terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Os bolos da Vera
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Tarte rústica de vegetais
A inspiração para esta receita veio de um blog que descobri há pouco tempo - The Yellow House. Gostei da forma simples como os vegetais são utilizados pela autora. Por princípio também os procuro utilizar em abundância. Em paralelo, acontece que tinha o frigorífico cheio de verduras e legumes a precisar de serem consumidos com alguma urgência.
Como é habitual fiz umas alterações à receita original, que visaram apenas uma redução nas gorduras.
1 1/2 chávena de farinha kamut
1/2 chávena de farinha de trigo T55
1/2 chávena de Becel líquida de cozinha
10 colheres de sopa de líquido retirado dos legumes (ver à frente)
sal
Misturei tudo até formar uma bola que coloquei no frigorífico durante duas horas. À parte, cortei alho francês, pés de couves pak-choi, abóbora hokaido amarela e 1/2 courgette, esta última em lâminas finas. Num wok coloquei um pouco de azeite e uma cebola picada. Quando alourou juntei alho laminado e os restantes vegetais. Fui revolvendo com a ajuda de uma espátula de madeira. Temperei de sal e juntei 2 colheres de chá cheias de molho pesto (comprado feito). Foi o líquido que se formou depois desta primeira cozedura que aproveitei na elaboração da massa anterior, para lhe dar mais sabor.
Por fim, estendi a massa em cima de uma folha de papel vegetal de cozinha enfarinhada. Coloquei no centro os vegetais que já estavam frios e salpiquei-os com um pouco de queijo ralado. Dobrei a massa e levei ao forno cerca de 20 minutos até esta ficar assada.
domingo, 27 de janeiro de 2013
Pão rústico de trigo, de aveia e de milho
Domingo de chuva. Apetece ficar em casa e evitar ir ao supermercado. Solução: fazer o próprio pão. Tal como antes acontecia. Estão sempre a aconselhar-nos a desenvolver capacidades de resiliência. Acredito que fazer pão é treinar as referidas competências. Também poderia analisar a questão a partir de um outro ponto de vista. Será que existe alguma poupança? Provavelmente não. Mas ganha-se em qualidade de produto e na autosatisfação de ter pão quando queremos. Depois destas conjecturas sem muito sentido, apenas justificadas por um dia cinzento e de chuva, passo à receita a qual foi adaptada do blog da Babette, especialista na matéria.
1 saqueta de fermento granulado
1 colher de sobremesa de sal
700 ml de água morna
600 g de farinha de trigo
100 g de farinha de aveia integral
100 g de farinha de milho
50 g de sementes de girassol
Comecei por misturar os três primeiros ingredientes com a ajuda da batedeira de claras. Juntei a seguir as farinhas, já com a ajuda de uma colher de pau e com movimentos do centro da taça para a periferia. Por último, incorporei as sementes. Envolvi a tigela com plástico transparente de forma a evitar contacto com o ambiente exterior. Deixei levedar 2 horas. Passado esse tempo coloquei sobre o tabuleiro do forno, ligeiramente aquecido e polvilhado de farinha. Não se deve manusear muito a massa, para que ela consiga reter o ar. Com uma faca fiz uns sulcos, formando quadrados e polvilhei de farinha.
Entretanto o forno estava aquecido a 200ºC e tinha colocado na base um tabuleiro com 1 chávena de água. O vapor ajuda à formação da crosta. O pão foi ao forno cerca de 20 a 25 minutos. Quando o retirei coloquei-o em cima de uma rede para evitar que ficasse húmido na parte inferior. Para além de bonito posso dizer que estava muito gostoso!
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Arroz de coelho
Esta receita de arroz de coelho é muito simples. Própria para quem está em dieta. Ela surgiu porque não consegui colocar um coelho inteiro, mas já partido, num prato coberto de ir ao forno. Sobraram uns pedaços que foi necessário dar outro destino.
Comecei por deitar um pouco de azeite num tacho a que adicionei 1 colher de sobremesa de sementes de mostarda e outra de sementes de coentros. Deixei que as primeiras começassem a estalar e nessa altura adicionei 2 cebolas grandes picadas, 1 folha de louro e algumas pimentas da Jamaica. Quando a cebola começou a dourar acrescentei os pedaços de coelho, 2 cenouras às rodelas e água suficiente para cobrir as peças de carne. Temperei de sal. Deixei cozer durante 15 minutos.
Depois de frio retirei os pedaços de coelho e fiz um arroz com o caldo. Calculei as quantidades de forma aproximada, mas procurando que para 1 chávena de arroz tivesse 1 e 2/3 de chávena de água. Desta forma ao fim de 15 minutos o arroz ainda tinha caldo. Coloquei-o num pirex e enterrei nele os pedaços de coelho. A seguir foi ao forno cerca de 15 minutos.O arroz ficou muito saboroso.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Tarte de maçã reineta
Como já referi, em matéria de doçaria, gosto muito de um livro da Io Apolloni - "Os doces da Io". É sempre uma boa fonte de inspiração. Foi nesse livro que encontrei esta tarte, feita para oferecer a uns amigos com quem me deveria ter encontrado no sábado à tarde. O temporal alterou os planos e acabou por ser comida em casa.
Os ingredientes da receita são os seguintes:
Massa
200 g de farinha
150 g de açúcar
2 ovos
1 dl de leite
1 colher de chá de fermento
casca ralada de 1 limão
Recheio
5 maçãs reinetas
caramelo
canela
2 colheres de sopa de açúcar
sumo de 1/2 limão
Começa-se por bater bem o açúcar com os ovos inteiros até obter um creme. Junta-se depois a farinha com o fermento, alternando com o leite morno. Por fim, adiciona a casca ralada de 1 limão. Coloca-se a massa numa tarteira com cerca de 26 cm de diâmetro que deve ser muito bem untada de manteiga e polvilhada de pão ralado. No meu caso, como estava com pressa resolvi colocar papel vegetal o que obrigou a servi-la dentro da tarteira.
Por cima desta massa colocam-se as maçãs reinetas que antes foram descascadas, retirada a parte central e cortadas transversalmente em fatias com 0,5 cm de espessura. As fatias são distribuídas em leque, sobrepondo-as em parte. No centro coloquei outra rodela de maçã. Por último, rega-se com o sumo de limão, polvilha-se com o açúcar e a canela, e, rega-se ainda com mais 3 colheres de caramelo (comprei pronto).
Foi ao forno (175ºC) durante cerca de 40 minutos. Fica deliciosa quando ainda está morna.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Peixe assado no forno (versão minimalista)
A massa de pimentão é um tempero que não dispenso. Antes só a usava para temperar carne de porco ou de borrego. Agora comecei a utilizá-la no peixe. Eu sei que pode parecer estranho, mas os resultados têm sido bons.
Neste caso tratou-se de uma dourada que foi barrada por dentro (barriga e guelras) e por fora com massa de pimentão. Também enchi o interior com ramos de alecrim e alguns alhos com pele. Salpiquei com mais uns raminhos de alecrim, dentes de alho e reguei com azeite. Foi ao forno 20 minutos para o peixe não ficar muito seco.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Pastéis de arroz e frango (restos de caril)
Do caril referido numa das entradas anteriores restaram umas sobras de frango (com molho) e de arroz, que resolvi reciclar em pastéis. A certa altura os alimentos precisam de adquirir uma nova cara, para se evitar o cansaço de estar sempre a comer o mesmo prato. Claro que existe sempre a solução de congelar e comer passado uns dias, mas neste caso esta solução já tinha sido aplicada. Foi assim que tive a ideia de misturar o arroz com o frango e o molho, esmigalhando com um garfo os pedaços de frango. E o recheio ficou pronto!
Para a massa utilizei a do strudel salgado, que já coloquei neste blog, por incluir uma menor quantidade de gordura. A receita é a seguinte:
300 g de farinha
80 g de margarina Becel derretida (já se compra em frascos)
1 ovo
sal
água
Amassei os ingredientes de forma a obter uma massa homogénea, não muito dura que deixei descansar durante 20 minutos. Nota: pode ser necessário adicionar mais um pouco de farinha para se obter a consistência adequada. Nestes caso obtive uma massa bastante elástica que dificultou um pouco o processo de dar forma aos pastéis e fazer-lhes um bordadura de fecho.
No final, foram ao forno num tabuleiro, sobre uma folha de papel vegetal de cozinha. Antes pincelei-os com leite para obter uma crosta estaladiça. O tempo no forno foi de cerca de 20 minutos a 180ºC.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Compota de cebola da Paula
No início deste blog tinha uma companheira, a Paula. Que por razões várias não se manteve neste desafio quase diário de manter vivo um blog. Mas a Paula continua a cozinhar e hoje ofereceu-me este frasco de compota de cebola, que comemos ao jantar com uma fatias (pequenas, diria mesmo muito pequenas) de queijo da Serra. Estava uma delícia. Obrigada.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Caril de frango com arroz de cardamomo
Não é um mero acaso o facto da fotografia do arroz surgir em primeiro lugar, e, só depois, aparecer o prato principal. Existe uma justificação simples. Ando a atravessar uma fase de paixão por arroz, thai ou basmati, aromatizado com cardamomo. Esta especiaria confere ao arroz um sabor suave, que liga muito bem com pratos de caril e mesmo com outro tipo de refeições.
Neste caso, o arroz foi feito na panela eléctrica, cujo fundo untei previamente com azeite. Depois juntei uma chávena de arroz bem lavado e 2 chávenas de água. A seguir, adicionei cerca de 6 a 8 cardamomos esmagados com o cabo de uma faca de cozinha, assim como um pouco de sal. Mexi e liguei a panela. Passado 10 a 15 minutos senti um click a indicar que estava pronto.
Quanto à receita de caril corresponde a uma versão simplificada da que aprendi com a Babette. Tomei como base um refogado feito com 2 cebolas picadas e um pouco de azeite ao qual juntei uma lata pequena de tomate aos bocados. Quando o molho estava com um aspecto mais ou menos homogéneo adicionei 2 colheres de chá cheias de caril e algumas folhas de "caril" desidratadas, que compro na loja gourmet de produtos asiáticos (Saldanha - Lisboa). Seguiu-se a adição do frango cortado aos cubos e de um pouco de água. Apenas o suficiente para cobrir o frango. Este último aspecto é importante, caso a água seja em excesso obtemos um prato sem grande sabor. Quase que me esquecia de referir o sal! Deixei ferver 15 minutos, tempo suficiente para cozer o frango e deixar o molho ficar mais concentrado.
domingo, 13 de janeiro de 2013
Tarde de domingo, panquecas e mirtilhos
As tardes de domingo não costumam ser como esta. À frente do computador na procura de concentração para retomar um trabalho. Por vezes acontece. Textos já esquecidos que é necessário retomar. Enredos e afirmações que foram ultrapassadas e exigem uma tarefa de bricolage para descobrir um qualquer ponto de ancoragem no velho para que a partir dele se conte uma nova história. Processos que carecem de tempo e de energia, porque se escreve e logo a seguir apaga-se tudo. Sofre-se até voltar a encontrar a coerência final.
As panquecas com mirtilhos fizeram parte desta tarde, assim como as músicas que a Mar colocou hoje no blogue. Não me atrevo a referir a receita das panquecas. Apenas fui adicionando ingredientes até achar que estaria no ponto. Há receitas que raramente faço na sua versão plena. O habitual é serem divagações sobre o tema. Claro que este método não garante sucesso, mas também não nos limita.
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