sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Os "verdes" da estação

Ando num misto de férias/trabalho, que a pouco e pouco me vai permitindo retomar hábitos saudáveis. Um deles é logicamente cozinhar em casa, embora continue a aguardar solução para a minha cozinha. Os móveis de um dos lados ficaram "inchados" e começa a aparecer a humidade. De qualquer forma só lá para Outubro/Novembro é que situação deverá estar resolvida. Obras exteriores no prédio também me têm obrigado a ter a mobília do terraço dentro de casa, transformando a sala numa espécie de acampamento. Por isso, o melhor é sair, logo de manhã cedo, para caminhar no parque.


É muito curioso de observar os outros utentes do parque. Imagino que eles farão o mesmo! De manhã cedo há sempre grupos de senhoras que em passo ligeiro conseguem "tagarelar" o tempo todo, passando de certo em revista todas as pequenas notícias familiares e locais. Hoje também presenciei uma cena curiosa. Uma outra senhora levava pela trela um cão grande, pesado e já velhote, que se esparramou na relva com um ar pachorrento, enquanto ela lia, em pé, o que parecia ser um livro religioso. Ao lado dois jovens com aspecto de "alternativos" faziam flexões arriscadas, tendo como assistência um cão, este mais agitado que o primeiro. Ao longo da minha hora de caminhada, fui apanhando pequenos bocados de conversas, sempre que algum grupo passava por mim. No fim, ficaram retalhos de histórias matinais, hoje com carácter um pouco religioso e místico. Agora o que é um facto é que sejam quais forem as conversas que oiça fico sempre numa espécie de levitação depois deste esforço.

Para o culminar desta sensação de bem estar não há nada como um chá verde depois de um bom duche. Os meus favoritos, para esta hora do dia, são neste momento o Sencha e o Kukicha. Ambos japoneses, mas com características muito diferentes. O primeiro é um chá bastante corrente, embora existam qualidades distintas. Quanto ao segundo é preparado a partir de pequeninos troncos, tendo por isso um aspecto e um paladar muito distinto dos restantes chás. A coloração verde também é bastante intensa.


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Salmão no forno com crosta de tomate seco e manjericão

Esta receita é uma reedição, um pouco alterada, de uma outra que já aqui coloquei. Tenho-a feito bastantes vezes, por achar que deste modo o salmão fica excelente.

Hoje fiz uma crosta com manjericão, alho, pão ralado e tomate seco que tem estado conservado no frigorífico dentro de um frasco com azeite. Triturei tudo e coloquei por cima das postas de salmão que antes tinha polvilhado com um pouco de flor-de-sal. Ao lado coloquei espargos, alhos-franceses pequenos e tomate também miniatura, que comprei no mercado biológico. Neste momento, ainda se encontra no forno, mas prevejo que 20 minutos sejam suficientes para ficar pronto.


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Bolo de abóbora

Para além de doces tinha pensado preparar alguma prato salgado para levar aos meus pais. Porém, apercebi-me que não ficavam muito entusiasmados com a ideia. Principalmente o meu pai que nos últimos tempos faz da cozinha um hobby. Estava a tirar-lhe a oportunidade de exercer a sua criatividade culinária, que é bastante! Aliás, se com a minha a mãe aprendi a técnica é do meu pai que devo ter recebido a maior parte dos genes para a invenção e recriação de receitas. Este bolo de abóbora é mais uma dessas situações.

Como ingredientes utilizei os seguintes:

- 2 chávenas de chá de farinha de trigo integral
- 1 chávena de chá de farinha de arroz integral
- 1 colher de sobremesa de canela
- 1/3 de colher de chá de noz-moscada ralada
- 2 chávenas de chá cheias de abóbora potimarron crua (hokaido) ralada (com casca)
- 1/ 2 chávena de chá de azeite
- 3 ovos
- 1 chávena de chá de açúcar amarelo
- 1 chávena de chá de leite magro
- 1 colher de sopa rasa de fermento
- 1 colher de chá de bicarbonato de sódio

Segui o processo habitual de misturar primeiro os ingredientes secos e depois os húmidos, mas deixando para a fase final a adição do fermento e do bicarbonato de sódio uma vez que estes começam logo a reagir e perde-se parte do seu efeito se levarmos muito tempo a colocar o bolo no forno.

Depois, fiquei a pensar que uma pequena crosta poderia funcionaar bem neste tipo de bolo. Assim, misturei numa tigela 2 colheres de sopa de açúcar amarelo, 2 colheres de sopa de flocos de aveia, 1 colher de sopa de sementes de abóbora e 1/2 colher de sopa de canela. Com a mão peguei nesta mistura e espalhei por cima do bolo. Levei ao forno (200ºC) cerca de 35 minutos.


segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Bolo de maçãs e nozes

Ontem, resolvi fazer um bolo para ficar cá em casa, uma vez que aqueles que faço têm habitualmente como destino a casa dos meus pais. Mas como não podia deixar de ser 1/4 do dito seguiu logo para o lanche deles.

Como estava numa daquelas fases em que não me apetecia seguir receitas, resolvi inventar e a coisa correu muito bem ... Perdoem-me a falta de modéstia neste caso, ma ficou mesmo bom! (As minhas leitoras e leitores mais habituais sabem que é com grande facilidade que descrevo os meus insucessos culinários, os quais acho que fazem parte da actividade de cozinhar) Vou então tentar reproduzir a receita com todos os detalhes:

1 chávena de chá de farinha espelta
1 chávena de chá farinha de trigo (normal)
1 chávena de chá farinha de arroz integral
1 chávena de chá de açúcar amarelo
1 colher de sobremesa de canela
1/2 chávena de chá de nozes grosseiramente picadas
1 colher de sobremesa de fermento
1/2 colher de sobremesa de bicarbonato de sódio
1 iogurte magro
1/2 copo de iogurte de azeite
1 copo de iogurte de leite magro
4 maçãs descascadas e cortadas aos cubos
3 ovos

Comecei por misturar os ingredientes secos. Depois adicionei as maçãs, que tinham sido compradas no mercado biológico no sábado, e envolvi-as bem nesta mistura de produtos secos. A seguir adicionei os outros ingredientes, utilizando desta vez a embalagem vazia do iogurte como medida. Deitei a massa numa forma de silicone e enterrei por cima fatias finas de maçã com pele. Polvilhei com açúcar amarelo e levei ao forno (200ºC) por 30 minutos. Quando saiu do forno coloquei em cima de uma grelha para arrefecer e quando já estava morno polvilhei, com a ajuda de um passador de rede, de canela e depois de açúcar em pó como se fosse um pastel de Belém.


domingo, 1 de agosto de 2010

Chá frio com crakers de abóbora


Nos últimos dias tenho feito preparado, logo de manhã, jarros de chá frio. Para este efeito tenho optado pelo rooibos, pelo facto de não ter teina. O que parece na fotografia foi comprado em Madrid e tenho de confessar que foi a lata que mais me atraiu. É um rooibos aromatizado com baunilha. Mas para mim as melhores opções nesta área são as do Palais des Thés ou do First Flush. No primeiro caso costumo encomendar pela internet, quanto à outra empresa, com loja em Lisboa, tenho sempre uns amigos que me oferecem estes chás.

Ontem, o chá gelado foi acompanho com uns crakers de abóbora que comprámos de manhã no mercado biológico. São excelentes! De acordo com o rótulo são preparados a partir de farinha de centeio, milho e trigo sarraceno integrais, sementes de abóbora, papoila e sésamo, óleo de girassol, água e sal marinho. Estes crackers são produzidos por Ana Moreira, Lda, que também parece possuir um restaurante na zona de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa. Infelizmente a página na internet não parece estar activa.


sábado, 31 de julho de 2010

Queques duas cores


Esta é uma receita 2 em 1, com a qual pretendi satisfazer ao mesmo tempo o gosto por chocolate e por coco dos meus pais. Infelizmente resolvi utilizar farinha com fermento o que não foi uma boa ideia, porque como podem ver não cresceram muito. Por isso, deixo aqui uma outra receita adaptada a esta versão de queques bicolores.

- 2 chávenas de farinha de trigo
- 1/2 chávena de farinha de arroz integral
- 4 colheres de sopa de açúcar
- 1 colher de sopa rasa de fermento
- 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
- 1 iogurte magro natural
- 2 ovos
- 1 colher de chá de extracto de baunilha
- 1 chávena de chá de leite magro

Depois de misturar os ingredientes anteriores dividi o creme obtido em duas metades. A uma delas adicionei o cacau e a a outra o coco.

- 2 colheres de sopa de cacau magro em pó
- 2 colheres de sopa bem cheias de coco ralado

É importante que os dois cremes fiquem com consistência semelhante, para esse efeito pode juntar-se mais um pouco de coco ou chocolate. depois, em simultâneo deitei uma colher de massa de chocolate de um lado e outra de coco do lado oposto. Foram ao forno (200ºC) durante 15 minutos.


sexta-feira, 30 de julho de 2010

Ninhos de courgette e pêssego com trigo germinado

Hoje resolvi criar uma entrada de vegetais. Na origem esteve um trigo germinado que necessito de gastar. Comecei por cortar as courgettes em fatias finas (sentido longitudinal) com a ajuda de um pelador. Depois coloquei-as nas formas que uso para as gelatinas, as quais antes tinha untado com azeite. Coloquei de lado e no fundo, neste caso fiz atravessar a base com tiras transversais. Intercalei também fatias finas de pêssego e no fundo também coloquei os restos do pêssego picado, como é possível ver numa das fotografias. Levei ao forno (250ºC) durante 10 minutos. Deixei arrefecer antes de retirar das formas o que fiz pegando com os dedos em pontos opostos dos "ninhos". No centro coloquei os rebentos de trigo germinado e no momento de servir temperei tudo com azeite, flor-de-sal e vinagre de manga.


domingo, 25 de julho de 2010

Gelatina de chocolate em versão minimalista

A preguiça reina na minha cozinha. A tal ponto que o meu pai esta semana até me ofereceu o livro da Mafalda Pinto Leite - Cozinha para quem não tem tempo. Já há algum tempo que pensava comprá-lo. As receitas estão divididas pelo tempo que levam a confeccionar, em 10, 20 e 30 minutos. Já tenho várias assinaladas, mas como neste momento até as de 10 minutos me parecem um enorme esforço optei por criar uma receita de 5 minutos. Mais rápido é difícil! Tratam-se de umas gelatinas de chocolate feitas a partir de uma embalagem da Chocolateria San Gines, em Madrid, preparada para fazer chocolate a "la taza". A embalagem dizia para misturar o pó com leite, mas como não o tinha em quantidade suficiente foram feitas com uma mistura de leite e água (1 litro no total) a que adicionei 2 colheres de chá de agar-agar. Deixei ferver cerca de 1 a 2 minutos, mexendo sempre, para engrossar o chocolate e depois deitei em copos de vidro. Por cima, coloquei umas gotas para cobertura de chocolate de laranja.

As fotografias foram tiradas em Alcáçovas onde passei o sábado. Só de olhar dá vontade de ir fazer uma sesta ...


sábado, 24 de julho de 2010

Lombo de porco com laranja (frio)

No Verão cozinha rima com rapidez de preparação e com refeições frias. Se eu me contento com uma gelatina e uma peça de fruta ao jantar há quem goste de ter no prato algo mais substancial. Por isso, preparei este lombo de porco, rápido de fazer e que fica muito bem comido frio.

Retirei todas as gorduras à carne e depois deixei numa marinada composta por sumo de 1 laranja, raspa da mesma laranja, assim como os respectivos bocados espremidos, massa de pimentão em quantidade razoável e alecrim. Passado umas horas coloquei numa assadeira, juntei um pouco de vinho branco e de azeite e levei ao forno cerca de 50 minutos.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Gelatinas de framboesa e cerejas

O agar-agar é uma alternativa à gelatina de origem animal, à venda nos supermercados. Neste caso, trata-se de um produto derivado de determinadas algas, que para além do efeito gelificante parece ter outros propriedades, nomeadamente a de saciar a fome, contribuindo desse modo para um eventual emagrecimento.

Tenho feito principalmente pudins, mas as suas aplicações podem ser diversas (mousses, geleias, etc.). Tal como a outra gelatina, esta também tem os seus segredos. Algumas embalagens referem ser necessário colocar o pó de molho 10 minutos, outras marcas sugerem logo uma cozedura em água ou outro liquido de 5 minutos. Neste momento, opto por colocar de molho num pouco de água e depois levar ao lume até obter um liquido transparente (tempo inferior a 5 minutos), nessa altura junto ao restante creme. Se a gelatina levar muito liquido vai ter mais tendência a libertá-lo depois de desenformada. Por isso, a opção é ou colocá-los em chávenas e taças, não desenformando, ou então utilizar, por exemplo, iogurte grego ou ricotta que irão dar uma consistência mais espessa.

As que aparecem na imagem foram feitas ontem, tendo utilizado neste caso 250 ml de água e 2 colheres de chá cheias de agar-agar. Coloquei o agar-agar de molho uns minutos e depois levei ao lume até ter um liquido transparente que juntei a um creme formado por 250 ml de de iogurte magro, batido com 125 g de framboesas. Nas formas previamente demolhadas com água fria coloquei algumas cerejas sem caroço.