quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Notas de férias - Rio 3


Um dos meus locais preferidos no Rio é a Cafetaria Colombo do Forte de Copacabana, com origem na tradicional pastelaria do centro histórico, que desta vez não visitei. Os gelados para além de dimensões monumentais eram de uma qualidade excelente e o local extremamente aprazível. Um pequeno paraíso.





quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Notas de férias - Rio 2


Nas últimas vezes que tenho ido ao Rio reservo sempre meio dia para visitar uma certa loja em Ipanema. A desculpa é sempre a mesma, interesse geológico. Vou sozinha, com todo o tempo e cumprindo os rituais impostos. É nesse local que faço as minhas grandes ou pequenas compras. Objectos que depois me irão fazer recordar a viagem. Desta vez trouxe comigo algumas das cores do Brasil.

Como recordação também ficam as sardinhas panadas comidas na praia de Copacabana num dos bares do ponto 6. Regadas com lima são deliciosas. Claro que a acompanhá-las o mais adequado é um chope. Desta vez, descobri o chope preto da Brahma que achei excepcional.


 À noite, fomos muitas vezes a um restaurante pertencente a uma cadeia de botequins - Belmonte. Come-se muito bem. Podemos optar por diferentes tipos de refeições. No primeiro dia fui para as empadas fechadas e abertas, de galinha, de camarão com queijo catupiry e de siri. Também provei bolinho de aipim e bolinho de aipim com carne seca. Quando estou no Brasil aproveito para matar saudades do guaraná, que neste caso foi o acompanhante da refeição. Talvez não tivesse sido a melhor opção, mas acontece que o guaraná que se bebe no Brasil é muito melhor que aquele que se vende em Portugal, embora a marca seja a mesma.



terça-feira, 9 de outubro de 2012

Notas de férias - Rio 1


 Este ano os dias de descanso tardaram em chegar. Só quando setembro já estava a terminar é que foi o momento de ir praia. Desta vez em paragens longínquas, no Brasil. Primeiro no Rio de Janeiro e depois em Santos, esta última fase já com uma componente de trabalho. Foram quinze dias de ausência em relação aos quais deixarei algumas notas nos próximos dias.

Como o Rio foi um revisitar, fiz um roteiro que pouco teve de turístico. Isto não significa que a água de côco, tomada nas esplanadas de praia, ou mesmo no areal, não estivesse presente várias vezes ao dia. Aliás, gosto das comidas de rua, das quese  vendem em carrinhos, ou dos petiscos que se podem comer nas esplanadas e botecos. Apenas lamento não ter ido a nenhuma feira nordestina para comer crepes de tapioca. Foi um desejo que nunca consegui concretizar.



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Bacalhau fresco confitado


Descobri que a Iglo vende umas postas de bacalhau fresco congelado, mas que estiveram em salmoura. Resolvi experimentá-las com esta receita inspirada no Chefe Airoldi.

Assim, comecei por descongelar o bacalhau, infelizmente muito pouco, e colocar as postas em azeite, bagas de zimbro, folhas de louro e alho. Deixei algumas horas no frigorífico. Depois levei ao lume, muito baixo, e com a pele do bacalhau para baixo, durante cerca de 20 minutos. Como a frigideira de barro em que fiz não permitia colocar mais azeite optei por ir regando o peixe com colheradas deste liquido à medida que cozia. O segredo está na lentidão do processo.

Claro que o excesso de azeite foi depois aproveitado para outros fins. Nada foi desperdiçado. Acompanhei o bacalhau com um puré de batata.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Robalo assado com orégãos e limão


Nos últimos tempos tenho comido mais peixe que carne. Muitas vezes, sem darmos conta introduzimos algumas alterações na nossa dieta diária. Penso ser a necessidade de variabilidade que nos faz passar ao longo do tempo por vários ciclos gastronómicos e isso fica testemunhado nos nosses blogues.

A forma de preparação deste robalo foi muito simples. Temperei-o de sal e coloquei umas rodelas de montanheira de porco preto dentro da barriga, nas guelras e nos cortes. Os pedacinhos que sobraram, porque a quantidade não era muita, coloquei-os sobre as batatas que foram cortadas muito finas. Entre as fatias de batata coloquei algumas rodelas de limão. Temperei as batatas com um pouco de sal e salpiquei todo o prato com orégãos secos. Por fim, um fio de azeite deu-lhe um pouco de brilho.

O principal problema que se colocava era as batatas assarem e o peixe não ficar seco. Um equilíbrio difícil de conseguir. Talvez o ideal fosse assar as batatas com a disposição em que estão durante uns 15 minutos e depois colocar o peixe no centro e assar mais 20 minutos. Na verdade, não foi isto que fiz. Mas apesar disso posso afirmar que o robalo ficou muito bom.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

As panquecas

Andava há meses a sonhar com umas panquecas. Fui adiando a concretização deste sonho porque estava certa que, a seguir, as iria devorar de forma rápida e insensata. Assim foi. Simples, com açúcar e canela, com requeijão, com doce de cereja. As variações só tiveram como limite o número de panquecas. É por tudo isto que só de forma espassada posso fazer panquecas.

Para contar, resta apenas a receita cujo resultado foi exatamente o sonhado. Encontrei-a num livro que gosto muito - Os Doces da Io.

250 g de farinha
2 colheres de chá de fermento
25 g de açúcar
50 g de manteiga derretida
2 ovos
2,5 dl de leite
Casca ralada de 1 limão
Sal fino

"Numa tigela, juntar a farinha, o açúcar, o fermento, a casca ralada do limão e as gemas. Com as varinhas, misturar e ir juntando o leite aos poucos e depois a manteiga derretida. bater as claras em castelo com uma pitada de sal. Incorporar as claras delicadamente ao preparado anterior, com movimentos de baixo para cima. Deixe descansar no frigorífico pelo menos 30 minutos.
Untar uma frigideira pequena. Deitar uma colherada para cada panqueca. Deixar alourar dos dois lados. Guardá-las num guardanapo, tapando-as para não arrefecerem.
Servir ainda quentes (frias já não interessam) com queijo fresco batido e mel, ou estilo brunch, com ovo estrelado, queijo e fiambre".


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Creme de amoras

Na sequência de outras sobremesas inofensivas resolvi fazer este creme de amora. Chamo-lhe creme porque coloquei uma quantidade insuficiente de gelatina que apenas deixou a base com uma consistência mais espessa.

Para o preparar utilizei iogurte magro, amoras e açúcar amarelo apenas em quantidade suficiente para disfarçar a acidez das amoras (neste caso). Bati tudo no copo misturador e a seguir juntei duas folhas de gelatina dissolvidas num pouco de água. na altura de servir coloquei por cima lascas de amêndoa torrada.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Cascas de batatas fritas


Começa a ser frequente os restaurantes, em Oeiras, oferecerem nas suas listas uma entrada de csacas de batatas fritas. Já algumas vezes provei, com uma certa reserva, por não saber a origem das batatas. Por isso, hoje resolvi experimentar em casa com batastas de origem biológica que foram lavadas e escovadas uma a uma. Quanto ao resto foi apenas o básico do processo de fritar batatas. Poderia eventualmente ter deixado um pouco mais de polpa.

sábado, 18 de agosto de 2012

O chá - Do Oriente ao Ocidente (Exposição no Museu do Oriente)


Hoje concretizou-se o desejo de visitar a exposição sobre o chá que está no Museu do Oriente em Lisboa. Foi de lá que vieram estas fotografias, tiradas sem flash como as normas obrigam. Aqui ficam como registo e reflexão.


Bebe o teu chá lenta e reverentemente,
como se fora ele que faz girar o mundo:
lentamente, serenamente,
sem te precipitares para o futuro

TCHICH NAT HAN


Bebe-se chá para esquecer o contínuo barulho do mundo

TIEN YIHENG


- Queres chá?
- Não, quero romance. Quero música. Quero amor e beleza.
- A sério que não queres chá?

WOODY ALLEN


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Iogurte, frutas e gelatina


Achei que a melhor forma de terminar um jantar de tapas era preparar uma sobremesa variada e inofensiva. Para isso tomei como base 1 kg de iogurte magro que dividi em 4 tigela. A uma adicionei chocolate preto fundido, a outra polpa de maracujá, a outra licor de amêndoa amarga, e, à última essência de baunilha. Temperei-as de forma parcimoniosa com geleia de agave e adicionei o equivalente a 1 colher de chá de agar agar previamente demolhado e fervido num pouco de água durante 2 minutos. Como frutas tinha disponível amoras, framboesas, nectarinas e maracujá.  Depois foi só pegar em copos de vidro diferentes e fazer várias composições.