sexta-feira, 29 de abril de 2011

Gelatinas de morangos e framboesas com iogurte

Quando estive em Coruche, há algumas semanas, comi por mais de uma vez esta sobremesa. Claro que numa versão menos dietética. Isto é, com iogurte gordo e com açúcar adicionado. Como já devem estar a imaginar alterei-a nestes aspectos o que não afectou muito o resultado final.

Comecei por transformar em puré morangos e framboesas a que depois adicionei a gelatina. Esta última foi preparada com 2 colheres de chá de agar-agar colocada em água (o suficiente para ficar coberta) durante 10 minutos e depois adicionada a 1,5 dl de água, deixando ferver 2 minutos. Este creme de frutos vermelhos foi depois colocada sobre uma camada de iogurte magro.

Pouco tempo depois já tinha a sobremesa pronta.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Pão pita recheado de quinoa, vegetais assados e salmão

O tempo presente obriga, por diversos motivos, a pensar a gestão das refeições, aproveitando ao máximo todos os produtos. Foi assim que surgiu esta receita que não é mais do restos de salmão e legumes assados da receita anterior, cortados e misturados com quinoa (cozida) e um pouco de emmental. Colocado tudo em metades de pão pita foram ao forno cerca de 10 minutos.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Salmão com crosta de cebolas novas

Nos últimos dias tenho acumulado uma série de receitas, que aguardam de forma paciente, em fila de espera, para serem disponibilizadas no blogue. Quando ocorrem situações deste género tenho tendência a esquecer-me de algum pormenor, quando passo à descrição. Estou com receio que isso aconteça, pois cada vez menos acredito na minha memória.

Neste caso, tratou-se de fazer uma pasta espessa a partir de 1 cebola fresca (incluindo o talo verde), folhas de orégãos também frescas, 1 dente de alho e cerca de 4 colheres de sopa de pão ralado (integral). Este último teve como função absorver a humidade natural da cebola. Barrei com este creme duas postas de salmão, já temperadas de sal, que depois foram salpicadas com sementes de sésamo preto. Por último reguei com um fio de azeite.

À parte cozi dois "olhos" de couve lombarda (bio) que pode ser colocada também no forno depois de regada com azeite, ou, para maior segurança ser adicionada apenas no final. O único problema é que as extremidades das folhas terão tendência a queimar e por isso necessitarão de ser viradas a meio da cozedura.

Para acompanhar e desta forma rentabilizar a energia gasta preparei um tabuleiro com cenouras pequenas (bio) e fatias de abóbora potimarron (hokaido), temperadas com azeite, vinagre balsâmico e alecrim. Neste caso necessário cerca de 30 minutos para os legumes estarem assados, desde que as cenouras sejam cortadas ao meio.


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Gelatina de leite condensado e de clementinas

Estas gelatinas foram a sobremesa de domingo de Páscoa. Sem receita pré-definida a mistura foi emergiu ao longo da respectiva preparação. Limitei-me ao que tinha em casa e ao pouco tempo disponível que não permitiu fazer nada no forno.

Assim, comecei por colocar meio pacote de bolacha Maria torrada dentro de um saco de plástico, e, depois, com a ajuda de um rolo da massa desfazer a bolacha que a seguir dividi pelos copos de vidro (5). À parte, misturei uma lata de leite condensado magro com dois iogurtes magros e 1 colher de sobremesa de de essência de baunilha. Bati bem para desfazer os pedacinhos de iogurte. Entretanto coloquei duas colheres de chá de agar-agar numa chávena, cobrindo com água. Passado 10 minutos juntei o agar-agar a 1,5 dl de água e deixei ferver 2 minutos. Adicionei este liquido ao creme anterior.

Cortei 3 clementinas em gomos, tirando as películas com ajuda da faca de cerâmica. Depois foi só montar a sobremesa. Coloquei uma camada de bolacha, um pouco de creme, seguido das clementinas e de nova camada de creme. Por cima, salpiquei com algumas flores de alfazema para dar um ar primaveril à sobremesa.

domingo, 24 de abril de 2011

O peru pascal

O mês de Abril é para mim um período repleto de aniversários a que este ano se juntou também a Páscoa. Por isso, a certa altura torna-se necessário aligeirar a dieta, mesmo em dias de festas, como o domingo de Páscoa. Foi assim que o borrego acabou por ser substituído por uma perna de peru, temperada e assada pouco antes do repasto festivo.

Na preparação deste assado comecei por fazer cortes profundos com a faca de cerâmica na parte de baixo da perna (oposta à parte que tem pele). Nestes orifícios coloquei dentes de alho e raminhos pequenos de tomilho/alecrim. Barrei esta parte do perna com pasta de alho comprada no talho. Depois virei a perna e reguei com 1,5 dl de vinho branco e com um pouco de azeite. No tabuleiro de ir ao forno, à volta da peça de carne coloquei pedaços de casca de uma clementina (bio), fatias de gengibre fresco e cebolas descascadas, cortadas ao meio. Salpiquei a perna com flor-de-sal e adicionei mais uns talos de alecrim. Por último, reguei a perna de peru com uma mistura de molho teryaki com duas colheres de sobremesa de geleia de agave. Foi ao forno cerca de 50 minutos, tendo tido o cuidado de pincelar, com muita frequência, a perna e as cebolas com o líquido que se formou na base da assadeira. Devido ao açúcar da geleia de agave terá tendência a caramelizar muito rapidamente, por isso é necessário controlar o processo. Por fim, cerca de cinco minutos antes de sair do forno juntei algumas tâmaras.

Este assado foi acompanhado com umas batatas no forno, deliciosas de gosto e de aspecto, preparadas pela M.. Foram cozidas e colocadas no forno com um fio de azeite e um pouco de tomilho. Já no rescaldo alguém perguntou que tipo de carne se tinha comido ao almoço ...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

terça-feira, 19 de abril de 2011

Leituras - o(a) cozinheiro(a) zen

Há livros que nos fazem pensar na forma como lidamos com os alimentos, processo central de todo o acto de cozinhar. Este pequeno livro - Instruções para o cozinheiro zen, de um monge japonês, Eihei Dogen, que viveu no século XIII, ajuda a reflectir sobre o que é para nós cozinhar no século XXI. A procura do exótico, do espectáculo no prato, de sabores concentrados, das ligações inesperadas de texturas e de paladares, ... talvez seja tudo isso ao mesmo tempo. Mas o que para mim distingue os bons cozinheiros é o facto de respeitarem os ingredientes. A forma cautelosa como preparam os alimentos. Os ritmos lentos que assumem indiciam reflexão na própria acção. A forma como observam o resultado, com um olhar concentrado no objecto em causa. Tal como o monge que escolhia o arroz de forma meticulosa, para que não lhe escapasse um grão de areia, sendo esta uma tarefa com significado e não uma fase entediante de um processo. Hoje, vou tentar interiorizar este espírito zen para preparar um prato de salmão que aqui deixarei registo numa próxima entrada.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Creme de beterraba e cogumelos

Juntar uns legumes, cozê-los e fazer um creme é um acto simples, composto de pequenas tarefas. Retira a pele, cortar os legumes, lavá-los, sequência que termina quando os colocamos num recipiente com água e umas pitada de sal. Ritmos que se repetem ao longo de uma vida, mas que a cada dia são distintos pelos pormenores e pelas diversidade nas quantidades e nos ingredientes. Foi assim com este creme de um vermelho intenso.

A base foi constituída por três beterrabas pequenas, dois alhos franceses também pequenos, uma courgette e uma embalagem de cogumelos portobello. Depois de tudo cozido acrescentei duas colheres de sopa de creme de aveia e transformei em creme.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Pseudo trufas de chocolate

Durante esta semana tenho andado a pensar se deveria ou não colocar esta receita no blogue. A maior parte das minhas leitoras dirão que de trufas de chocolate não têm nada. E estarão certas! Apenas a forma redonda pode sugerir alguma semelhança. Dirão também que falta gordura, para ficarem mais tenras, com aquela característica das trufas que se fundem rapidamente na boca e se transformam num creme untuoso. Pois aqui não existe nada disso! São pesadas e rijinhas. Acrescentarão ainda as mais críticas que não é possível fazer trufas tão pouco doces. Mais uma vez é verdade!

Acontece, porém, que a mim até me estão a saber bem. Comidas com moderação, não deixam de estar gustosas. E além disso gostei da fotografia. Objectos antigos das avós. Rendas e serviço da Vista Alegre já de colecção, que inspiram novos usos.

Quanto à receita, ela pode ser apenas uma base que admite outras variações. O importante é que a consistência final permita moldar as ditas trufas, menos pseudo e mais autênticas se assim o desejarem. Por exemplo, em lugar da farinha de milho, sempre mais pesada, usar farinha de trigo misturada com araruta. Em lugar do leite magro talvez fique bem umas colheres de azeite, já para não falar de manteiga. Enfim, as alterações podem ser muitas. Mas estas pseudo trufas foram feitas a partir de:

- 1 chávena de chá de farinha de milho
-1/2 chávena de chá de flocos de aveia
-1/2 chávena de chá de chocolate magro
-1 chávena de chá de farinha de trigo
-2 ovos
-1/2 chávena de chá de leite magro
- 2 colheres de sopa de geleia de agave

Depois de preparadas as trufas passeia-as num prato com sementes de sésamo e levei-as ao forno cerca de 10 minutos a 200º C.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Couve-flor com especiarias e outros temperos

Hoje vou dar continuidade ao meu lado mais vegetariano. Também nos vegetais procuro variar para não ficar saturada dos mesmos sabores, e, nalguns casos, como o da couve-flor, é mesmo necessário introduzir aromas mais fortes para disfarçar uma couve que não é do agrado de todos.

Nesta preparação comecei por cozer raminhos de couve-flor em vapor, deixando-a ainda rija. Depois numa frigideira coloquei azeite, grãos de mostarda, sementes de girassol, sementes de sésamo, 1/2 colher de café de curcuma e um pouco de pimenta preta moída. Logo que os grãos de mostarda começaram a "saltar", juntei à mistura vinagre de manga (bastante suave) e deitei-a sobre a couve-flor, mexendo com cuidado para que o tempero fosse incorporado. Para terminar salpiquei com coentros picados.