quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Flores de chocolate
Estas flores de chocolate não corresponderam à expectativa inicial. Apenas por persistência da A. foram salvas do caixote do lixo.
Tudo aconteceu por culpa minha que resolvi derreter o chocolate no microondas. Quando comecei a acrescentar um pouco de natas ao chocolate aconteceu qualquer mudança de estado físico, porque deixei de ter um creme sedoso, para passar a ter um granulado baço e pegachoso. Mesmo assim desenhei uns círculos de chocolate sobre papel sulfurizado e enfiei-lhes um espeto de madeira. Para decorar utilizei umas amêndoas torradas. Passado pouco tempo começo a observar o aparecimento de um líquido incolor à volta das rodelas de chocolate. Foi o momento de pensar que o insucesso era total.
Porém, no dia seguinte eles lá estavam as flores como a fotografia demonstra. A A. lembrou-se de as colocar num copo com açúcar. E o mais espantoso é que estas flores de chocolate estavam muito gostosas. Agora quanto à receita só lhes posso contar o que aconteceu e penso que só por novo acidente os conseguirei voltar a fazer com este aspecto.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Côcos de camarão
Muitas vezes quando se tiram as fotografias já estamos cansada e apressadas, porque chegou a hora da refeição e há que chamar família e amigos. Depois fica-se com pena de não ter tido mais cuidado. Bastava um pouco mais de tempo e teríamos conseguido um ângulo melhor.
Senti isso com as fotografias destes côcos de camarão que são sem sombra de dúvidas a melhor receita de entrada/peixe que consigo fazer. Dão um pouco de trabalho, por isso não os faço com frequência. A receita herdei-a da minha mãe, juntamente com uma caixa cheia de côcos partidos ao meio que são depois revestidos de alface antes de se lhes colocar o creme no interior. Foi sempre um prato feito em ocasiões especiais, por isso achei que os deveria fazer para o almoço de Ano Novo.
Para a sua preparação precisamos de:
1 kg de camarão cru
100 g de manteiga
1/2 l de leite de côco
1/2 kg de tomate maduro
1 colher de sopa de natas
sal q.b.
piri-piri
louro
Começa-se por cozer o camarão em água com bastante sal durante 5 minutos. . Deixam-se arrefecer um pouco dentro de água e depois descascam-se. À parte, juntam-se as cabeças e cascas a 1/2 litro de leite de côco.
Num outro tacho leva-se ao lume uma cebola grande picada e 100 g de manteiga. Tapa-se o tacho e deixa-se a cebola amolecer. Junta-se depois o tomate sem pele e sem grainhas, cortado aos bocadinhos, uma folha de louro e o piri-piri. Deixa-se cozinhar durante 15 minutos. A seguir adiciona-se a este molho as cascas de camarão com o leite de côco e deixa-se ferver mais 10 minutos. Durante este período devem calcar-se as cascas e as cabeças com uma colher de pau para libertarem todos os sucos.
Passa-se então pelo passe-vite esta mistura, para obter um molho a que se juntam os camarões. Esta parte é a mais cansativa, mas o passe vite contínua a ser o instrumento ideal para este processo. Adiciona-se uma colher de natas e caso seja necessário podemos engrossar o molho com um pouco de farinha de amido desfeita previamente em leite. O creme deverá ter uma consistência espessa a ser servido quente em metades de côco forradas com alface. A minha mãe gostava ainda de colocar os côcos dentro de uma espécie de flor feita de repolho roxo. Para terminar posso apenas dizer que o sabor concentrado e aveludado é fantástico. Nota: esta dose dá cerca de 6 côcos.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
As cores do novo ano
O amarelo e o verde claros foram os tons da mesa do ano novo. Profusão de dourados que procuram anunciar de forma simbólica desejos preciosos, tal como este metal. Não só os que se pagam com euros, mas principalmente os outros. Também as uvas e as romãs se associaram a este simbolismo.
Ao mesmo tempo, foi também uma mensagem de humor necessária para enfrentar tempos em que só se houve falar de crise. Pois, nesta mesa de ano novo, decidi que os euros seriam de ouro, muitos e doces. Euros para serem saboreados, no final da refeição, e sem preocupações com o valor do défice.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
domingo, 30 de dezembro de 2012
Coelho respeitoso
A ideia para esta receita surgiu a partir de uma daquelas listas que os médicos entregam aos doentes, onde indicam numa coluna do lado esquerdo o que podem comer e do outro lado aquilo que está proibido. Porém, para se conseguir respeitar estas prescrições é necessário fazer muitos malabarismos. Até porque se as receitas não forem bem sucedido não é provável obter êxito com a dieta. Neste caso, o ponto de partida foram os seguintes ingredientes:
1 coelho partido aos bocados
2 pacotes pequenos de vinho branco
3 cebolas tenras partidas às rodelas
3 colheres de chá cheias de mostarda de Dijon
1 1/2 de colher de chá de Ras-al-Hamoud
1/2 colher de chá de curcuma
alecrim seco
sal
azeite
água q.b.
Comecei por colocar o coelho a cozer cerca de 15 minutos neste caldo. Antes a carne também já tinha estado umas horas de infusão nesta mistura. Depois de escorrido coloquei num prato de ir ao forno e juntei-lhe batatas novas previamente cozidas. Reguei com um fio de azeite e salpiquei com uma mistura de temperos marroquinos que compro no El Corte Ingles. Infelizmente não tinha limões de conserva e nem tão pouco limões frescos, porque também teria ficado agradável adicionar um toque de acidez ao prato. Esquecia-me de referir que também coloquei umas amêndoas embora esta não constassem da lista dos alimentos permitidos pela médica. Levei depois ao forno cerca de 10 a 15 minutos.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Bolo de Natal (Cristhmas Fruit Cake)
Este ano, quando comecei a pensar no festejos natalícios senti que o Bolo de Natal estaria entre os doces a preparar. Foi com uma sensação de paz e de ternura que abri um caderno de receitas, de capa amarela e de folhas já amareladas, não pelo tempo, mas sim pelo uso. Fruto dos salpicos de ovos, vinho do Porto, essência de baunilha, acrescentados a cada novo ano em que o bolo´era preparado.
Este era o primeiro doce a ser feito para o Natal. Com antecedência. Normalmente no princípio de Dezembro. Depois de frio era cortado em fatias e acondicionado numa enorme caixa, onde as referidas fatias ficavam dispostas entre folhas de papel vegetal. Também este procedimento foi mantido. Quanto à receita, embora inclua bastantes ingredientes não se pode dizer que seja um bolo trabalhoso.
- 250 g de manteiga
- 350 g de açúcar
- 8 ovos batidos moderadamente
- 150 g de farinha (5 a 6 chávenas de farinha)
- 1 1/2 colher de chá de fermento
- 3/4 de chávena almoçadeira de leite
- 1 chávena de corintos
- 1 colher de chá de cravinho em pó
- 1/2 colher de chá de noz moscada
- 1 colher de chá de canela
- 1 colher de chá de essência de baunilha
- 1 chávena almoçadeira de mel de cana
- 2 colheres de chá de sal refinado
- 1 limão (casca ralada e respectivo sumo)
- 1 chávena de nozes
- 1/2 chávena de frutos cristalizados (cidrão e limão) cortados em pedacinhos
- 1 colher de sopa de água
Os frutos secos e cristalizados ganham em sabor se forem colocados umas horas de infusão em vinho do Porto. Aliás, podem ser preparados de véspera e no próprio dia escorridos.
Para o bolo começa-se por bater a manteiga com o açúcar até ficar um creme esbranquiçado. Depois juntam-se os líquidos e as frutas, deixando para o fim a farinha com o fermento. Esta receita permite encher duas formas compridas de bolo inglês. Estas devem ser bem untadas e forradas com papel vegetal de cozinha.
Por último, coloquei as formas dentro de um tabuleiro com água quente e levei ao forno (180ºC) durante 1 hora e 45 minutos. Se começar a ficar queimado por cima, coloca-se uma folha de papel de alumínio. No final, deve ser confirmada a cozedura com um palito de madeira. O bolo fica com alguma humidade no interior, por isso é importante deixar arrefecer bem antes de cortar.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Bilharacos
O Natal é sempre altura de retomar tradições. Desta vez foram os esquecidos bilharacos, fritos de abóbora da região de Aveiro, que voltaram a estar presentes pelas mãos da Ana. Foi uma surpresa, para o meu pai recordar tempos de infância. Quanto à receita poderão encontrá-la no blogue Bruxinhas do Lar.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Copos de creme de caranguejo, com abacaxi assado e camarões grelhados
A entrada do almoço de Natal foi inspirada numa receita que encontrei no último número da revista Saveur. Como o prato principal foi cabrito assado achei que a entrada deveria ser algo fresco e mais leve. Estava previsto que os camarões fossem maiores, mas quando os fomos comprar só restavam os de tamanho mais pequeno que obrigaram os comensais a fazerem uso de alguma perícia no uso dos talheres. Para mim, desde que o ambiente o permita, não há nada melhor que comê-los à mão.
O crme teve por base uma embalagem de ricota, um saco de carne de caranguejo, 1 frasco pequeno de ovas de salmão, 1/2 embalagem de cebolinho cortado muito fino e natas em quantidade suficiente para fornecer a consistência cremosa. Temperei apenas com sal refinado. Por cima coloquei uma pequena fatia de salmão fumado. Quando ao abacaxi e aos camaarões foram apenas grelhados, os últimos com alho picado e no final temperados de sumo de limão.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Bolo prestígio
Quando no início do mês estive em Porto Alegre tive oportunidade de provar e nalguns casos de olhar para monstras de casas de chá e pastelarias onde se destacavam bolos monumentais, como a torta Marta Rocha ou o bolo de côco queimado com ameixa. O bolo prestígio também faz parte dessa doçaria que mistura com mestria produtos tropicais, com tradições europeias.
Até decidir-me pela receita que iria fazer fiz várias consultas na internet, acabando por optar pela proposta de Isamara Amâncio Ao princípio pensei que a calda fosse um excesso. Porém, depois de fazer a massa do bolo apercebi-me que era um elemento muito importante para o sucesso da receita. Apenas mudei a cobertura. Como gosto de chocolate preto resolvi fazer uma ganache com um tablette de chocolate (70%) da Lindt derretido em banho maria com um pouco 1/2 pacote de natas e um pouco de vinho do Porto.
Como se podem aperceber ficou um bolo enorme. Decorei-o com fios de ovos e com bagas de granberries.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Natal branco e prata
Todos os anos a mesa de Natal tem cor e elementos distintos. Não resulta de qualquer planificação prévia. Simplesmente acontece em consequência do estado de alma que preside ao momento da repectiva feitura. Este ano aconteceu ser branca e prata, com pequenos apontamentos de azul fornecidos pelos pratos da Cozinha Velha.
Subscrever:
Mensagens (Atom)