terça-feira, 7 de agosto de 2012

Salada de batatas (Cádiz)

Às vezes não sabemos explicar o motivo de gostarmos tanto de algumas cidades. O que nos prende a locais onde apenas estivemos alguns dias, que aparentemente em nada contribuíram para modificar a nossa vida. Isso acontece-me com Cádiz. Não tenho memórias particulares desta cidade, mas só de pensar nela sou envolvida por uma imensa sensação de bem estar, associada a uma ideia de regresso a um outro período histórico (Descobertas), esperando a cada momento ver aparecer uma nau no horizonte. Talvez os romances de Artur Pérez Revertè, muitos deles passados em Cádiz, tenham contribuído para o idealizar desta atmosfera e destes olhares parados no tempo. Recordo a enorme árvore da borracha que espalha raízes e ramos junto a uma praia, os mosquitos que ao anoitecer surgem como nuvens, prontos a investir em qualquer pedaço pequeno de pele deixado a descoberto, escuto o vento que ao sobrar atravessa a malha urbana. Também não esqueço os jantares de peixe frito, comprado em cartuxos de papel que depois se abriam em cima das mesas, acompanhados de uma caña fresca.Dias que foram de início de outono mas que ainda pareceram verão.

Foi por tudo isto que surgiu a vontade de voltar a fazer uma salada de batata. Humilde nos ingredientes e no modo de preparação, porém agradável ao paladar e sinal de boas vindas seja no restaurante mais simples como no mais sofisticado. Não ficou exactamente igual às que comi em Cádiz. Isso dever-se-á à qualidade das batatas e também ao azeite no qual não fui tão pródiga como deveria ter sido.

Comecei por cozer batatas com pele, de preferência novas, em água com sal. Cozeram cerca de 25 a 30 minutos. Depois deixei-as outros 30 minutos dentro de água. Só a seguir as retirei e coloquei num passador a escorrer outra meia hora. Findo este tempo tirei-lhes a pele e cortei-as às fatias.  As que eu me recordo de comer, em Cádiz, desfaziam-se. Estas ficaram bastante inteiras o que julgo dever-se á qualidade das batatas. Como tempero utilizei 1 cebola pequena picada e um pouco de salsa também bem picada. Juntei vinagre de Jeréz e só por último o azeite.

De acordo com a tradição devem ser servidas à temperatura ambiente, sem passarem pelo frigorífico.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Pães recheados de espinafres e sardinhas


 

Esta receita encontrei-a num antigo número da revista Règal.  Pareceu-me simples de fazer e uma opção agradável para mais um jantar de verão no terraço.

Comecei por preparar a massa com 250 g de farinha, deitando numa cova que abri ao centro 1 pacote de fermento de padeiro seco (9 gr), 15 cl de água morna, sal refinado, açúcar (1 colher de café) e um fio de azeite. Amassei bem até despegar nas paredes da tigela e depois deixei levedar 1h e 30m, coberta por um pano. 

A seguir achatei a massa dando-lhe a forma de um círculo e cortei-a em quatro bocados iguais. Cada um deles foi depois "aberto" com a palma da mão de modo a formar um outro círculo mais pequeno, onde coloquei folhas de espinafres, cebola roxa às fatias e uma sardinha sem pele nem espinhas. Fechei a massa de modo a ficar com uma bola semelhante a um pão. Por cima, coloquei grãos de pimenta rosa partidos, que enterrei um pouco na massa para ficarem presos. Levei ao forno cerca de 15 minutos a 180ºC, isto é o tempo necessário para começarem a alourar.




sábado, 4 de agosto de 2012

"Tapear" - tomate, ovos e queijo

No Verão, ao jantar, apetece "tapear" ao estilo espanhol. Nada de pratos muito elaborados. Apenas umas entradas a que se associa um vinho verde estupidamente gelado e um bom pão de Mafra ou alentejano. Não é preciso mais nada. Relaxar e comer.

Neste caso comecei por colocar algumas fatias de tomate fresco em frigideiras de cerâmica de ir ao forno. Depois salpiquei-o com tomate seco picado que antes tinha colocado de molho em água quente durante uns 10 minutos, apenas para amolecer um pouco. Salpiquei com flor de sal e orégãos. Coloquei 2 rodelinhas de chouriço (montanheira de porco preto) em cada prato. A seguir rodelas de pimento vermelho e bocados de queijo mozarella. Deitei um ovo inteiro no interior de uma das rodelas de pimento. Por último salpiquei com mais um pouco de sal e reguei com um fio de azeite. Foi ao forno durante cerca de 10 minutos.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Queques de alfarroba e licor de amêndoa amarga



De mansinho, pé ante pé, pela calada da noite, regresso ao meu espaço virtual onde tenho vindo a registar o que se passa na minha cozinha. A desculpa para o regresso veio de um pano de loiça que a Ana me bordou com cup-cakes. O aspecto deles é tentador. Muito mais que os meus queques com receitas inventadas no momento e às vezes misturando ingredientes pouco convencionais. Sobre estes diria que eram bons para um pequeno almoço. Aromáticos e ao mesmo tempo substanciais.

A receita foi a seguinte:

2 chávenas de chá de farinha de arroz
3/4 de chávena de chá de farinha de trigo
1 chávena de chá de rapadura (açúcar amarelo)
2 ovos
1 iogurte grego
1 chávena de chá de licor de amêndoa amarga
3/4 de chávena de chá de Água das Pedras
2 colheres de sopa cheias de farinha de alfarroba
1 colher de chá de fermento

A ordem de mistura foi a habitual. Primeiro os elemontos secos, seguidos dos líquidos e deixando para o fim o fermento e a Água das Pedras cujo efeito é também de fermento. Depois foram ao forno durante 12 minutos a 180ºC.







domingo, 27 de maio de 2012

Uma boa e doce tarde




 Hoje recebi um presente especial, feito pela Vera. Um bolo de cenoura que por cima tinha escrito "Boa Tarde". Uma mensagem que era um desejo e uma vontade muita grande que assim fosse. E aconteceu. Uma tarde de sol, com risos e piscar-de-olhos. Cumplicidades que se vão construindo ao longo de meses.   Pequenos/grandes gestos que enchem o coração de ternura. O telemóvel que toca para saber qual a marca de chocolate que prefiro para a sobremesa de um próximo jantar. Decidimos. Vamos comprar suspiros. Muitos. Para tornar a mousse ainda mais doce. E, talvez juntar-lhe umas frutas. As cerejas começam a estar maduras e ligam bem com o chocolate.

As flores voltaram a invadir a casa, porque também assim desejamos. Flores do jardim. Não todas. Algumas só conseguem mesmo viver suspensas dos caules que as ligam à terra. Um vaso de amores-perfeitos muito especial. A Ana protege-o e rega-o. Colocámo-lo à entrada da casa. Num local de passagem. Para o estarmos sempre a ver. Às vezes, sento-me ao seu lado para repousar. Por seu lado a Ana receia que alguém o possa levar de tão bonito que está. Eu digo-lhe que não. Isso não vai acontecer. E que para mim existirão sempre vasos de amores-perfeitos.



sexta-feira, 18 de maio de 2012

Tostas de tomate, feta e camarão

Um jantar leve que não foi muito planeado. Apenas existia vontade de ficar em casa, depois do insucesso que se revelou a ida a uma restaurante turco na av. 24 de julho. Achei que qualquer seria melhor e mais genuína. Não tinha muitos ingredientes disponíveis, porém foram os suficientes.

Aos camarões tirei a casca do corpo, temperei com sal e fritei em azeite com bastante alho. No final acrescentei uma bebida alcoólica. Neste caso foi um licor de maçã verde que compro no El Corte Inglés apenas para temperar a comida. Quanto ao pão (alentejano) coloquei um fio de azeite em cada fatia, umas rodelas de tomate de cacho, os camarões já fritos e bocados de queijo feta esfarelado. Reguei ainda o pão com o liquido que ficou na frigideira de fritar os camarões que tinha também os alhos fatiados. Foi depois ao forno 10 minutos.

domingo, 6 de maio de 2012

Salada de favas com coentros e alho


Este ano estou a fazer um esforço para começar a gostar de favas. Comecei por umas saladas frias feitas a partir de favas previamente cozidas em água e sal (20 minutos) e depois temperadas em quente com alho picado, azeite, vinagre e coentros.

sábado, 5 de maio de 2012

Filetes de cavala com molho de hortelã e salsa


Esta receita encontrei-a há muito poucos dias no blogue Cinco Quartos de Laranja. Pareceu-me logo bastante interessante. Por coincidência nos últimos tempos chamaram-me a atenção para a importância das cavalas em termos nutricionais, acrescido do facto de ser uma espécie de pequeno porte e por isso ter uma menor quantidade de metais pesados na sua constituição.

Hoje, fui propositadamente ao mercado de Algés comprar as referidas cavalas. A peixeira ficou um pouco curiosa por eu querer o peixe em filetes. Nunca tinha feito filetes de cavala. Em contrapartida disse-me que a escalava e depois recheava, uma receita de origem açoriana.

O resultado foi muito bom. Ao contrário da versão original servi a cavala fria, acompanhada com batatas cozidas com pele, salada de favas e rabanetes. A receita original podem encontrar no Cinco Quartos de Laranja. A única alteração que pretendo introduzir numa próxima versão é a troca do limão por lima para acentuar o sabor.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O salmão vestiu-se com um manto de presunto



Nem todos os dias estamos com disposição para grandes movimentações na cozinha. Às vezes apetece que tudo aconteça de forma rápida. O mínimo de instrumento e de ingredientes. Tempos reduzidos de cozedura. E meia hora depois, ou menos, o jantar está pronto. E assim aconteceu ...

Dois filetes de salmão foram primeiro salpicados com molho de soja baixo em sal e a seguir enrolados e lâminas de presunto serrano. Ligeiramente regados com azeite e salpicados com sementes de girassol. Foram ao forno entre 15 a 20 minutos. Depois foram servidos com batatas cozidas com casca. Quem comeu gostou. Por isso aqui fica o registo.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Bolachas de aveia e chocolate

Estas bolachas foram feitas a partir apenas de um somatório de ingredientes até chegar à consistência certa. Que neste caso era uma massa que escorresse ligeiramente no tabuleiro. Para o meu paladar estão boas, embora não estejam estaladiças. Pelo contrário, são macias e pouco doces.

A mistura que utilizei foi a seguinte:

1 1/2 chávenas de chá de farelo de aveia
1/2 chávena de chá de cacau magro
1 2/3 de chávenas de chá de farinha de trigo T65
1 colher de chá de fermento
1 chávena de chá de açúcar amarelo (rapadura)
2 ovos
1 chávena de chá de leite
1 colher de sopa de essência de amêndoa

Depois de tudo bem misturado coloquei colher de massa sobre o tabuleiro do forno que antes tinha revestido de papel vegetal. para ficarem mais bonitos salpiquei-os com sementes de sésamo. Foram ao forno a 180ºC durante 8 minutos.