domingo, 15 de agosto de 2010

Bolo de nozes

Esta semana fiz uma "Tarta de Santiago" para comemorar os anos da minha mãe. Mas a pressa foi tanta que acabei por não a fotografar. Este bolo foi inspirado na referida "tarta", mas neste caso usei nozes e mudei um pouco a receita. O desenho também teve de ser outro. Desta vez não poderia colocar a espada de Santiago! Lembrei-me por isso de um ramo de folhas a atravessarem o bolo.

Como ingredientes utilizei:

- 250 g de nozes moídas
- 5 ovos
- 200 g de açúcar
- 1 colher de chá de canela
- 100 g de farinha
- 1 colher de chá rasa de fermento
- 1 colher de chá rasa de bicarbonato de sódio
- a casca ralada de 1/2 limão

Misturei as nozes moídas com o açúcar e depois adicionei os ovos. Adicionei em seguida os restantes elementos. Este tipo de bolos tem tendência a pegar no fundo da forma, por isso é conveniente forrá-la com papel vegetal untado com manteiga.

Depois de frio coloquei por cima um desenho que tinha recortado e polvilhei com icing-sugar, usando para o efeito um pequeno passador.

Gelatina de tapioca, coco e papaia


Com esta receita regresso aos copos de gelatina, preparados com agar-agar. Estes copos ficaram deliciosos para o meu paladar, que sou uma apaixonada por tapioca, coco e papaia. O tempo de preparação foi muito reduzido, assim como o de gelificação.

Comecei por colocar ao lume água, num tacho pequeno, com 8 colheres de tapioca (japonesa). Depois juntei-lhe metade de uma lata de leite de coco. Fui mexendo regularmente e adicionando um pouco mais de água sempre que me pareceu necessário, para evitar que o creme se colasse ao fundo do recipiente. Quando os grânulos ficaram transparentes acrescentei 2 colheres de chá de agar-agar e deixei ferver mais um minutos ou dois até a gelatina se dissolver. Distribui o creme por vários copos de vidro e deixei arrefecer um pouco.

De seguida reduzi uma papaia pequena a creme. À parte, num pouco de água fiz ferver durante 1 a 2 minutos uma colher de chá rasa de agar-agar. Misturei este liquido ao creme da papaia e coloquei um pouco deste preparado por cima de cada um dos copos. Por último, polvilhei com um pouco de canela.

sábado, 14 de agosto de 2010

Polvo no forno com alecrim


Hoje de manhã dividi o meu tempo entre assistir ao meu programa favorito no canal M6 - Un dîner presque parfait e o programa da Antena 1 - Hotel Babilónia, onde a Manuela do blogue Tertúlia dos Sabores foi entrevistada pelo Pedro Rolo Duarte e João Gobern. Foi engraçado que durante a entrevista foi referida a dificuldade em tirar fotografias interessantes dos alimentos. Nesse momento, já tinha o meu polvo assado, aguardando a hora do almoço dentro do forno. Fotografa-lo passou a ser de imediato um desafio! Não sei se terá ficado muito fotogénico, mas estava bom!

O polvo tinha ficado a descongelar de um dia para o outro e hoje logo pela manhã comecei por o cortar aos bocados. Numa assadeira de barro de Bisalhães coloquei o polvo, uma cebola cortada aos quartos, 6 dentes de alho grandes (esmagados), alecrim, 2 folhas de louro, batatas pequenas oferecidas recentemente por uns amigos, sal e azeite. Depois foi só levar ao forno durante cerca de 1 h e 15 minutos, virando de vez em quando com a ajuda de uma colher.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Quinoa, courgettes e queijo feta

Estas bolas de quinoa, courgettes e queijo feta acompanharam as tartes de sardinha e tomate da anterior entrada. A inspiração foi recolhida em vários locais, mas a receita final acabou por ser muito distinta.

Como ingredientes utilizei:

- quinoa resultante da cozedura de 1/2 chávena de chá
- 1/4 de uma fatia de queijo feta
- 2 courgetes pequenas raladas ou picadas (sem pele)
- 1 cebola picada
- 1 alho picado
- 1 ovo
- ervas picadas (salsa)
- 3 colheres de sopa de maizena
- farinha de milho

Misturei a quinoa cozida com o queijo feta desfeito e a seguir adicionei os outros ingredientes. A maizena teve como função ajudar a absorver os líquidos e a fornecer uma maior consistência. Com as mãos fiz bolas que envolvi em farinha de milho fina e coloquei depois num tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal. Deixei as bolas no frigorífico durante 30 minutos para ficarem mais consistentes. Depois coloquei no forno a 220ºC por 30 minutos.

Acompanhei com um molho feito com iogurte magro, metade de um pepino e coentros, tudo isto moído no copo triturador.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Tartes de sardinha e tomate

Esta receita não foi muito elaborada, resultou apenas do facto de não me apetecer sair para almoçar fora. Tive por isso de colocar a imaginação a trabalhar e defender-me com o que tinha em casa.

A massa de tarte foi feita com:

- 200 g de farinha de quinoa
- 100 g de farinha kamut
- 80 g de margarina (Becel cozinha)
- 1 0vo
- sal refinado, água q.b.

Depois de misturar bem os ingredientes secos adiconei o ovo e a água até obter uma massa com a consistência adequada para forrar as tarteiras. Coloquei-a no frigorífico aproximadamente 30 minutos antes de a utilizar.

A seguir forrei as tarteiras (6) e no seu interior coloquei filetes de sardinhas de conserva, pedaços de tomate, azeitonas sem caroço e para terminar uns tomates cereja, polvilhando tudo com um pouco de flor-de-sal e com orégãos e regando com um fio de azeite. Foram ao forno 30 minutos.

Não tive muito cuidado em deixar as tarteiras bem forradas, porque o objectivo era mesmo obter um aspecto rústico. A massa ficou muito boa tanto de sabor como na consistência, soltando-se facilmente do recipiente.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Bolo de abóbora e chocolate

Este fim-de-semana fiz mais um bolo familiar, daqueles que dão para distribuir e ainda ficar com um bocadinho para os gulosos cá de casa. O ponto de partida neste caso foi o aproveitamento de metade de uma abóbora potimarrom, por isso todos os outros ingredientes foram adaptados em função da quantidade que tinha disponível.

600 g de abóbora potimarrom (hokaido) crua e ralada com casca
4 ovos
1 1/2 chávena de açúcar amarelo
1 colher de sopa de canela
1/2 chávena de cacau magro em pó
2/3 de chávena de margarina (Becel cozinha)
2 2/3 de chávenas de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
2 iogurtes magros

Comecei por bater o açúcar com a margarina, adicionado depois os ovos. Depois juntei a abóbora e os restantes ingredientes. Levei ao forno durante 50 minutos a 200º C. Devido à quantidade de abóbora que levou o bolofica com uma consistência bastante húmida.

domingo, 8 de agosto de 2010

Pêras cozidas com gengibre, anis estrelado e canela

Estas pequenas pêras rocha, embora na fotografia não seja muito perceptível, foram já cozidas em água a que juntei dois paus de canela, um pouco de gengibre seco e duas flores de anis estrelado. Cozeram durante cerca de 20 a 30 minutos. Depois de frias coloquei-as no frigorífico. Ficam óptimas para comer comer a meio da manhã ou da da tarde, ficando bastante impregnadas com os aromas fortes das especiarias.

sábado, 7 de agosto de 2010

Camarões com leite de coco e baunilha

Desde que li num livro francês, oferecido pelo meu marido há pouco tempo - 1001 secrets de cuisiniers de Pascale Paolini, que a associação baunilha-crustáceos ou mesmo baunilha-salmão poderia levar os mais exigentes paladares a algum tipo de êxtase culinário, pensei logo que à primeira oportunidade experimentaria esta combinação, pouco usual para o nosso paladar, porém comum na gastronomia de outros países.

Acontece que hoje enquanto fazia horas para ir ao mercado estive a assistir a uma parte do programa da M6 Un diner presque parfait! onde também se falava desta associação. Assim, sai de casa já com o objectivo de adquirir os ingredientes necessários para preparar um prato que levasse estes dois produtos. Não segui nenhuma receita em particular, por preguiça de ir procurar.

Comecei por fazer um refogado com azeite, 1 alho francês e 1 cebola finamente picados a que juntei depois uma malagueta vermelha cortada em rodelas finas. Quando a cebola já estava "murcha" adicionei os camarões crus, que ainda estavam meio congelados, devido à minha pressa para terminar o almoço. Tapei o tacho e deixei ficar em lume muito suave. De vez em quando revolvia com uma colher de pau, para os camarões cozerem por igual. Acrescentei depois um tomate sem pele cortado aos bocados e metade de uma lata de leite de coco para onde tinha raspado o interior de uma vagem de baunilha . Esquecia-me de referir que temperei os camarões com flor-de-sal. Deixei em lume muito brando durante cerca de 10 minutos para ganhar gosto.

Ficou com bastante molho provavelmente devido ao tomate. Poderia eventualmente ter espessado este molho, mas já não tive paciência. O importante é ter gostado da combinação. Irei fazer outras tentativas, em particular com o salmão. Esquecia-me de referir que acompanhei os camarões com arroz basmati cozido em água temperada com um pouco de sal.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Os "verdes" da estação

Ando num misto de férias/trabalho, que a pouco e pouco me vai permitindo retomar hábitos saudáveis. Um deles é logicamente cozinhar em casa, embora continue a aguardar solução para a minha cozinha. Os móveis de um dos lados ficaram "inchados" e começa a aparecer a humidade. De qualquer forma só lá para Outubro/Novembro é que situação deverá estar resolvida. Obras exteriores no prédio também me têm obrigado a ter a mobília do terraço dentro de casa, transformando a sala numa espécie de acampamento. Por isso, o melhor é sair, logo de manhã cedo, para caminhar no parque.


É muito curioso de observar os outros utentes do parque. Imagino que eles farão o mesmo! De manhã cedo há sempre grupos de senhoras que em passo ligeiro conseguem "tagarelar" o tempo todo, passando de certo em revista todas as pequenas notícias familiares e locais. Hoje também presenciei uma cena curiosa. Uma outra senhora levava pela trela um cão grande, pesado e já velhote, que se esparramou na relva com um ar pachorrento, enquanto ela lia, em pé, o que parecia ser um livro religioso. Ao lado dois jovens com aspecto de "alternativos" faziam flexões arriscadas, tendo como assistência um cão, este mais agitado que o primeiro. Ao longo da minha hora de caminhada, fui apanhando pequenos bocados de conversas, sempre que algum grupo passava por mim. No fim, ficaram retalhos de histórias matinais, hoje com carácter um pouco religioso e místico. Agora o que é um facto é que sejam quais forem as conversas que oiça fico sempre numa espécie de levitação depois deste esforço.

Para o culminar desta sensação de bem estar não há nada como um chá verde depois de um bom duche. Os meus favoritos, para esta hora do dia, são neste momento o Sencha e o Kukicha. Ambos japoneses, mas com características muito diferentes. O primeiro é um chá bastante corrente, embora existam qualidades distintas. Quanto ao segundo é preparado a partir de pequeninos troncos, tendo por isso um aspecto e um paladar muito distinto dos restantes chás. A coloração verde também é bastante intensa.


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Salmão no forno com crosta de tomate seco e manjericão

Esta receita é uma reedição, um pouco alterada, de uma outra que já aqui coloquei. Tenho-a feito bastantes vezes, por achar que deste modo o salmão fica excelente.

Hoje fiz uma crosta com manjericão, alho, pão ralado e tomate seco que tem estado conservado no frigorífico dentro de um frasco com azeite. Triturei tudo e coloquei por cima das postas de salmão que antes tinha polvilhado com um pouco de flor-de-sal. Ao lado coloquei espargos, alhos-franceses pequenos e tomate também miniatura, que comprei no mercado biológico. Neste momento, ainda se encontra no forno, mas prevejo que 20 minutos sejam suficientes para ficar pronto.