segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Queques de mirtilhos


Tudo me serve de desculpas para fazer uns docinhos. Estes queques, por exemplo, foram feitos para um lanche com um grupo de amigos com quem me encontrou mensalmente. Até nem sei se eles se entusiasmam muito com esta minha vertente doceira, porque são todos muito frugrais. Mas para já importa apenas que continuem a servir de desculpa.

Nestes queques utilizei:

- 200 g de farinha
- 60 g de flocos de aveia
- 100 g de açúcar
- 1 colher de chá de essência de baunilha
- 2 iogurtes magros
- 1 cx de mirtilhos frescos
- 100 g de manteiga derretida
- 1 colher de chá de fermento em pó
- 1/2 colher de chá de bicarbontado de sódio
- 2 ovos

Comecei por juntar os ingredientes secos e a seguir os húmidos, deixando para o final os mirtilhos e o fermento. Foram ao forno em formas de papel, colocadas dentro de forminhas de silicone durante 20 a 25 minutos a 180ºC.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Variações (pastéis)




Considero este espaço como uma espécie de registo do que diariamente, ou quase, se vai passando na minha cozinha. Por isso, é natural que a mesma receita surja mais de uma vez ou existam variações a partir de uma base comum.

Neste caso tratou-se do aproveitamento de uma perna de perú assada. Cortei aos pedaços pequenos os restos de carne e depois levei-os a refogar em cebola picada e azeite. Juntei um pouco de polpa de tomate para a mistura não ficar muito seca e umas folhas de tomilho limão. Nestas situações prefiro cortar a carne com uma faca a desfazê-la na máquina. Acho mais agradável encontrar pedaços de carne inteiros no interior dos pastéis.

A massa foi a dos anteriores pastéis. Só que desta vez fiz unicamente com farinha de trigo integral à qual adicionei 1 colher de chá cheia de caril. O resultado foi bastante bom. A massa fica estaladiça e gostosa. Gostamos de comer este tipo de pastéis com o molho Sriracha (picante) que compramos na loja de produtos asiáticos.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Batido de kiwi com kéfir e canela


Hoje é o dia da revisão  anual do meu carro. O que se traduz em levantar muito cedo para o levar à oficina. Talvez por isso achei que deveria fazer um segundo pequeno almoço a meio da manhã. Suficientemente nutritivo, em vários aspectos, para conseguir sentar-me a trabalhar sem estar a pensar em bolachas e chocolates. Foi assim que surgiu este "super" batido no qual usei:

- 3 a 4 kiwis
- 1 banana pequena
- 1 colher de sopa de geleia de agave
- 1 mão cheia de folhas de espinafres

Depois de reduzido a puré deitei por cima kéfir e salpiquei com canela.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Arroz de grelos de nabo


Há pratos dos quais não se gosta de início. Aprende-se a gostar. Pelas mais diversas razões cresce o desejo de fazer ou de comer determinado prato, neste caso um arroz de grelos de nabo. Uma daquelas receitas que por serem banais muitas vezes não parecem escritas em livros.

Comecei por picar 1 cebola finamente assim como 2 dentes de alho que alourei em azeite. Depois acrescentei duas vezes o volume de arroz, em água. Temperei de sal e deixei levantar fervura. Juntei-lhe os grelos de nabo que já estavam arranjados. Deixei ferver 10 minutos e depois acrescentei o arroz lavado e escorrido. Ferveu em lume brando 15 minutos e ficou pronto.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Mais pastéis (aproveitamento de restos de caril de frango)


Tenho andado à procura de uma massa para pastéis que leve pouca gordura. Acho que a encontrei. É simples, leve azeite e tem a vantagem de se poder deixar de um dia para o outro no frigorífico, isto porque esta dose dá para cerca de 20 pastéis. Deste modo, permite duas refeições de pastéis acabados de fazer. Os ingredientes são os seguintes:

- 2 copos de farinha de trigo integral, que neste caso foram substituídos por 1 copo de farinha de trigo T55 e por outro de uma mistura de farinha de arroz integral e restos de farinha kamut
- 3 colheres de sopa de azeite
- 1/2 copo de água + algumas colheres
- 1 colher de chá rasa de sal

Amassei muito bem até obter uma massa elástica. Depois retirei bocadinhos de massa que estendi sobre uma pedra enfarinhada até ficar com uma espessura reduzida. É preciso ter o cuidado de ir colocando farinha na pedra para a massa não pegar. Com a ajuda de umas taças de sopa cortei com uma faca 2 círculos por cada pedaço de massa. Quanto ao recheio, foi o mesmo dos anteriores pastéis, isto é, uma mistura de caril de peito de frango com arroz, tendo desfeito os cubos de carne com a ajuda de um garfo. Depois de dobrar a massa e ficar com um semi-círculo fechei-os com a ajuda de um garfo que calquei nas bordaduras.

Ficaram uns pastéis grandes que coloquei no tabuleiro do forno que já estava forrado com papel vegetal. Pincelei-os com ovo batido inteiro e salpiquei com sementes de sésamo. Depois foram ao forno cerca de 13 minutos a 180ºC.



quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Couve sobre couve (repolho lombardo assado)



Encontrei uma referência ao rebolho lombardo num blog que já aqui referi - The Yellow House. Pareceu-me uma ideia interessante e original. Utilizei para o efeito um repolho proveniente de agricultura biológica. Retirei as folhas mais grossas e depois cortei-o em quatros partes. Coloquei os quatro bocados sobre um tabuleiro forrado com papel vegetal e reguei-os com um fio de azeite. Leveio-os ao forno durante 15 a 20 minutos até as folhas externas ficarem castanhas mas sem se queimarem. Na altura de servir coloquei mais um pouco de azeite onde tinha feito dourar um alho picado muito fininho. Surpreendentemente ficou agradável e as folhas mais douradas estavam estaladiças e com bom sabor.



terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Os bolos da Vera



Os bolos da Vera fazem parte deste blog. Sao feitos ao domingo para serem comidos durante a semana. Neste caso, tratou-se de um bolo de chocolate cuja receita podem encontrar numa entrada anterior. Polvilhado com wafers desfeitas e enfeitado com duas bolachinhas fez as delicias dos viciados em wafers, nos quais me incluo.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tarte rústica de vegetais


A inspiração para esta receita veio de um blog que descobri há pouco tempo - The Yellow House. Gostei da forma simples como os vegetais são utilizados pela autora. Por princípio também os procuro utilizar em abundância. Em paralelo, acontece que tinha o frigorífico cheio de verduras e legumes a precisar de serem consumidos com alguma urgência.

Como é habitual fiz umas alterações à receita original, que visaram apenas uma redução nas gorduras.

1 1/2 chávena de farinha kamut
1/2 chávena de farinha de trigo T55
1/2 chávena de Becel líquida de cozinha
10 colheres de sopa de líquido retirado dos legumes (ver à frente)
sal

Misturei tudo até formar uma bola que coloquei no frigorífico durante duas horas. À parte, cortei alho francês, pés de couves pak-choi, abóbora hokaido amarela e 1/2 courgette, esta última em lâminas finas. Num wok coloquei um pouco de azeite e uma cebola picada. Quando alourou juntei alho laminado e os restantes vegetais. Fui revolvendo com a ajuda de uma espátula de madeira. Temperei de sal e juntei 2 colheres de chá cheias de molho pesto (comprado feito). Foi o líquido que se formou depois desta primeira cozedura que aproveitei na elaboração da massa anterior, para lhe dar mais sabor.

Por fim, estendi a massa em cima de uma folha de papel vegetal de cozinha enfarinhada. Coloquei no centro os vegetais que já estavam frios e salpiquei-os com um pouco de queijo ralado. Dobrei a massa e levei ao forno cerca de 20 minutos até esta ficar assada.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Pão rústico de trigo, de aveia e de milho




Domingo de chuva. Apetece ficar em casa e evitar ir ao supermercado. Solução: fazer o próprio pão. Tal como antes acontecia. Estão sempre a aconselhar-nos a desenvolver capacidades de resiliência. Acredito que fazer pão é treinar as referidas competências.  Também poderia analisar a questão a partir de um outro ponto de vista. Será que existe alguma poupança? Provavelmente não. Mas ganha-se em qualidade de produto e na autosatisfação de ter pão quando queremos. Depois destas conjecturas sem muito sentido, apenas justificadas por um dia cinzento e de chuva, passo à receita a qual foi adaptada do blog da Babette, especialista na matéria.

1 saqueta de fermento granulado
1 colher de sobremesa de sal
700 ml de água morna
600 g de farinha de trigo
100 g de farinha de aveia integral
100 g de farinha de milho
50 g de sementes de girassol

Comecei por misturar os três primeiros ingredientes com a ajuda da batedeira de claras. Juntei a seguir as farinhas, já com a ajuda de uma colher de pau e com movimentos do centro da taça para a periferia. Por último, incorporei as sementes. Envolvi a tigela com plástico transparente de forma a evitar contacto com o ambiente exterior. Deixei levedar 2 horas. Passado esse tempo coloquei sobre o tabuleiro do forno, ligeiramente aquecido e polvilhado de farinha. Não se deve manusear muito a massa, para que ela consiga reter o ar. Com uma faca fiz uns sulcos, formando quadrados e polvilhei de farinha.

Entretanto o forno estava aquecido a 200ºC e tinha colocado na base um tabuleiro com 1 chávena de água. O vapor ajuda à formação da crosta. O pão foi ao forno cerca de 20 a 25 minutos. Quando o retirei coloquei-o em cima de uma rede para evitar que ficasse húmido na parte inferior. Para além de bonito posso dizer que estava muito gostoso!



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Arroz de coelho


Esta receita de arroz de coelho é muito simples. Própria para quem está em dieta. Ela surgiu porque não consegui colocar um coelho inteiro, mas já partido, num prato coberto de ir ao forno. Sobraram uns pedaços que foi necessário dar outro destino.

Comecei por deitar um pouco de azeite num tacho a que adicionei 1 colher de sobremesa de sementes de mostarda e outra de sementes de coentros. Deixei que as primeiras começassem a estalar e nessa altura adicionei 2 cebolas grandes picadas, 1 folha de louro e algumas pimentas da Jamaica. Quando a cebola começou a dourar acrescentei os pedaços de coelho, 2 cenouras às rodelas e água suficiente para cobrir as peças de carne. Temperei de sal. Deixei cozer durante 15 minutos.

Depois de frio retirei os pedaços de coelho e fiz um arroz com o caldo. Calculei as quantidades de forma aproximada, mas procurando que para 1 chávena de arroz tivesse 1 e 2/3 de chávena de água. Desta forma ao fim de 15 minutos o arroz ainda tinha caldo. Coloquei-o num pirex e enterrei nele os pedaços de coelho. A seguir foi ao forno cerca de 15 minutos.O arroz ficou muito saboroso.