche ainda quente sobre o peixe. Tapei deixei arrefecer e coloquei no frigorífico. O ideal até será mesmo fazer no dia anterior para o peixe ganhar mais sabor.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Sopa fria de pepino com curcuma

Chegou o calor e com ele a vontade de ao jantar comer uma salada ou uma sopa fria. Simples, fácil de fazer e saudável. Neste caso utilizei:

- 1 pepino grande descascado e cortado aos cubos
- 1 tomate sem pele
- 1 iogurte magro (natural)
- 1 talo de aipo a que retirei as partes mais fibrosas e depois cortei aos bocados
- 1 colher de café de curcuma
- 1/2 cebola roxa picada
- coentros
- pimenta preta
- flor-se-sal
- 1 colher de sopa de azeite

Coloquei no copo triturador todos os ingredientes. Depois foram moídos até obter um creme, que coloquei em copos de vidro e deixei no frigorífico até ao momento de servir. Nota: estas quantidades deram para 3 copos.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Vegetais no forno (patisson e batata doce)

Como já se tornou evidente embora não seja vegetariana sou uma grande consumidora de frutas, legumes, cereais, etc. Esta receita das patissons e das batatas doces no forno é básica, mas excelente. As patissons têm um sabor mais agradável do que as vulgares courgettes e ficam excelentes quando são assadas desta forma. Entre as filas dos dois vegetais coloquei raminhos de alecrim. Reguei com um fio de azeite e levei ao forno onde esteve cerca de 30 minutos. Quando retirei pincelei as patissons com uma geleia de pimentos, comprada na feira dos produtos conventuais. Neste caso, trata-se de um produto do Convento dos Cardaes (Lisboa), do qual tenho gostado muito e que voltarei a comprar logo que tenha oportunidade.

domingo, 20 de junho de 2010

Queques de limão

A época das cerejas chegou finalmente e não há dúvida de que é uma fruta muito fotogénica, que dá excelente fotografias. Tem as proporções e as curvas certas, tanto na polpa como no caule, para que seja possível ensaiar bailados acrobáticos. Neste caso serviram apenas para alegrar uns queques de limão em versão experimental.

Para esta receita de queques utilizei os seguintes ingredientes:

- 1 chávena de chá de espelta
- 1 chávena de chá de farinha de arroz integral (crua)
- 1/2 chávena de chá de farinha de quinoa
- 4 colheres de sopa de açúcar mascavado
- 2 ovos
- 1 iogurte magro
- sumo e casca ralada de 1/2 limão bio
- 1/2 chávena de azeite
- 1 colher de chá de extracto de baunilha
- 1 saquinho de levedura (4,6 g) ou de preferência, pelas razões que a seguir indico, 1 colher de sopa de fermento Royal, acrescentada eventualmente de mais 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio.

Como habitualmente, misturar primeiro os ingredientes secos e juntar depois os húmidos. Como nesta receita resolvi experimentar a levedura, comecei por a dissolver em o.5 dl de água morna. No caso de fazer com o outro fermento este volume de liquido pode ser substituído por igual quantidade de leite magro.

Quanto à decoração foi só mergulhar as cerejas em cobertura de chocolate branco derretida e depois fixar aos queques.


A utilização de outros tipos de farinhas, para além da habitual farinha de trigo, coloca alguns problemas no processo de fermentação que tentei compreender melhor Até porque nesta receita resolvi experimentar o fermento de padeiro. Este fermento é formado por microorganismos vivos que se vão alimentar da massa e nesse processo irão libertar dióxido de carbono e outros compostos. Vai ser a libertação deste gás que provoca o aumento de volume do pão ou dos bolos. No caso dos fermentos químicos o que vamos ter na sua composição é um ácido e uma base que ao reagirem vão libertar também o dióxido de carbono. Por isso, é importante que quando se fazem os queques e depois de adicionar os ingredientes secos aos húmidos se bata pouco a massa e se coloque rapidamente no forno, para aproveitar a reacção inicial. Perdoem-me esta minha vertente tão professoral, mas isto é apenas para eu própria perceber o que se passou com o processo de fermentação.

Mas há o problema do tipo da farinha, porque algumas não possuem gluten (proteína) responsável por fornecer elasticidade que permita às massas crescerem. Com a farinha de trigo normal não há problema, mas quando passamos para outros géneros de farinhas devemos ter em consideração que algumas não possuem gluten ou possuem muito pouco. No caso desta receita resolvi experimentar a levedura, fiada que a farinha espelta ainda tem algum gluten. Como é possível verificar não cresceram muito, por isso aconselho as minhas leitoras a utilizarem em lugar do saquinho de levedura 1 colher de sopa rasa de fermento químico.

Bolo simples com mistura de diferentes tipos de farinhas)

Neste momento, ando entretida a fazer experiências com diferentes tipos de farinha. Tentando perceber quais as características de cada uma delas assim como as misturas que melhor funcionam. É preciso ter em atenção que o facto de algumas não terem glúten dificulta os processos de fermentação. Aliás, a questão do fermento a usar é um outro aspecto a que também vou começar a dar atenção.

Este bolo ficou com uma consistência fofa e ao mesmo tempo gostoso. Como ingredientes utilizei:

- 1 chávena de chá mal cheia de farinha de milho (fina)
- 1 chávena de chá de farinha de arroz integral (crua)
- 1/2 chávena de chá de farinha de araruta
- 1/2 chávena de chá de fécula de batata
- 1 colher de sopa rasa de fermento
- 1 colher de sopa cheia de canela
- 1 colher de sopa de erva-doce em pó
- 1 mão cheia de coríntios
- 4 colheres bem cheias de açúcar mascavado
- 2 cm de gengibre fresco ralado
- 3 ovos
- 1 iogurte magro
- 1 chávena de leite magro

Misturei primeiro os ingredientes secos e depois os húmidos. Porém, no caso dos ovos optei por bater as claras em castelo e adicioná-las no final, para deste modo conseguir um bolo mais leve. Foi ao forno a 200ºC cerca de 20 a 30 minutos, isto é, o tempo suficiente para ao espetar um palito de madeira este sair seco.

sábado, 19 de junho de 2010

Gelatina de ruibardo

Vou dar continuidade às minhas experiências com agar-agar. Comprei dois livros franceses que trazem imensas sugestões que tenciono testar. Mas esta ainda não é nenhuma delas!

Sempre que aparece ruibardo no Pingo Doce eu aproveito para comprar. Desta vez comprei cinco talos que cortei aos bocadinhos e coloquei num pirex com um pouco de água e 2 colheres de açúcar amarelo. Levei ao forno 30 minutos para o ruibardo cozer. Depois coloquei num passador a escorrer. Ao liquido que obtive, cerca de 200 ml, juntei uma colher de chá de agar-agar. Dissolvi e deixei descansar 10 minutos. Depois levei ao lume, deixando ferver 30 segundos (estou a utilizar as instruções que encontrei nos referidos livros franceses). Antes já tinha distribuído os pedaços de ruibardo pelas moldes de queques, que também tinham sido previamente passados por água fria. Completei cada molde com o líquido e deixei arrefecer.

Confesso que tive alguma dificuldade em desenformar os pudins. Penso que deveria ter colocado menos polpa de ruibardo e que também teria sido melhor colocar primeiro um pouco de liquido e depois o ruibardo e completar a seguir com a gelatina. O problema do agar-agar, principalmente quando utilizamos uma base muito liquida, é que começa rapidamente a aparecer liquido à volta dos pudins. Por isso, não deveremos demorar muito tempo a consumir as gelatinas. Mas ficam igualmente agradáveis nos dias seguintes.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Queques de coco

Estes queques talvez não tenham ficado com grande aspecto, porém estavam muito gostosos. Ao contrário que que normalmente faço deitei a massa, que ficou bastante espessa, nas formas de papel. Há alguma poupança de trabalho, embora nem sempre fiquem muito bonitos. Estas formas formas de papel pertencem a uma colecção de três padrões da IKEA.

Agora quanto à receita dos queques de coco:

- 2 chávenas de farinha de trigo
- 1/2 chávena de farinha de arroz integral
- 4 colheres de sopa de açúcar
- 1 colher de sopa rasa de fermento
- 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
- 1/2 chávena de chá de coco ralado
- 1 iogurte magro natural
- 2 ovos
- 1 colher de chá de extracto de baunilha
- 1 chávena de chá de leite magro

Como habitualmente, primeiro misturei os ingredientes secos e a seguir os húmidos, tendo o cuidado de não bater muito a massa. Deitei o creme nas forminhas de papel e polvilhei com coco ralado. Foram ao forno cerca de 15 minutos a 200ºC.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Hortenses

Recordação de uma data especial - o aniversário do meu pai que comemorámos ontem. É ele o grande responsável pela existência destas lindas hortenses.



quarta-feira, 16 de junho de 2010

Queques de maçã com alfarroba

Estes queques de maçã e alfarroba surgiram na sequência de outras receitas em que fiz uso de um conjunto de ingredientes saudáveis. Reduzi o açúcar e as gorduras, mas sem com isso me deixar de preocupar com o aspecto. São bons para o pequeno almoço, mas também para o lanche. A vantagem sobre um bolo é que se consegue controlar melhor a quantidade que se ingere. Um queque é suficiente, mas dois é demais ... agora as fatias de bolo é vê-las desaparecer, uma a uma, com a desculpa que se estão a partir apenas pequenas lasquinhas.


Nesta receita de queques utilizei:

- 1 chávena de chá de farinha espelta
- 1 chávena de chá de farinha de arroz integral
- 1/2 chávena de chá de farinha de alfarroba
- 1 colher de sopa de fermento
- 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
- 2 colheres de sopa de açúcar mascavado
- 1 colher de sopa de canela
- 1 colher de chá de extracto de baunilha
- 2 ovos
- 1 iogurte magro
- 1/2 chávena de leite magro

Comecei por misturar os ingredientes secos, adicionando depois os húmidos. A massa dos queques não deve ser muito batida na fase final, porque os fermentos começam logo a actuar e o facto de a mexermos muito vai reduzir o efeito destes. Neste caso a massa espessa foi colocada de imediato em formas de queques nas quais enterrei lascas de maçã bio com pele. As lacas devem ficar bem enterradas na massa caso contrário o efeito final não é muito bonito, porque acabam as mçãs por ficarem tombadas. Esteve no forno 15 minutos.