terça-feira, 17 de maio de 2011

Borrego assado com crosta de cominhos

Mais um assado de fim-de-semana. Rápido de preparar e aromático.

Comecei por fazer cortes profundos na perna do borrego onde introduzi dentes de alho. De seguida barrei a peça de carne com massa de pimentão e fiz uma crosta com sementes de cominhos. No fundo da assadeira coloquei um pouco de vinho branco. À volta da carne foram dispostos quartos de cebola branca, quartos de batata e rodelas grossas de cebola roxa. Pelo meio enfiei ramos de hortelã. Salpiquei os legumes com um pouco de flor-de-sal e reguei tudo com um fio de azeite. Depois foi só levar ao forno cerca de 50 minutos.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Camarões com especiarias

Esta receita é uma adaptação de uma outra que encontrei na revista Saveur deste mês. As fotografias não ficaram muito bonitas, mas o sabor agradou-me bastante.

Comecei por descascar as gambas cruas, deixando apenas a cabeça e a cauda. Depois espetei-lhes, no sentido do comprimento um palito de madeira, neste caso tratou-se de palitos feitos à mão da região do Lorvão (Portugal).

Quanto à marinada, onde os camarões permaneceram 30 minutos, esta foi formada por:

- 2 alhos finamente picados
- 1/2 cm de gengibre fresco ralado
- 1 colher de sopa de massa de pimentão
- 1/2 colher de café de garam masala
- 1/2 colher de café de curcuma
- sumo de 1/2 limão
- 4 colheres de sopa de azeite
- sal

As gambas foram depois fritas/grelhadas na própria marinada, virando-as para cozerem de ambos os lados, mas com cuidado para não ficarem secas.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Sopa fria em tons de verde

A semana passada comprei finalmente uma liquidificadora que funciona como peça independente de qualquer outro pequeno electrodoméstico de cozinha. A ideia é aproveitá-la para fazer sopas frias e batidos, sem desperdiçar os elementos mais fibrosos como acontece na centrifugadora.

Esta sopa em tons de verde foi uma primeira experiência a que já se seguiram muito mais. A dose que vos indico a seguir dá para 2 pessoas.

Ingredientes:

- 1 pepino sem pele
- 1 maçã grammy smith sem pele
- 3 cm de gengibre
- 1/2 ramo de manjericão
- 1 talo de aipo ao qual foram cortadas as partes mais fibrosas
- água fria
- sal

Foi só moer e desfrutar da cor e do sabor.

terça-feira, 10 de maio de 2011

A Feira do Livro e o bolo de chocolate do Chefe Luís Baena

A visita à Feira do Livro, no Parque Eduardo VII, é um ritual que cumprimos todos os anos, às vezes em vários dias seguidos. O saldo traduz-se sempre numa série de compras que passam pelas temáticas mais diversas. É também um local de encontro de amigos e colegas, principalmente daqueles que são autores e participam em sessões de autógrafos. Uma festa de livros na qual sempre acabamos por encontrar boas surpresas.

Claro que os livros de cozinha também chamam a atenção. Os que aparecem na fotografia foram-me oferecidos pelo meu marido, depois de uma escolha criteriosa que eu já aprovei. Foi exactamente de um deles - Doce Vida, do chefe Luís Baena que retirei a receita do bolo de chocolate que fiz no domingo. Entretanto, outras ficaram assinaladas no mesmo livro para futura realização.

Os ingredientes para este bolo foram os seguintes:

- 125 g de farinha
- 2 dl de leite
- 1 colher de chá de fermento
- 6 ovos
- 100 g de açúcar
- 100 g de chocolate
- 1 colher de sopa de manteiga sem sal

"Bata as gemas com o açúcar até a mistura esbranquiçar. Derreta o chocolate no leite morno com a manteiga. Junte-o ao preparado anterior e misture bem. Acrescente a farinha misturada com o fermento e bata bem. Bata as claras em castelo e envolva com a massa do chocolate. Leve ao forno, em forma untada e polvilhada com farinha, a 180ºC até que esteja cozido. Desenforma passado 5 minutos".O bolo ficou muito bom, mas para a próxima não o farei numa forma de silicone, porque neste tipo de preparações que levam claras em castelo acho que o resultado final, se cozido numa forma de metal, fica muito diferente.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Os biscoitos e a economia

Um destes dias, ao atravessar a sala em direcção ao terraço com um regador na mão, tendo como único objectivo regar umas plantas, deparo-me com um livro, em cima de uma das muitas pilhas dispersas pelas várias superfícies, que me atraiu logo a atenção. Ao ponto de me fazer esquecer as plantas. Pousei o regador e sentei-me a folhear o livro. Intrigou-me a capa. Uma mulher loira vestida e penteada com uma estética dos anos 60, que transporta sorridente um tabuleiro de biscoitos. Por outro lado, um título provocador, ainda mais nos dias que correm em que o tema domina os noticiários, debates e jornais. O meu marido olhava para mim perplexo, porque os livros de economia nunca me atraíram. Perguntava-me o que via naquele, em particular, para estar tão interessada. Claro que eu penso que aos homens falta sempre alguma sensibilidade para compreenderem o impacto que uma capa deste género coloca a alguém do sexo feminino. Qual o significado desta imagem? É isso que ando a procurar desvendar, embora à partida tivesse uma hipótese de trabalho que as primeiras páginas do livro ajudaram a consolidar.

Claro que os biscoitos da fotografia devem corresponder a pequenas bolachas cheias de manteiga, de açúcar, de ovos, etc., o típico numa economia em desenvolvimento do pós-guerra. Imagino uma dona de casa americana, uma espécie de Martha Stewart da época. Ou talvez não seja esta uma boa analogia. Creio mesmo que não. Há aqui um mistério a ser desvendado em todo o seu detalhe se é que isso vai acontecer. Fica porém a vontade de ler um livro de economia.

Mas como nós estamos em "crise" o meu objectivo único é reduzir as despesas domésticas na rubrica "biscoitos", que disparou desde que o meu marido descobriu uns biscoitos de aveia no BRIO. Por isso, os meus biscoitos não têm a delicadeza dos que observamos na capa do livro. Pelo contrário. São escuros e ásperos, denso na constituição, mas com aromas nacionais e patrióticos que lhe são dados pelo Vinho do Porto. Autênticas rochas de resistência a todos os delírios económicos que nos anunciam. Afinal um biscoito e um bom livro são a melhor receita em tempos difíceis, sejam eles de que natureza forem.

Depois deste preâmbulo passo então para a apresentação dos ingredientes:

-3 chávenas de chá de farinha de trigo com fermento
- 2 chávenas de chá de farelo de aveia
- 2/3 de chávena de chá de açúcar
- 1/2 chávena de chá de chocolate em pó
- 1 chávena de chá de leite magro
- 2 ovos
- 1/2 chávena de chá de azeite
- 1/2 cálice de Vinho do Porto
- 1 colher de sopa de baunilha
- 1/2 chávena de passas sem grainha

Tudo bem misturado e colocado num tabuleiro forrado com papel vegetal. Depois é só levar ao forno 10 minutos.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Creme de lentilhas coral

Mais uma sopa para terminar a semana. Desta vez a base foi a seguinte:

- 1 copo de lentilhas coral
- 1 colher de chá de coentros em grão moídos
- 2 rábanos roxos (couve rábano)
- 3 alhos
- 2 cebolas novas com rama
- 5 cenouras

Com esta receita procurei aproveitar produtos da época como a couve rábano, da qual só aproveitei o tubérculo, semelhante em sabor e textura ao nabo, e as cebolas novas. Neste caso o sabor mais forte foi fornecido pelos grãos de coentros moídos. No final reduzi a puré e adicionei 2 colheres de sopa de creme de arroz. Ao servir coloquei por cima umas folhas de orégão fresco.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sopa de abóbora (potimarron)


Esta sopa ficou muita boa. Para isso terá contribuído a qualidade da abóbora (potimarron/hokaido). É uma das minhas preferidas. Com o objectivo de co adocicado da abóbora, que neste caso até não é muito perceptível, juntei um pouco de caril e gengibre fresco.

Como ingredientes utilizei:

- 2/3 de abóbora potimarron (média), incluindo a casca
- 2 rábanos brancos (couve rábano)
- 3 dentes de alho
- 2 cebolas novas com rama
- 2 cm de gengibre ralado
- 1/2 colher de chá de caril
- sal

Tudo cozido em água durante 30 minutos e depois transformado em puré. No final, adicionei as habituais 2 colheres de sopa de creme de aveia para o creme ficar mais aveludado. Sobre este assunto e porque a Annie colocou essa questão num comentário anterior aproveito para lhe responder. Costumo comprar este creme em pacotinhos pequenos (como os de leite). Pode encontrá-los à venda no Celeiro, Terra Pura, El Corte Inglés, BRIO, etc. No Pingo Doce pode encontrar uns potes de creme de soja cujo efeito é semelhante.neste caso, encontra no mesmo local dos iogurtes. Com frequência opto também por creme de arroz, mas o aspecto da embalagem é idêntico. A finalidade deste produtos é susbtituir as natas na cozinha (pratos salgados).

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Gelatinas de maçã reineta e clementinas

Depois de alguns excessos é necessário regressar ao meu registo normal. Por outro lado, esta receita também foi ditada pela necessidade de aproveitar fruta que estava a amadurecer de forma muito rápida.

A preparação foi muito simples. Cortei a maçã em quadrados e juntei as clementinas descascadas, ambos os frutos em proporções idênticas. Coloquei num tacho com um pouco de água e juntei 1 vagem de baunilha e uma colher de chá de canela. Deixei ferver até a fruta ficar desfeita, adicionando mais um pouco de água sempre que observava ser necessário. Ainda pensei passar o puré por um passador para retirar as partes mais fibrosas das clementinas, porém achei que era um desperdício. Juntei depois a este puré 2 colheres de chá de agar-agar que tinham estado 10 minutos de molho num pouco de água. Deixei ferver mais 2 minutos e coloquei em recipientes de vidro resistentes ao calor.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Tarte souflé de leite condensado

Esta foi mais uma das sobremesas do almoço do dia da mãe. Redescobri uma receita simples mas fantástica, pela leveza da textura e suavidade do sabor. Recordo-me que a minha mãe a fazia muitas vezes, por isso foi uma das escolhidas para esta comemoração.

Para a massa utiliza-se:

- 300 g de Bolacha Maria
- 1/2 chávena de leite
- 4 colheres de sopa de manteiga

As bolachas foram desfeitas numa picadora e misturadas com os outros ingredientes. Com a massa forrei uma tarteira, que neste caso se revelou um pouco pequena para a quantidade do recheio.

Quanto ao creme foi preparado a partir de:

- 4 ovos
- 1 lata de leite condensado

Comecei por bater as gemas com o leite condensado, juntando-as uma a uma. Depois adicionei as claras em castelo, envolvendo a mistura com movimentos amplos e suaves de baixo para cima. Enchi a tarteira com o creme e levei ao forno (180 a 175º C) durante cerca de 25 minutos.


domingo, 1 de maio de 2011

Gelatina de limão com creme de morangos


Hoje é um dia especial. O momento certo para abrir o livro da minha mãe e fazer algumas das suas receitas. Mais do que dar acabei por ser eu a mais presenteada, porque a minha mãe gostou dos "seus" bolos, deu-me os parabéns e ainda me disse que se ela já não os conseguia fazer eu iria dar continuidade ao seu amor pela cozinha. Poderão parecer pequenas frases, mas têm muito significado para mim. Porque foi um momento de partilha, em que nos encontrámos no mesmo tempo - o almoço do dia da mãe, com toalha e serviço escolhidos para a ocasião. Decoração que ficou completa com um arranjo de rosas feito pelo meu pai. Um momento a guardar na memória.

Na preparação desta sobremesa, leve e fresca, utilizei:

- 500 g de natas
- 1 colher de sopa da raspa da casca de um limão
- 2 colheres de sopa de sumo de limão
- 1 chávena de água a ferver
- 1 pacote de gelatina de limão
- 1/4 de colher de sopa de sal refinado
- 2 colheres de sopa de açúcar

Comecei por dissolver o pacote de gelatina na água a ferver. Infelizmente é difícil encontrar gelatina de limão, por isso acabei por utilizar uma gelatina tutti-fruti verde. A cor é importante para o aspecto final e o ideal é que seja gelatina de limão.

Deixei arrefecer a gelatina até ficar morna para adicionar o sumo de limão. Quando começou a querer solidificar, bati a gelatina até obter uma espuma. Usei para o efeito a batedeira eléctrica com a s mesmas varas que se usam para as claras. A seguir juntei a raspa de limão e as natas previamente batidas. Envolvi tudo com muito cuidado e coloquei numa forma passada por água fria.

Esta sobremesa deverá ser feita no dia anterior para poder ficar suficientemente fresca. Depois de desenformada cobri com puré de morangos.