sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Iogurte, frutas e gelatina
Achei que a melhor forma de terminar um jantar de tapas era preparar uma sobremesa variada e inofensiva. Para isso tomei como base 1 kg de iogurte magro que dividi em 4 tigela. A uma adicionei chocolate preto fundido, a outra polpa de maracujá, a outra licor de amêndoa amarga, e, à última essência de baunilha. Temperei-as de forma parcimoniosa com geleia de agave e adicionei o equivalente a 1 colher de chá de agar agar previamente demolhado e fervido num pouco de água durante 2 minutos. Como frutas tinha disponível amoras, framboesas, nectarinas e maracujá. Depois foi só pegar em copos de vidro diferentes e fazer várias composições.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Um jantar de tapas
Um jantar de tapas ao final da tarde. Tudo muito espanhol, mas com cerâmicas e vinhos portugueses. Já há muito que estava prometido. Sempre há espera de colocar ordem nos livros. Criar espaços de convívio na sala. Por isso, aproveitámos o bom tempo e fizémos o jantar no terraço onde as pilhas de livro ainda não chegaram. Os últimos raios de sol marcaram o início de uma refeição de incluiu uns "montaditos" de tomate cereja e tomate seco, com manjericão. Tomei como base um refogado de cebola e alho a que juntei molho de tomate, folhas de manjericão frescas e tomate seco cortado. Por fim polvilhei com queijo parmesão.
Repeti a receita dos pães recheados com sardinhas e espinafres que fiz há poucos dias, mas desta vez fiz pães mais pequenos. Ficaram óptimos. Ainda estavam mornos quandos os comemos. Para além disso, preparei uns outros "montaditos" com pão alentejano, bifanas de porco grelhadas e cebola roxa glaceada (azeite, vinagre balsâmico e uma colher de açúcar amarelo).
Os "montaditos" ficaram completos com mais duas variedades. Uma com cogumelos salteados em azeite e alho, que depois foram ao forno sobre pão alentejano e levaram por cima pedacinhos de queijo Cabrales. Fiz também uns outros, um pouco mais suaves, com pão regado de azeite, uma rodela de queijo de cabra e um tomate cereja pincelado com um pouco de mel. No final coloquei-lhes umas folhas de tomilho limão. Também foram ao forno mas pouco tempo.
E tudo terminou com uns huevos rotos numa versão portuguesa. As batatas em lugar de serem fritas foram assadas com pedacinhos de um enchido de porco preto (montanheira). No final, deitei-lhes por cima ovos estrelados ainda pouco cozidos, partindo-os depois com a ajuda de uma faca.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Almofadinhas de mirtilhos e figos
Ontem, aproveitei o resto dos recheio das patissons para fazer uns folhados. Utilizei para este efeito uma massa que já vem cortada em quadrados pequenos e não necessita de ser estendida. Na altura, lembrei-me que poderia fazer também uma sobremesa. Foi assim que surgiram estas almofadinhas folhadas de mirtilhos e figos.
No interior de cada quadrado, que foram só dois, coloquei um figo seco aberto ao meio. Juntei-lhe cerca de 10 bagas de mirtilho e polvilhei de canela. Depois fechei os quadrados em forma de trouxa, mas fechando bem os cantos. Pincelei com gema de ovo e voltei a polvilhar de canela. Foram depois ao forno cerca de 10 a 12 minutos a 200ºC.
O resultado foi muito agradável. Os mirtilhos abriram e fizeram uma espécie de xarope que envolveu o fogo.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Patissons recheadas e puré de duas batatas
Há dois ou três dias fiz uma perna de peru assada. Como é habitual a certa altura sobram apenas uns pedacinhos de carne agarrados ao osso, que já não dão para uma refeição. Nesse momento, é preciso pensar em formas de reciclar os restos. Desta vez, acabaram no interior de duas patissons e ainda ficaram umas sobras de recheio para uma outra refeição. Foi o fenómeno da multiplicação do peru.
Comecei por cortar uma tampa aos patissons e retirar-lhes a polpa com a ajuda de uma colher de chá. De seguida salpiquei-as com um pouco de sal. À parte, fiz um refogado com cebola e azeite a que juntei 1/2 frasco de molho de tomate, a polpa da courgette picada, queijo parmesão ralado e folhas de mangericão picadas. Deixei tomar de gosto e logo de seguida coloquei o recheio no interior das abóboras. Num prato de ir ao forno deitei o resto do molho de tomate e acrescentei um pouco de vinho branco. Coloquei as patissons e reguei tudo com um fio de azeite. Foram ao forno a cozer cerca de 40 minutos a 180ºC.
Para acompanhar fiz um puré com batata normal e batata doce (variedade italiana) a que juntei também uma colher de chá de curcuma. No final desfiz os tubérculos com a ajuda de um pouco de azeite e de leite magro. Adicionei, por último, noz-moscada ralada no momento.
domingo, 12 de agosto de 2012
Muito ... obrigada
Hoje é um dia especial. Até agora todos os dias 12 de Agosto foram sempre dias com direito a bolo de festa. De amêndoa, com muito açúcar, muitos ovos, tudo muito ... Este ano esses bolos apenas existirão neste espaço virtual, na forma de um quadro em ponto cruz que foi feito para mim por uma pessoa especial a quem agradecerei sempre a forma (muito) carinhosa como tem cuidado de todos nós no último ano. Um muito obrigada de TODOS.
sábado, 11 de agosto de 2012
Pimentos de Málaga grelhados com salada de grão e atum
Refeições ligeiras para o final de um dia de calor, quando a luminosidade cria nos pratos sombras que se alongam cada vez mais até desaparecerem.
A salada de grão já estava pronta. Faltava apenas alguma cor e brilho. Estes chegaram através dos pimentos de málaga grelhados numa placa ligeiramente untada de azeite. O processo é rápido. Têm uma grande vantagem em relação aos pimentos de Padrón. Com estes não temos surpresas. São suaves e mesmo a pele pode ser ingerida sem problemas. No final, salpiquei-os de flor-de-sal.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Creme dois sabores: amêndoa amarga e chocolate
Fiquei na dúvida sobre o nome que deveria atribuir a esta sobremesa. Optei por creme dois sabores, embora na verdade tenha três, uma vez que os morangos participam de forma activa na mistura e são eles os responsáveis pela união dos outros dois. Também não a poderia designar por gelatina uma vez que não ficou com uma consistência firme. Apenas mais espessa. Mas afinal o que importa o nome ...
A base foi um pote de 500 gr iogurte magro da PURNATUR. Sem querer fazer publicidade o sabor deste iogurte é muito agradável e tem uma boa consistência para fazer sobremesas. Dividi-o por duas taças. A cada uma delas juntei 1 colher de sobremesa de geleia de agave e metade do liquido resultante da dissolução em água morna de 3 folhas de gelatina. Depois, na primeira adicionei 1 cálice de licor de amêndoa amarga e na segunda cerca de 80 gr de chocolate preto derretido. Bati com as varas para obter um creme. No caso do chocolate, devido à diferença de temperatura, este fica em flocos, o que torna a consistência agradável.
Coloquei em copos de vidro, intervalando os dois cremes com morangos pequenos biológicos, neste caso bastante doces. Levei ao frigorífico até à hora da refeição para o creme prender um pouco. Para mim esteve perfeito.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Soufflé de legumes
Todos temos os nossos pontos fracos. Para mim os soufflés são um desses pontos fracos em termos gastronómicos. Por eles estou disponível a alterar as minhas prioridades. E foi assim que aconteceu, no meio de uma semana que ainda não é de férias. A perspectiva de um soufflés de legumes com uma crosta tostada fez-me alterar os planos de trabalho. Claro que a responsável por esta subversão foi mais uma vez a Ana, conhecedora desta minha fraqueza que serviu de motivo para um almoço em casa do meu pai.
Segue-se a receita do dito soufflé contada em directo pela autora:
Começar por fazer um refogado com azeite, 1 cebola e 2 dentes de alhos muito picados. untar-lhe 60 gr de farinha e 2,5 dl de leite mexendo sempre até formar um creme. De seguida adicionar 3 dl da água de cozer os legumes e 5 gemas, uma a uma, envolvendo tudo bem. Temperar com sal e pimenta,
À parte, cozer os legumes (cenouras aos quadradinhos pequenos, feijão verde como se fosse para sopa e espargos verdes frescos também cortados) em separado em água temperada com sal. Devem depois ser bem escorridos. Adicionam-se ao creme e no fim junta-se também as 5 claras batidas em castelo firme. Envolve-se suavemente e coloca-se num pirex barrado com manteiga. Cobre-se com queijo ralado e vai ao forno a 180ºC durante cerca de 60 minutos, tendo o cuidado de não abrir o forno.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Salada de batatas (Cádiz)
Às vezes não sabemos explicar o motivo de gostarmos tanto de algumas cidades. O que nos prende a locais onde apenas estivemos alguns dias, que aparentemente em nada contribuíram para modificar a nossa vida. Isso acontece-me com Cádiz. Não tenho memórias particulares desta cidade, mas só de pensar nela sou envolvida por uma imensa sensação de bem estar, associada a uma ideia de regresso a um outro período histórico (Descobertas), esperando a cada momento ver aparecer uma nau no horizonte. Talvez os romances de Artur Pérez Revertè, muitos deles passados em Cádiz, tenham contribuído para o idealizar desta atmosfera e destes olhares parados no tempo. Recordo a enorme árvore da borracha que espalha raízes e ramos junto a uma praia, os mosquitos que ao anoitecer surgem como nuvens, prontos a investir em qualquer pedaço pequeno de pele deixado a descoberto, escuto o vento que ao sobrar atravessa a malha urbana. Também não esqueço os jantares de peixe frito, comprado em cartuxos de papel que depois se abriam em cima das mesas, acompanhados de uma caña fresca.Dias que foram de início de outono mas que ainda pareceram verão.
Foi por tudo isto que surgiu a vontade de voltar a fazer uma salada de batata. Humilde nos ingredientes e no modo de preparação, porém agradável ao paladar e sinal de boas vindas seja no restaurante mais simples como no mais sofisticado. Não ficou exactamente igual às que comi em Cádiz. Isso dever-se-á à qualidade das batatas e também ao azeite no qual não fui tão pródiga como deveria ter sido.
Comecei por cozer batatas com pele, de preferência novas, em água com sal. Cozeram cerca de 25 a 30 minutos. Depois deixei-as outros 30 minutos dentro de água. Só a seguir as retirei e coloquei num passador a escorrer outra meia hora. Findo este tempo tirei-lhes a pele e cortei-as às fatias. As que eu me recordo de comer, em Cádiz, desfaziam-se. Estas ficaram bastante inteiras o que julgo dever-se á qualidade das batatas. Como tempero utilizei 1 cebola pequena picada e um pouco de salsa também bem picada. Juntei vinagre de Jeréz e só por último o azeite.
De acordo com a tradição devem ser servidas à temperatura ambiente, sem passarem pelo frigorífico.
Foi por tudo isto que surgiu a vontade de voltar a fazer uma salada de batata. Humilde nos ingredientes e no modo de preparação, porém agradável ao paladar e sinal de boas vindas seja no restaurante mais simples como no mais sofisticado. Não ficou exactamente igual às que comi em Cádiz. Isso dever-se-á à qualidade das batatas e também ao azeite no qual não fui tão pródiga como deveria ter sido.
Comecei por cozer batatas com pele, de preferência novas, em água com sal. Cozeram cerca de 25 a 30 minutos. Depois deixei-as outros 30 minutos dentro de água. Só a seguir as retirei e coloquei num passador a escorrer outra meia hora. Findo este tempo tirei-lhes a pele e cortei-as às fatias. As que eu me recordo de comer, em Cádiz, desfaziam-se. Estas ficaram bastante inteiras o que julgo dever-se á qualidade das batatas. Como tempero utilizei 1 cebola pequena picada e um pouco de salsa também bem picada. Juntei vinagre de Jeréz e só por último o azeite.
De acordo com a tradição devem ser servidas à temperatura ambiente, sem passarem pelo frigorífico.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Pães recheados de espinafres e sardinhas
Esta receita encontrei-a num antigo número da revista Règal. Pareceu-me simples de fazer e uma opção agradável para mais um jantar de verão no terraço.
Comecei por preparar a massa com 250 g de farinha, deitando numa cova que abri ao centro 1 pacote de fermento de padeiro seco (9 gr), 15 cl de água morna, sal refinado, açúcar (1 colher de café) e um fio de azeite. Amassei bem até despegar nas paredes da tigela e depois deixei levedar 1h e 30m, coberta por um pano.
A seguir achatei a massa dando-lhe a forma de um círculo e cortei-a em quatro bocados iguais. Cada um deles foi depois "aberto" com a palma da mão de modo a formar um outro círculo mais pequeno, onde coloquei folhas de espinafres, cebola roxa às fatias e uma sardinha sem pele nem espinhas. Fechei a massa de modo a ficar com uma bola semelhante a um pão. Por cima, coloquei grãos de pimenta rosa partidos, que enterrei um pouco na massa para ficarem presos. Levei ao forno cerca de 15 minutos a 180ºC, isto é o tempo necessário para começarem a alourar.
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