quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Bolo prestígio

 
Quando no início do mês estive em Porto Alegre tive oportunidade de provar e nalguns casos de olhar para monstras de casas de chá e pastelarias onde se destacavam bolos monumentais, como a torta Marta Rocha ou o bolo de côco queimado com ameixa. O bolo prestígio também faz parte dessa doçaria que mistura com mestria produtos tropicais, com tradições europeias.
 
Até decidir-me pela receita que iria fazer fiz várias consultas na internet, acabando por optar pela proposta de Isamara Amâncio  Ao princípio pensei que a calda fosse um excesso. Porém, depois de fazer a massa do bolo apercebi-me que era um elemento muito importante para o sucesso da receita. Apenas mudei a cobertura. Como gosto de chocolate preto resolvi fazer uma ganache com um tablette de chocolate (70%) da Lindt derretido em banho maria com um pouco 1/2 pacote de natas e um pouco de vinho do Porto.
 
Como se podem aperceber ficou um bolo enorme. Decorei-o com fios de ovos e com bagas de granberries.



terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Natal branco e prata

 
 
Todos os anos a mesa de Natal tem cor e elementos distintos. Não resulta de qualquer planificação prévia. Simplesmente acontece em consequência do estado de alma que preside ao momento da repectiva feitura. Este ano aconteceu ser branca e prata, com pequenos apontamentos de azul fornecidos pelos pratos da Cozinha Velha.
 
 



sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Regressar a um Guaíba que já deixou de ser rio

 
 
Por estes dias tive oportunidade de regressar a uma cidade onde vivi alguns anos. Nestas ocasiões é  inevitável pensar se as nossa memórias irão ser muito afectadas, quiçá abaladas, e talvez até fosse melhor deixá-las como estão. Não retornar. Quere-se e não se quere. Foi no meio deste dilema que aterrei num fim de tarde em Porto Alegre no Rio Grande do Sul (Brasil). Ali estava o rio Guaíba e uma cidade maior, mas com os mesmos traços identitários. As mudanças acabaram por não ferir as memórias. Reavivaram-nas. Foi bom chegar a uma universidade onde alguém me recebeu de braços abertos e me disse estás na tua cidade.
 
Gostei de descobrir que o Guaíba não é mais um rio. Agora é um lago, assim o dizem os geólogos e geógrafos. Mudança que parece simples, mas não é. Está a gerar alterações na relação dos gaúchos com esta mancha liquida enorme. Ofereceram-me um livro com a explicação científica e tive a sorte de falar com um dos investigadores envolvidos no estudo. Faltou tempo para conversar, mais e mais, sobre a cultura pampeira, enquanto se poderia beber um chimarrão.

 
 

 



Um dos locais a visitar foi o mercado municipal e as bancas de produtos coloniais. Foi numa delas que comprei uma cuía, respetiva bomba e ainda uma bolsa para carregar todos os apetrechos para o chimarrão, incluindo a garrafa térmica. Este tinha sido um pedido de alguém que nunca tinha provado chimarrão. O pedido foi concedido e a cuía já está em uso com sucesso. Agora só falta encontrar um local em Lisboa que me permita comprar erva mate.

Quanto a doces comi umas tortas fantásticas, como a de chocolate recheada com côco, ou o bolo Marta Rocha. Há ainda a torta (bolo) de ameixa com côco queimado e muitos outros, que retratam uma fusão de culturas, italiana, alemã, portuguesa e outras, que foi capaz de gerar uma pastelaria de excelência. Um Brasil onde o chocolate é rei.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Notas de viagem - Santos 6

 Esta é a última entrada da presente série - notas de viagem. Algumas outras iguarias ficaram na memória, mas acabaram por não ter registo visual. Estou a pensar num bolo recheado com chantilly e côco fresco, numa muqueca de camarão, ou mesmo numa taça de canjica. Em Santos, a melhor refeição talvez tenha sido realizada no restaurante que corresponde a estas fotografias, o Bistrô Estação. Na actualidade é um restaurante escola que pertence à Unisantos. Por isso, há preocupações extra com o serviço.

O ambiente era muito agradável e decoração interessante. Gostei do candeeiro com peças de um serviço de chá em porcelana branca, mas existiam uma série de outros detalhes. O edifício era uma antiga estação de eléctricos, que foi agora recuperada. Registo, pela excelente qualidade, o pudim de pão que comemos à sobremesa. Muito bom. Quase se assemelhava ao pudim à Abade Priscos. Untuoso quanto baste e doce sem ser enjoativo.


sábado, 13 de outubro de 2012

Notas de viagem - Santos 5

 Como referi antes nem só de descanso se caracterizaram estes dias. Também houve trabalho, que neste caso esteve relacionado com a história de Santos. Antes de ir tinha recolhido informações e sabia que não poderia perder uma visita à Bolsa de Café e um passeio no bomde turístico, ambos no centro histórico de Santos. Se ainda existe muito para recuperar nesta cidade pujante de actividade, não há dúvida que também há uma atmosfera que remete para o passado e nos faz imaginar com relativa facilidade o período pré-independência. Recordar José Bonifácio no lugar onde nasceu e se encontra enterrado foi uma emoção. Pensar na importância económica e social do ciclo do café. Ler o local e ao mesmo tempo ler num livro episódios importantes de uma história partilhada. Foi assim que olhei para Santos. Um olhar distinto daquele que tive no Rio.



A Bolsa de Café é um edifício magnífico que inclui uma cafetaria onde se podem saborear diversos tipos de cafés. E comprar também. O must é um café que foi antes deglutido, em grão, por um determinado tipo de pássaros, que durante a digestão apenas conseguem desgastar uma parte da cotícula superficial e que depois ao ser expelido com as fezes é aproveitado, limpo e utilizado para preparar café. Os bolos que servam também são muito baseado no café, nomeadamente na mistura de chocolate com café.



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Notas de férias - Rio 4



Mais um gelado na Colombo do Forte. O ùltimo. Numa tarde em as nuvens se adensaram a prometer chuva forte. Cores pesadas a recordar índices elevados de humidade e o barulho constante da rebentação que nos acompanhou durante uma semana. Por vezes, forte e acompanhado de vento. São assim os climas tropicais.



quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Notas de férias - Rio 3


Um dos meus locais preferidos no Rio é a Cafetaria Colombo do Forte de Copacabana, com origem na tradicional pastelaria do centro histórico, que desta vez não visitei. Os gelados para além de dimensões monumentais eram de uma qualidade excelente e o local extremamente aprazível. Um pequeno paraíso.





quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Notas de férias - Rio 2


Nas últimas vezes que tenho ido ao Rio reservo sempre meio dia para visitar uma certa loja em Ipanema. A desculpa é sempre a mesma, interesse geológico. Vou sozinha, com todo o tempo e cumprindo os rituais impostos. É nesse local que faço as minhas grandes ou pequenas compras. Objectos que depois me irão fazer recordar a viagem. Desta vez trouxe comigo algumas das cores do Brasil.

Como recordação também ficam as sardinhas panadas comidas na praia de Copacabana num dos bares do ponto 6. Regadas com lima são deliciosas. Claro que a acompanhá-las o mais adequado é um chope. Desta vez, descobri o chope preto da Brahma que achei excepcional.


 À noite, fomos muitas vezes a um restaurante pertencente a uma cadeia de botequins - Belmonte. Come-se muito bem. Podemos optar por diferentes tipos de refeições. No primeiro dia fui para as empadas fechadas e abertas, de galinha, de camarão com queijo catupiry e de siri. Também provei bolinho de aipim e bolinho de aipim com carne seca. Quando estou no Brasil aproveito para matar saudades do guaraná, que neste caso foi o acompanhante da refeição. Talvez não tivesse sido a melhor opção, mas acontece que o guaraná que se bebe no Brasil é muito melhor que aquele que se vende em Portugal, embora a marca seja a mesma.



terça-feira, 9 de outubro de 2012

Notas de férias - Rio 1


 Este ano os dias de descanso tardaram em chegar. Só quando setembro já estava a terminar é que foi o momento de ir praia. Desta vez em paragens longínquas, no Brasil. Primeiro no Rio de Janeiro e depois em Santos, esta última fase já com uma componente de trabalho. Foram quinze dias de ausência em relação aos quais deixarei algumas notas nos próximos dias.

Como o Rio foi um revisitar, fiz um roteiro que pouco teve de turístico. Isto não significa que a água de côco, tomada nas esplanadas de praia, ou mesmo no areal, não estivesse presente várias vezes ao dia. Aliás, gosto das comidas de rua, das quese  vendem em carrinhos, ou dos petiscos que se podem comer nas esplanadas e botecos. Apenas lamento não ter ido a nenhuma feira nordestina para comer crepes de tapioca. Foi um desejo que nunca consegui concretizar.



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Bacalhau fresco confitado


Descobri que a Iglo vende umas postas de bacalhau fresco congelado, mas que estiveram em salmoura. Resolvi experimentá-las com esta receita inspirada no Chefe Airoldi.

Assim, comecei por descongelar o bacalhau, infelizmente muito pouco, e colocar as postas em azeite, bagas de zimbro, folhas de louro e alho. Deixei algumas horas no frigorífico. Depois levei ao lume, muito baixo, e com a pele do bacalhau para baixo, durante cerca de 20 minutos. Como a frigideira de barro em que fiz não permitia colocar mais azeite optei por ir regando o peixe com colheradas deste liquido à medida que cozia. O segredo está na lentidão do processo.

Claro que o excesso de azeite foi depois aproveitado para outros fins. Nada foi desperdiçado. Acompanhei o bacalhau com um puré de batata.