quarta-feira, 22 de maio de 2013

Peixe assado com limão e orégãos


A receita com mais sucesso (estatístico) neste blog tem como título "filetes de pescada no forno com orégãos e limão". Confesso que é um bom destino a dar aos filetes de pescada. Porém, como a faço com muita frequência, desde há muitos anos, já não a considero inovadora. Mas foi exatamente esta receita que me inspirou na confeção deste peixe - um salongo.

No prato de ir ao forno coloquei umas cenouras cortadas em sentido longitudinal para deste modo criar uma espécie de grelha onde o peixe assentou. Quanto a este, depois de o temperar de sal, coloquei dentes de alho partidos nas fendas e na cabeça. Por último temperei de azeite e folhas de orégão secas. Nota: as batatas tiveram uma fervura prévia antes de serem colocadas no tabuleiro. Por último foi ao forno a 180ºC durante cerca de 20 minutos, regando de vez em quando o peixe com o azeite.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Lentilhas Du Puy com acelgas


Ao contrário das favas, as lentilhas são um legume a que adiro sem reservas, apesar de só há poucos anos fazerem parte da minha dieta alimentar. Já tenho experimentados várias qualidades e gosto de todas elas, porém as lentilhas Du Puy são talvez as mais saborosas. A fotografia não permite visualizar bem nem absorver os odores, muito menos o paladar, mas se confiarem em mim podem acreditar que ficaram um acompanhamento excelente.

Comecei por colocar um pouco de azeite ao lume num tacho onde deitei logo de seguida sementes de cominho (1 colher de chá ou um pouco mais), mostarda em grão e sementes de coentro (estas últimas em menor quantidade). Quando começaram a crepitar, o que acontece rapidamente, adicionei uma cebola grande picada, que deixei refogar. Entretanto adicionei 1/2 colher de chá de açafrão das Índias. Quando a cebola começou a ficar mole adicionei água e 1/2 pacote de lentilhas Du Puy. Deixei levantar fervura e juntei um molhe de acelgas bio, cortadas aos bocados. Temperei de sal e deixei cozer cerca de 30 minutos, evitando colocar excesso de água para que os sabores ficassem mais concentrados.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Salada de favas

Há pelo menos dois vegetais que continuo a fazer um esforço para os incorporar no meu receituário. Isto porque acho ser importante diversificar as fontes alimentares e, por outro lado, o facto de encontrar um grande número de receitas em que são utilizados. Todos os anos quando chega à época respectiva compro favas e funcho. Depois fico a pensar como os vou preparar. Neste caso, o esforço traduziu-se numa salada de favas.

Comecei por escaldar as favas em água a ferver antes de lhes tirar a pele mais grossa. A seguir fiz um refogado de azeite e duas cebolas novas com rama a que juntei as favas. Deixei refogar cerca de 10 minutos. Temperei de sal e adicionei 1 molhe de cebolinho fresco picado. Mais simples não podia ser. As favas ficaram ainda crocantes o que me agradou bastante.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Bolo de milho e azeite


Hoje apeteceu-me fazer um bolo. Não por gulodice, mas para oferecer. Pretendi que fosse um bolo simples, sem que isso significasse uma receita feita a correr. Não. Nada disso. Apeteceu-me fazer tudo muito devagar, com um rigor que foi recompensado no final. Digo isto, porque já o provei.

Comecei por passar pela peneira: 1 chávena almoçadeira de farinha de trigo, 1 chávena almoçadeira de farinha de milho fina, 2 colheres de sopa cheias de farinha custarda e 1 colher de sobremesa de fermento. À parte, bati 4 gemas com 1 chávena almoçadeira de açúcar amarelo, juntando depois 1/3 de chávena de azeite e 2/3 de chávena de leite magro. Aos produtos líquidos fui adicionando gradualmente os secos de forma a não ficar com grumos. Adicionei ainda a raspa da casca de 1 limão. Por último, juntei com cuidado as claras em castelo.

Foi ao forno numa forma bem untada de margarina e polvilhada com farinha, durante 25 minutos a 180ºC.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Massa fresca


Sempre há uma razão para optar por uma receita e não por outra. Há as mais óbvias e as menos. Neste caso, enquadro-a nas primeiras. No meu aniversário ofereceram-me uma máquina para estender e cortar massa. Desde esse dia já foi usada várias vezes, mas mesmo assim acho que ainda estou a fazer os primeiros ensaios. Aliás, estão a correr bem. Isso anima-me a procurar outros desafios.

Foi assim que um dia destes me apeteceu comer canelones. Tinha sobrado um resto de perna de peru assada, que transformei num recheio bastante acebolado. Quanto à massa contínuo a seguir "O Livro das Técnicas Culinárias - Gordon Blue", o qual indica como receita básica para uma massa de ovos as seguintes quantidades:

- 300 g de farinha
- 3 ovos grandes ligeiramente batidos
- 1 colher de chá de sal
- 1 colher de sopa de azeite

No que se refere à técnica esta envolve várias fases. Primeiro coloca-se a farinha sobre o balcão da cozinha, abrindo um buraco no centro onde se colocam os outros ingredientes. Numa segunda fase começam-se a misturar os ingredientes líquidos a partir do centro. Sempre com o cuidado de ir aproximando a farinha do centro e não deixar a parte liquida. É um processo lente a requerer paciência. Mistura-se bem de preferência com a ajuda de um objecto plano de metal ou outro material. A massa deverá ficar húmida mas sem pegar à mesa. Caso seja necessário acrescenta-se um pouco de farinha. Numa terceira começa-se a amassar prendendo um dos lado e empurrando o outro para a frente com a base das mãos. Deve ser massada até ficar lisa e elástica (10 a 15 minutos). Cobre-se a bola de massa com uma taça virada ao contrário e deixa-se descansar durante 1 hora.

Neste caso fiz um molho béchamel com margarina liquida e leite magro que coloquei um pouco na parte debaixo de um tabuleiro de pirex. Seguiram-se os canelones, um frasco de molho de tomate bio e o resto da molho béchamel. Terminei polvilhando com queijo ralado. Foi ao forno 20 minutos. E ficou divinal ...

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Queques de arroz e sardinhas de conserva


Estes queques fizeram-me vencer a inércia e voltar a fazer entradas no blog. Foi uma invenção de última hora que correu bastante bem, por isso a vontade que tive em partilhar.

Do almoço sobrou uma taça média de arroz de pimentos e cebola fresca. E foi este o ingrediente principal ao qual acrescentei:

- 1 colher de sopa cheia de amido de milho (maizena)
- 1 colher de sopa cheia de farinha de trigo
- 2 ovos
- 1 fio de azeite
- sal
- 1/2 colher de chá de fermento

Misturei tudo e coloquei uma colher no fundo de formas pequenas de silicone. Por cima juntei umas lascas de sardinhas de conserva sem espinhas. Voltei a colocar nova colher de sopa, desta vez um pouco mais cheia para cobrir as sardinhas. No final, polvilhei com queijo parmesão e levei ao forno a 180º C durante cerca de 15 a 20 minutos.

Acompanhei com uma salada de pepino temperada com um molho de iogurte magro batido com funcho verde picado a que adicionei um pouco de sal e um fio de azeite.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O cozido de Santana do Mato (Coruche)

Por esta altura do ano, passo sempre uns dias em Coruche. É um tempo de trabalho e de aprendizagem. Descobrir os segredos da produção das rolhas de cortiça, saber diferenciá-las, são conhecimentos que nos tornam mais exigentes com o vinho que bebemos. Mas antes de chegar às rolhas de cortiça é preciso compreender a dinâmica do montado. Também isto nos é explicado, em pleno campo, enquanto se vão apanhando uns espargos verdes. Quanto a apanhar túberas já me apercebi que é tarefa especialistas.

É neste ambiente, que todos os anos visitamos a freguesia de Santana do Mato. Uma freguesia rural onde temos oportunidade de comer um cozido com aquilo que a "terra dá". Isto é, aos tradicionais enchidos, carnes, e couves, juntam-se os legumes da temporada. Por exemplo, as túberas, uma espécie de trufas muito apreciadas nesta região. O cozido é acompanhado, ou melhor, faz parte intrínseca dele a massa cozida na água de cozer as carnes e os enchidos e uma sopa de pão com hortelã em que é usado o mesmo líquido. As sopas de pão, a massa, as verduras e as carnes, vêm para a mesa em taças grandes de cerâmica, que são substituídas logo que arrefecem os ingredientes por novas doses. Posso dizer, que não sendo uma grande apreciadora do cozido à portuguesa, fico completamente rendida a este cozido de Santana do Mato.


Não poderia deixar passar esta referência a Santana  do Mato sem falar dos fornos de carvão tradicionais. Onde se produz o carvão que usamos para assar as sardinhas ou a carne. É um trabalho duro, feito essencialmente por mulheres a que muitas vezes não damos valor por desconhecer as condições e as dificuldades da sua produção.




segunda-feira, 4 de março de 2013

Um mercado gourmet e português


Azeite – Patês – Queijos – Charcutaria – Vinhos e Licores – Chocolate – Compotas – Mel

Ervas aromáticas – Biológico – Conservas – Condimentos – Pão – Doçaria – Infusões


Data: 8, 9 e 10 de Março (6.ª-feira a Domingo)
Horário: 11h00 às 21h00
Local: Arena do Campo Pequeno (espaço coberto)






O Campo Pequeno vai recriar o espírito dos mercados antigos portugueses onde se podia encontrar um pouco de tudo, adaptando-o à temática Gourmet, entre os dias 8 e 10 de Março.

Vamos voltar a reunir no mesmo espaço, o que de melhor se faz em Portugal nesta área. Todos os produtos presentes, são de origem exclusivamente portuguesa ou manufacturados no nosso país. 

Objectivos:

- Contribuir para a divulgação, estimulo e sustentabilidade de micro actividades produtivas nacionais, de elevadíssima qualidade, que pela sua reduzida dimensão dificilmente chegam ao conhecimento do grande público. Muitas destas actividades são construídas com admirável persistência, paixão e engenho, nas mais variadas vertentes, constituindo notáveis exemplos de inovação e criatividade nacionais.
- Sensibilizar o público para a aquisição de produtos portugueses, estimulando actividades da nossa micro economia, a preços justos e vantajosos.

Entrada Gratuita

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Tarte de abóbora e chocolate



Esta receita é uma variação de uma tarte de abóbora que aqui coloquei há poucos dias. Segue os mesmo princípios fundamentalista, isto é, o produto final é bastante light.

Comecei por cozer uma abóbora manteiga com casca (aos pedaços) em água aromatizada com um pau de canela e uma casquinha de limão. Depois de cozida coloquei no copo liquidificador e juntei 1 iogurte magro, 1 ovo, 3 colheres de sopa cheias de cacau magro em pó, 3 colheres de sopa de geleia de agave, 3 colheres de sopa de farinha (para absorver o excesso de humidade), 1 colher de chá cheia de canela e 1 colher de chá cheia de erva doce moída.

Quanto à massa de tarte voltei a fazer nova experiência. Sobre o resultado apenas posso dizer que cumpriu a sua função sem ficar especialmente interessante. Desta vez usei farinha de arroz integral aromatizada com gengibre em pó, azeite e água. No final, fiquei com a ideia que deveria ter colocado um pouco mais de gordura.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Um brioche muito simples de preparar

Não é um bolo nem é um pão. Fica a meio caminho entre as dois. Esta é uma versão muito simplificada do verdadeiro brioche francês. Não dá trabalho a preparar e tem pouca gordura e pouco açúcar. Por outro lado, permite inúmeras variações através da adição de pepitas de chocolate, raspa de limão, etc. A receita encontrei-a em blogues franceses bastante conhecidos La cuisine de Mercotte e Khala et compagnie e dela constam os seguintes ingredientes:

- 300 ml de leite morno
- 50 g de manteiga derretida
- 1 ovo
- 1 saco de levedura granulada
- 4 colheres de sopa cheias de açúcar
- 1 colher de sopa de essência de baunilha
- 400 g de farinha de trigo T55

Mistura-se tudo e coloca-se numa forma untada de manteiga e polvilhada de farinha ou simplesmente numa forma de silicone. Depois vai ao forno durante 20 minutos a 75/80ºC, passado esse tempo aumenta-se a temperatura para 180/200ºC e deixa-se cozer mais 3o minutos. Desenforma-se ao sair do forno de preferência sobre uma grade para bolos.