sábado, 4 de agosto de 2012

"Tapear" - tomate, ovos e queijo

No Verão, ao jantar, apetece "tapear" ao estilo espanhol. Nada de pratos muito elaborados. Apenas umas entradas a que se associa um vinho verde estupidamente gelado e um bom pão de Mafra ou alentejano. Não é preciso mais nada. Relaxar e comer.

Neste caso comecei por colocar algumas fatias de tomate fresco em frigideiras de cerâmica de ir ao forno. Depois salpiquei-o com tomate seco picado que antes tinha colocado de molho em água quente durante uns 10 minutos, apenas para amolecer um pouco. Salpiquei com flor de sal e orégãos. Coloquei 2 rodelinhas de chouriço (montanheira de porco preto) em cada prato. A seguir rodelas de pimento vermelho e bocados de queijo mozarella. Deitei um ovo inteiro no interior de uma das rodelas de pimento. Por último salpiquei com mais um pouco de sal e reguei com um fio de azeite. Foi ao forno durante cerca de 10 minutos.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Queques de alfarroba e licor de amêndoa amarga



De mansinho, pé ante pé, pela calada da noite, regresso ao meu espaço virtual onde tenho vindo a registar o que se passa na minha cozinha. A desculpa para o regresso veio de um pano de loiça que a Ana me bordou com cup-cakes. O aspecto deles é tentador. Muito mais que os meus queques com receitas inventadas no momento e às vezes misturando ingredientes pouco convencionais. Sobre estes diria que eram bons para um pequeno almoço. Aromáticos e ao mesmo tempo substanciais.

A receita foi a seguinte:

2 chávenas de chá de farinha de arroz
3/4 de chávena de chá de farinha de trigo
1 chávena de chá de rapadura (açúcar amarelo)
2 ovos
1 iogurte grego
1 chávena de chá de licor de amêndoa amarga
3/4 de chávena de chá de Água das Pedras
2 colheres de sopa cheias de farinha de alfarroba
1 colher de chá de fermento

A ordem de mistura foi a habitual. Primeiro os elemontos secos, seguidos dos líquidos e deixando para o fim o fermento e a Água das Pedras cujo efeito é também de fermento. Depois foram ao forno durante 12 minutos a 180ºC.







domingo, 27 de maio de 2012

Uma boa e doce tarde




 Hoje recebi um presente especial, feito pela Vera. Um bolo de cenoura que por cima tinha escrito "Boa Tarde". Uma mensagem que era um desejo e uma vontade muita grande que assim fosse. E aconteceu. Uma tarde de sol, com risos e piscar-de-olhos. Cumplicidades que se vão construindo ao longo de meses.   Pequenos/grandes gestos que enchem o coração de ternura. O telemóvel que toca para saber qual a marca de chocolate que prefiro para a sobremesa de um próximo jantar. Decidimos. Vamos comprar suspiros. Muitos. Para tornar a mousse ainda mais doce. E, talvez juntar-lhe umas frutas. As cerejas começam a estar maduras e ligam bem com o chocolate.

As flores voltaram a invadir a casa, porque também assim desejamos. Flores do jardim. Não todas. Algumas só conseguem mesmo viver suspensas dos caules que as ligam à terra. Um vaso de amores-perfeitos muito especial. A Ana protege-o e rega-o. Colocámo-lo à entrada da casa. Num local de passagem. Para o estarmos sempre a ver. Às vezes, sento-me ao seu lado para repousar. Por seu lado a Ana receia que alguém o possa levar de tão bonito que está. Eu digo-lhe que não. Isso não vai acontecer. E que para mim existirão sempre vasos de amores-perfeitos.



sexta-feira, 18 de maio de 2012

Tostas de tomate, feta e camarão

Um jantar leve que não foi muito planeado. Apenas existia vontade de ficar em casa, depois do insucesso que se revelou a ida a uma restaurante turco na av. 24 de julho. Achei que qualquer seria melhor e mais genuína. Não tinha muitos ingredientes disponíveis, porém foram os suficientes.

Aos camarões tirei a casca do corpo, temperei com sal e fritei em azeite com bastante alho. No final acrescentei uma bebida alcoólica. Neste caso foi um licor de maçã verde que compro no El Corte Inglés apenas para temperar a comida. Quanto ao pão (alentejano) coloquei um fio de azeite em cada fatia, umas rodelas de tomate de cacho, os camarões já fritos e bocados de queijo feta esfarelado. Reguei ainda o pão com o liquido que ficou na frigideira de fritar os camarões que tinha também os alhos fatiados. Foi depois ao forno 10 minutos.

domingo, 6 de maio de 2012

Salada de favas com coentros e alho


Este ano estou a fazer um esforço para começar a gostar de favas. Comecei por umas saladas frias feitas a partir de favas previamente cozidas em água e sal (20 minutos) e depois temperadas em quente com alho picado, azeite, vinagre e coentros.

sábado, 5 de maio de 2012

Filetes de cavala com molho de hortelã e salsa


Esta receita encontrei-a há muito poucos dias no blogue Cinco Quartos de Laranja. Pareceu-me logo bastante interessante. Por coincidência nos últimos tempos chamaram-me a atenção para a importância das cavalas em termos nutricionais, acrescido do facto de ser uma espécie de pequeno porte e por isso ter uma menor quantidade de metais pesados na sua constituição.

Hoje, fui propositadamente ao mercado de Algés comprar as referidas cavalas. A peixeira ficou um pouco curiosa por eu querer o peixe em filetes. Nunca tinha feito filetes de cavala. Em contrapartida disse-me que a escalava e depois recheava, uma receita de origem açoriana.

O resultado foi muito bom. Ao contrário da versão original servi a cavala fria, acompanhada com batatas cozidas com pele, salada de favas e rabanetes. A receita original podem encontrar no Cinco Quartos de Laranja. A única alteração que pretendo introduzir numa próxima versão é a troca do limão por lima para acentuar o sabor.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O salmão vestiu-se com um manto de presunto



Nem todos os dias estamos com disposição para grandes movimentações na cozinha. Às vezes apetece que tudo aconteça de forma rápida. O mínimo de instrumento e de ingredientes. Tempos reduzidos de cozedura. E meia hora depois, ou menos, o jantar está pronto. E assim aconteceu ...

Dois filetes de salmão foram primeiro salpicados com molho de soja baixo em sal e a seguir enrolados e lâminas de presunto serrano. Ligeiramente regados com azeite e salpicados com sementes de girassol. Foram ao forno entre 15 a 20 minutos. Depois foram servidos com batatas cozidas com casca. Quem comeu gostou. Por isso aqui fica o registo.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Bolachas de aveia e chocolate

Estas bolachas foram feitas a partir apenas de um somatório de ingredientes até chegar à consistência certa. Que neste caso era uma massa que escorresse ligeiramente no tabuleiro. Para o meu paladar estão boas, embora não estejam estaladiças. Pelo contrário, são macias e pouco doces.

A mistura que utilizei foi a seguinte:

1 1/2 chávenas de chá de farelo de aveia
1/2 chávena de chá de cacau magro
1 2/3 de chávenas de chá de farinha de trigo T65
1 colher de chá de fermento
1 chávena de chá de açúcar amarelo (rapadura)
2 ovos
1 chávena de chá de leite
1 colher de sopa de essência de amêndoa

Depois de tudo bem misturado coloquei colher de massa sobre o tabuleiro do forno que antes tinha revestido de papel vegetal. para ficarem mais bonitos salpiquei-os com sementes de sésamo. Foram ao forno a 180ºC durante 8 minutos.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Tarte preguiçosa de maçã


Gosto de casas que cheiram a bolos acabados de sair do forno. Gosto, em particular, do cheiro dos bolos com maçã e canela. Sinto-me reconfortada só pelas simples percepção desses aromas. É como se toda a casa me estivesse a estender os braços e a convidar-me para partilhar com ela a paz dos dias sem história aparente. Sentar-me e ler um livro. Pegar numa chávena de chá e numa fatia de tarte. Pensar em alguma coisa e deixar-me levar. Estar apenas entre um momento e outro. Não antecipar. Reaprender a ser preguiçosa de uma forma saudável.

Foi por tudo isto que escolhi esta receita de "tarte preguiçosa de maçã", que a minha mãe gostava muito de fazer. Parece uma receita tonta, sem sentido. Porém funciona bem. A prova disso é a rapidez com que desaparece.

Como ingredientes utilizei:

1 e 1/2 chávenas de farinha (T65)
1 colher de chá de fermento
1 chávena de açúcar amarelo (rapadura)
2 colheres de sopa de manteiga derretida
1 chávena de leite
2 ovos batidos
1 colher de chá de essência de baunilha
2 a 3 maçãs
canela

Comecei por untar a tarteira com manteiga e seguir polvilhá-la com açúcar (branco)  e canela. Cobri depois o fundo com fatias de maçã. A seguir deitei por cima os restantes ingredientes na seguinte ordem:

1º a manteiga derretida
2º a farinha misturada com o açúcar e o fermento
3º os ovos, o leite misturados e a essência de baunilha

No final, todos os ingredientes secos devem ficar cobertos pelos líquidos. Leva ao forno cerca de 25 a 30 minutos a 180º C. Serve-se na própria tarteira, porque habitualmente fica bastante húmida.


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Pimentos vermelhos recheados com bacalhau



Esta é uma receita para aproveitar sobras de bacalhau. Numa espécie de multiplicação, não dos pães, mas do bacalhau, de forma a uma posta de bacalhau cozido dar para duas refeições. E ao mesmo tempo ter como recompensa os olhares a brilharem na antecipação de um bom repasto. Procurar vislumbrar o que está escondido no interior destas caixas também elas comestíveis. Por que não recordar os pimentos de piquillo que se comeram em Madrid. Um sem fim de rememorações a que podemos ser conduzidos.

Quanto à receita segui apenas a lei do menor esforço para o máximo de efeito. Comecei por preparar os pimentos, de origem biológica, escavando o interior com a ajuda de uma colher de chá. Em paralelo, fiz um refogado com cebola roxa e azeite a que juntei o bacalhau desfiado. Depois de revolver algumas vezes a mistura adicionei 2 colheres de chá de maizena e a pouco e pouco fui juntando leite para formar um creme. Temperei com sal, noz moscada ralada e coentros picados. Claro que o certo seria ter feito um molho béchamel e ter-lhe adicionado o bacalhau. Teria ficado mais cremoso.

Num recipiente de ir ao forno deitei um frasco de molho de tomate já pronto (origem bio). Enterrei nele os pimentos e reguei-os com um fio de azeite. Foram depois ao forno cerca de 20 minutos. 

Nota: a forra verde do recipiente é uma peça única criada pela Ana a partir de tranças, na mesma linha de outros objectos que já apareceram neste blogue.