segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Notas de viagem - Santos 6

 Esta é a última entrada da presente série - notas de viagem. Algumas outras iguarias ficaram na memória, mas acabaram por não ter registo visual. Estou a pensar num bolo recheado com chantilly e côco fresco, numa muqueca de camarão, ou mesmo numa taça de canjica. Em Santos, a melhor refeição talvez tenha sido realizada no restaurante que corresponde a estas fotografias, o Bistrô Estação. Na actualidade é um restaurante escola que pertence à Unisantos. Por isso, há preocupações extra com o serviço.

O ambiente era muito agradável e decoração interessante. Gostei do candeeiro com peças de um serviço de chá em porcelana branca, mas existiam uma série de outros detalhes. O edifício era uma antiga estação de eléctricos, que foi agora recuperada. Registo, pela excelente qualidade, o pudim de pão que comemos à sobremesa. Muito bom. Quase se assemelhava ao pudim à Abade Priscos. Untuoso quanto baste e doce sem ser enjoativo.


sábado, 13 de outubro de 2012

Notas de viagem - Santos 5

 Como referi antes nem só de descanso se caracterizaram estes dias. Também houve trabalho, que neste caso esteve relacionado com a história de Santos. Antes de ir tinha recolhido informações e sabia que não poderia perder uma visita à Bolsa de Café e um passeio no bomde turístico, ambos no centro histórico de Santos. Se ainda existe muito para recuperar nesta cidade pujante de actividade, não há dúvida que também há uma atmosfera que remete para o passado e nos faz imaginar com relativa facilidade o período pré-independência. Recordar José Bonifácio no lugar onde nasceu e se encontra enterrado foi uma emoção. Pensar na importância económica e social do ciclo do café. Ler o local e ao mesmo tempo ler num livro episódios importantes de uma história partilhada. Foi assim que olhei para Santos. Um olhar distinto daquele que tive no Rio.



A Bolsa de Café é um edifício magnífico que inclui uma cafetaria onde se podem saborear diversos tipos de cafés. E comprar também. O must é um café que foi antes deglutido, em grão, por um determinado tipo de pássaros, que durante a digestão apenas conseguem desgastar uma parte da cotícula superficial e que depois ao ser expelido com as fezes é aproveitado, limpo e utilizado para preparar café. Os bolos que servam também são muito baseado no café, nomeadamente na mistura de chocolate com café.



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Notas de férias - Rio 4



Mais um gelado na Colombo do Forte. O ùltimo. Numa tarde em as nuvens se adensaram a prometer chuva forte. Cores pesadas a recordar índices elevados de humidade e o barulho constante da rebentação que nos acompanhou durante uma semana. Por vezes, forte e acompanhado de vento. São assim os climas tropicais.



quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Notas de férias - Rio 3


Um dos meus locais preferidos no Rio é a Cafetaria Colombo do Forte de Copacabana, com origem na tradicional pastelaria do centro histórico, que desta vez não visitei. Os gelados para além de dimensões monumentais eram de uma qualidade excelente e o local extremamente aprazível. Um pequeno paraíso.





quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Notas de férias - Rio 2


Nas últimas vezes que tenho ido ao Rio reservo sempre meio dia para visitar uma certa loja em Ipanema. A desculpa é sempre a mesma, interesse geológico. Vou sozinha, com todo o tempo e cumprindo os rituais impostos. É nesse local que faço as minhas grandes ou pequenas compras. Objectos que depois me irão fazer recordar a viagem. Desta vez trouxe comigo algumas das cores do Brasil.

Como recordação também ficam as sardinhas panadas comidas na praia de Copacabana num dos bares do ponto 6. Regadas com lima são deliciosas. Claro que a acompanhá-las o mais adequado é um chope. Desta vez, descobri o chope preto da Brahma que achei excepcional.


 À noite, fomos muitas vezes a um restaurante pertencente a uma cadeia de botequins - Belmonte. Come-se muito bem. Podemos optar por diferentes tipos de refeições. No primeiro dia fui para as empadas fechadas e abertas, de galinha, de camarão com queijo catupiry e de siri. Também provei bolinho de aipim e bolinho de aipim com carne seca. Quando estou no Brasil aproveito para matar saudades do guaraná, que neste caso foi o acompanhante da refeição. Talvez não tivesse sido a melhor opção, mas acontece que o guaraná que se bebe no Brasil é muito melhor que aquele que se vende em Portugal, embora a marca seja a mesma.



terça-feira, 9 de outubro de 2012

Notas de férias - Rio 1


 Este ano os dias de descanso tardaram em chegar. Só quando setembro já estava a terminar é que foi o momento de ir praia. Desta vez em paragens longínquas, no Brasil. Primeiro no Rio de Janeiro e depois em Santos, esta última fase já com uma componente de trabalho. Foram quinze dias de ausência em relação aos quais deixarei algumas notas nos próximos dias.

Como o Rio foi um revisitar, fiz um roteiro que pouco teve de turístico. Isto não significa que a água de côco, tomada nas esplanadas de praia, ou mesmo no areal, não estivesse presente várias vezes ao dia. Aliás, gosto das comidas de rua, das quese  vendem em carrinhos, ou dos petiscos que se podem comer nas esplanadas e botecos. Apenas lamento não ter ido a nenhuma feira nordestina para comer crepes de tapioca. Foi um desejo que nunca consegui concretizar.



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Bacalhau fresco confitado


Descobri que a Iglo vende umas postas de bacalhau fresco congelado, mas que estiveram em salmoura. Resolvi experimentá-las com esta receita inspirada no Chefe Airoldi.

Assim, comecei por descongelar o bacalhau, infelizmente muito pouco, e colocar as postas em azeite, bagas de zimbro, folhas de louro e alho. Deixei algumas horas no frigorífico. Depois levei ao lume, muito baixo, e com a pele do bacalhau para baixo, durante cerca de 20 minutos. Como a frigideira de barro em que fiz não permitia colocar mais azeite optei por ir regando o peixe com colheradas deste liquido à medida que cozia. O segredo está na lentidão do processo.

Claro que o excesso de azeite foi depois aproveitado para outros fins. Nada foi desperdiçado. Acompanhei o bacalhau com um puré de batata.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Robalo assado com orégãos e limão


Nos últimos tempos tenho comido mais peixe que carne. Muitas vezes, sem darmos conta introduzimos algumas alterações na nossa dieta diária. Penso ser a necessidade de variabilidade que nos faz passar ao longo do tempo por vários ciclos gastronómicos e isso fica testemunhado nos nosses blogues.

A forma de preparação deste robalo foi muito simples. Temperei-o de sal e coloquei umas rodelas de montanheira de porco preto dentro da barriga, nas guelras e nos cortes. Os pedacinhos que sobraram, porque a quantidade não era muita, coloquei-os sobre as batatas que foram cortadas muito finas. Entre as fatias de batata coloquei algumas rodelas de limão. Temperei as batatas com um pouco de sal e salpiquei todo o prato com orégãos secos. Por fim, um fio de azeite deu-lhe um pouco de brilho.

O principal problema que se colocava era as batatas assarem e o peixe não ficar seco. Um equilíbrio difícil de conseguir. Talvez o ideal fosse assar as batatas com a disposição em que estão durante uns 15 minutos e depois colocar o peixe no centro e assar mais 20 minutos. Na verdade, não foi isto que fiz. Mas apesar disso posso afirmar que o robalo ficou muito bom.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

As panquecas

Andava há meses a sonhar com umas panquecas. Fui adiando a concretização deste sonho porque estava certa que, a seguir, as iria devorar de forma rápida e insensata. Assim foi. Simples, com açúcar e canela, com requeijão, com doce de cereja. As variações só tiveram como limite o número de panquecas. É por tudo isto que só de forma espassada posso fazer panquecas.

Para contar, resta apenas a receita cujo resultado foi exatamente o sonhado. Encontrei-a num livro que gosto muito - Os Doces da Io.

250 g de farinha
2 colheres de chá de fermento
25 g de açúcar
50 g de manteiga derretida
2 ovos
2,5 dl de leite
Casca ralada de 1 limão
Sal fino

"Numa tigela, juntar a farinha, o açúcar, o fermento, a casca ralada do limão e as gemas. Com as varinhas, misturar e ir juntando o leite aos poucos e depois a manteiga derretida. bater as claras em castelo com uma pitada de sal. Incorporar as claras delicadamente ao preparado anterior, com movimentos de baixo para cima. Deixe descansar no frigorífico pelo menos 30 minutos.
Untar uma frigideira pequena. Deitar uma colherada para cada panqueca. Deixar alourar dos dois lados. Guardá-las num guardanapo, tapando-as para não arrefecerem.
Servir ainda quentes (frias já não interessam) com queijo fresco batido e mel, ou estilo brunch, com ovo estrelado, queijo e fiambre".


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Creme de amoras

Na sequência de outras sobremesas inofensivas resolvi fazer este creme de amora. Chamo-lhe creme porque coloquei uma quantidade insuficiente de gelatina que apenas deixou a base com uma consistência mais espessa.

Para o preparar utilizei iogurte magro, amoras e açúcar amarelo apenas em quantidade suficiente para disfarçar a acidez das amoras (neste caso). Bati tudo no copo misturador e a seguir juntei duas folhas de gelatina dissolvidas num pouco de água. na altura de servir coloquei por cima lascas de amêndoa torrada.