domingo, 27 de maio de 2012

Uma boa e doce tarde




 Hoje recebi um presente especial, feito pela Vera. Um bolo de cenoura que por cima tinha escrito "Boa Tarde". Uma mensagem que era um desejo e uma vontade muita grande que assim fosse. E aconteceu. Uma tarde de sol, com risos e piscar-de-olhos. Cumplicidades que se vão construindo ao longo de meses.   Pequenos/grandes gestos que enchem o coração de ternura. O telemóvel que toca para saber qual a marca de chocolate que prefiro para a sobremesa de um próximo jantar. Decidimos. Vamos comprar suspiros. Muitos. Para tornar a mousse ainda mais doce. E, talvez juntar-lhe umas frutas. As cerejas começam a estar maduras e ligam bem com o chocolate.

As flores voltaram a invadir a casa, porque também assim desejamos. Flores do jardim. Não todas. Algumas só conseguem mesmo viver suspensas dos caules que as ligam à terra. Um vaso de amores-perfeitos muito especial. A Ana protege-o e rega-o. Colocámo-lo à entrada da casa. Num local de passagem. Para o estarmos sempre a ver. Às vezes, sento-me ao seu lado para repousar. Por seu lado a Ana receia que alguém o possa levar de tão bonito que está. Eu digo-lhe que não. Isso não vai acontecer. E que para mim existirão sempre vasos de amores-perfeitos.



sexta-feira, 18 de maio de 2012

Tostas de tomate, feta e camarão

Um jantar leve que não foi muito planeado. Apenas existia vontade de ficar em casa, depois do insucesso que se revelou a ida a uma restaurante turco na av. 24 de julho. Achei que qualquer seria melhor e mais genuína. Não tinha muitos ingredientes disponíveis, porém foram os suficientes.

Aos camarões tirei a casca do corpo, temperei com sal e fritei em azeite com bastante alho. No final acrescentei uma bebida alcoólica. Neste caso foi um licor de maçã verde que compro no El Corte Inglés apenas para temperar a comida. Quanto ao pão (alentejano) coloquei um fio de azeite em cada fatia, umas rodelas de tomate de cacho, os camarões já fritos e bocados de queijo feta esfarelado. Reguei ainda o pão com o liquido que ficou na frigideira de fritar os camarões que tinha também os alhos fatiados. Foi depois ao forno 10 minutos.

domingo, 6 de maio de 2012

Salada de favas com coentros e alho


Este ano estou a fazer um esforço para começar a gostar de favas. Comecei por umas saladas frias feitas a partir de favas previamente cozidas em água e sal (20 minutos) e depois temperadas em quente com alho picado, azeite, vinagre e coentros.

sábado, 5 de maio de 2012

Filetes de cavala com molho de hortelã e salsa


Esta receita encontrei-a há muito poucos dias no blogue Cinco Quartos de Laranja. Pareceu-me logo bastante interessante. Por coincidência nos últimos tempos chamaram-me a atenção para a importância das cavalas em termos nutricionais, acrescido do facto de ser uma espécie de pequeno porte e por isso ter uma menor quantidade de metais pesados na sua constituição.

Hoje, fui propositadamente ao mercado de Algés comprar as referidas cavalas. A peixeira ficou um pouco curiosa por eu querer o peixe em filetes. Nunca tinha feito filetes de cavala. Em contrapartida disse-me que a escalava e depois recheava, uma receita de origem açoriana.

O resultado foi muito bom. Ao contrário da versão original servi a cavala fria, acompanhada com batatas cozidas com pele, salada de favas e rabanetes. A receita original podem encontrar no Cinco Quartos de Laranja. A única alteração que pretendo introduzir numa próxima versão é a troca do limão por lima para acentuar o sabor.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O salmão vestiu-se com um manto de presunto



Nem todos os dias estamos com disposição para grandes movimentações na cozinha. Às vezes apetece que tudo aconteça de forma rápida. O mínimo de instrumento e de ingredientes. Tempos reduzidos de cozedura. E meia hora depois, ou menos, o jantar está pronto. E assim aconteceu ...

Dois filetes de salmão foram primeiro salpicados com molho de soja baixo em sal e a seguir enrolados e lâminas de presunto serrano. Ligeiramente regados com azeite e salpicados com sementes de girassol. Foram ao forno entre 15 a 20 minutos. Depois foram servidos com batatas cozidas com casca. Quem comeu gostou. Por isso aqui fica o registo.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Bolachas de aveia e chocolate

Estas bolachas foram feitas a partir apenas de um somatório de ingredientes até chegar à consistência certa. Que neste caso era uma massa que escorresse ligeiramente no tabuleiro. Para o meu paladar estão boas, embora não estejam estaladiças. Pelo contrário, são macias e pouco doces.

A mistura que utilizei foi a seguinte:

1 1/2 chávenas de chá de farelo de aveia
1/2 chávena de chá de cacau magro
1 2/3 de chávenas de chá de farinha de trigo T65
1 colher de chá de fermento
1 chávena de chá de açúcar amarelo (rapadura)
2 ovos
1 chávena de chá de leite
1 colher de sopa de essência de amêndoa

Depois de tudo bem misturado coloquei colher de massa sobre o tabuleiro do forno que antes tinha revestido de papel vegetal. para ficarem mais bonitos salpiquei-os com sementes de sésamo. Foram ao forno a 180ºC durante 8 minutos.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Tarte preguiçosa de maçã


Gosto de casas que cheiram a bolos acabados de sair do forno. Gosto, em particular, do cheiro dos bolos com maçã e canela. Sinto-me reconfortada só pelas simples percepção desses aromas. É como se toda a casa me estivesse a estender os braços e a convidar-me para partilhar com ela a paz dos dias sem história aparente. Sentar-me e ler um livro. Pegar numa chávena de chá e numa fatia de tarte. Pensar em alguma coisa e deixar-me levar. Estar apenas entre um momento e outro. Não antecipar. Reaprender a ser preguiçosa de uma forma saudável.

Foi por tudo isto que escolhi esta receita de "tarte preguiçosa de maçã", que a minha mãe gostava muito de fazer. Parece uma receita tonta, sem sentido. Porém funciona bem. A prova disso é a rapidez com que desaparece.

Como ingredientes utilizei:

1 e 1/2 chávenas de farinha (T65)
1 colher de chá de fermento
1 chávena de açúcar amarelo (rapadura)
2 colheres de sopa de manteiga derretida
1 chávena de leite
2 ovos batidos
1 colher de chá de essência de baunilha
2 a 3 maçãs
canela

Comecei por untar a tarteira com manteiga e seguir polvilhá-la com açúcar (branco)  e canela. Cobri depois o fundo com fatias de maçã. A seguir deitei por cima os restantes ingredientes na seguinte ordem:

1º a manteiga derretida
2º a farinha misturada com o açúcar e o fermento
3º os ovos, o leite misturados e a essência de baunilha

No final, todos os ingredientes secos devem ficar cobertos pelos líquidos. Leva ao forno cerca de 25 a 30 minutos a 180º C. Serve-se na própria tarteira, porque habitualmente fica bastante húmida.


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Pimentos vermelhos recheados com bacalhau



Esta é uma receita para aproveitar sobras de bacalhau. Numa espécie de multiplicação, não dos pães, mas do bacalhau, de forma a uma posta de bacalhau cozido dar para duas refeições. E ao mesmo tempo ter como recompensa os olhares a brilharem na antecipação de um bom repasto. Procurar vislumbrar o que está escondido no interior destas caixas também elas comestíveis. Por que não recordar os pimentos de piquillo que se comeram em Madrid. Um sem fim de rememorações a que podemos ser conduzidos.

Quanto à receita segui apenas a lei do menor esforço para o máximo de efeito. Comecei por preparar os pimentos, de origem biológica, escavando o interior com a ajuda de uma colher de chá. Em paralelo, fiz um refogado com cebola roxa e azeite a que juntei o bacalhau desfiado. Depois de revolver algumas vezes a mistura adicionei 2 colheres de chá de maizena e a pouco e pouco fui juntando leite para formar um creme. Temperei com sal, noz moscada ralada e coentros picados. Claro que o certo seria ter feito um molho béchamel e ter-lhe adicionado o bacalhau. Teria ficado mais cremoso.

Num recipiente de ir ao forno deitei um frasco de molho de tomate já pronto (origem bio). Enterrei nele os pimentos e reguei-os com um fio de azeite. Foram depois ao forno cerca de 20 minutos. 

Nota: a forra verde do recipiente é uma peça única criada pela Ana a partir de tranças, na mesma linha de outros objectos que já apareceram neste blogue.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O folar da tia Ró (Vale de Ílhavo)


O meu folar preferido é sem dúvida o de Vale de Ílhavo. Habituei-me ao seu sabor inconfundível quando ainda era criança, em casa dos meus avós paternos. A minha mãe também adorava estes folares e comprava-os sempre que ia a Ílhavo. Desta vez ele chegou até mim pelas mãos da tia Ró, que o faz em casa com farinha artesanal e ovos caseiros. A tradição é seguida a preceito, por isso as folhas de couve galega na base.

Da receita, que permite fazer dois folares grandes, constam:

2 kg de farinha tipo T65
10 ovos  inteiros
1/2 colher de chá de canela
1 pitada de sal
125 g de manteiga
900 g de açúcar
2 pacotinhos de fermento de padeiro (50 g)

Começar por colocar ao lume um púcaro com com água até deixar amornar. A seguir dilui-se o fermento nesta água. Junta-se um pouco de farinha que se retira dos 2kg, assim como 1 ovo batido (Também retirado do total). Junta-se mais um pouco de farinha uma bolinha de massa. Deixa-se levedar até dobrar de volume. 

À parte, derrete-se a manteiga com o sal e junta-se cerca de 1 dl de água morna. Coloca-se a farinha no alguidar, retirando uma porção para ajudar a amassar. Faz-se um buraco ao meio e deita-se o açúcar e os ovos. Começa-se a juntar o fermento. Este deve ser um processo de incorporação lento. No final, a massa não deve pegar nas mãos, mas também não deve ficar muito rija. Faz-se uma bola e sobre ela uma cruz com as mãos, referindo em simultâneo a seguinte ladainha: " Deus te acrescente que és para muita gente". Tapa-se o alguidar com um pano de algodão, enrola-se numa manta e coloca-se uma botija de água quente em cima e outra em baixo. Fica assim 4 horas.

Findo este tempo a massa estará pronta para se formarem os folares, 2 grandes ou 3 pequenos. Se quiser um folar com ovos deverá cozê-los com cascas de cebola para ganharem cor. Forra-se o tabuleiro do forno com papel vegetal e por cima colocam-se as folhas de couve galega espalmadas. Formam-se as bolas e 3 correntes de massa. Uma a que se dará o formato de um círculo e que se colocará em cima. Dentro deste círculo colocam os ovos e sobre estes as outras duas correntes cruzadas como mostra a fotografia. 

O forno deverá ser aquecido primeiro a 250ºC e depois baixado para 180ºC. Por sua vez o folar deve ser colocado numa das últimas prateleiras do forno de modo a simular o efeito do forno a lenha onde tradicionalmente são cozidos. Durante o processo de cozedura verifica-se a temperatura do forno. Pode eventualmente ser necessário colocar um papel de alumínio em cima. Também importa referir que quando se colocam ovos por cima é natural que a parte de baixo fique húmida, mas será igualmente agradável.




terça-feira, 24 de abril de 2012

Bolo de chocolate com ovos moles


Faço muitas vezes este bolo. Sempre que não disponho de muito tempo recordo-me desta receita. Um bolo que coze em 5 minutos no microondas e cujo tempo de preparação também é reduzido.  Desta vez resolvi aproveitar as três gemas que sobraram da Pavlova anterior e fiz uns ovos moles (3 colheres de sopa de açúcar com um pouco de água que deixei ferver até criar ponto, altura em que juntei as gemas em fio, batendo sempre). No final, coloquei montinhos de ovos moles em cima do bolo e espalhei-os irregularmente com a ajuda do dorso de uma colher de chá. Eles misturaram-se com o resto do chocolate ainda fundido e criaram uma cobertura que depois solidificou.

Bolo de chocolate

4 ovos; 200 g de açúcar; 100 g de farinha; 150 g de chocolate em barra; 120 g de manteiga.

Comecei por derreter a manteiga e o chocolate no microondas (1 a 2 minutos). De seguida, bati bem a mistura até obter um creme homogéneo que juntei aos outros ingredientes. Coloquei este preparado num pirex redondo de 20 cm de diâmetro e 7 cm de altura, que previamente untei com margarina (não sei se seria necessário!). Levei ao microondas, na potência máxima durante 5 minutos. Posteriormente, desenformei e deixei arrefecer.