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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Bolinhos de coco


  Era uma vez uma avó, uma mãe ou uma tia que faziam uma especialidade nunca igualada pelas gerações que se seguiram. Acredito que todas nós convivemos com histórias deste género. No meu caso trata-se da avó do meu marido que fazia uns bolinhos de coco que nunca foram esquecidos pelo neto. O meu objetivo é conseguir encontrar uma receita próxima do original. Desta vez, servi-me de uma sugestão disponível no Blog "Lume brando".

Bolinhos de coco

200 g de coco
150 g de açúcar
3 ovos inteiros

Misturar tudo e colocar em formas de papel. No meu caso consegui obter 11 bolos, que estiveram 10 minutos no forno, os primeiros a 200ºC, mas depois foi necessário baixar para 180ºC.



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Biscoitos de nata


Há uns anos, numa pequena feira gastronómica de produtos conventuais, comprei dois livros de cozinha, ambos relacionados com o Convento dos Cardaes (Lisboa). Estava um dia luminoso o que me permitiu tirar fotografias da cidade. Em contraposição, foi num dia cinzento e de chuva, que voltei a abrir um dos livros, da autoria de Graça Sá-Fernades, e me apeteceu fazer os bolinhos de nata.
 



Biscoitos de nata

1 copo de nata; 1 colher de manteiga derretida; 1 colher de chá rasa de sal; 1 colher de sobremesa rasa de fermento em pó; farinha de trigo suficiente para dar consistência à massa e permitir formar os bolos; açúcar de confeiteiro.

Amassa-se tudo junto, até ter a consistência necessária para se enrolar. Vão ao forno em tabuleiro polvilhado de farinha ou sobre uma folha de papel vegetal. Quando começam a ficar levemente dourados, estão prontos. Retiram-se e passam-se em açúcar de confeiteiro.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Flores de chocolate


Estas flores de chocolate não corresponderam à expectativa inicial. Apenas por persistência da A. foram salvas do caixote do lixo.

Tudo aconteceu por culpa minha que resolvi derreter o chocolate no microondas. Quando comecei a acrescentar um pouco de natas ao chocolate aconteceu qualquer mudança de estado físico, porque deixei de ter um creme sedoso, para passar a ter um granulado baço e pegachoso. Mesmo assim desenhei uns círculos de chocolate sobre papel sulfurizado e enfiei-lhes um espeto de madeira. Para decorar utilizei umas amêndoas torradas. Passado pouco tempo começo a observar o aparecimento de um líquido incolor à volta das rodelas de chocolate. Foi o momento de pensar que o insucesso era total.

Porém, no dia seguinte eles lá estavam as flores como a fotografia demonstra. A A. lembrou-se de as colocar num copo com açúcar. E o mais espantoso é que estas flores de chocolate estavam muito gostosas. Agora quanto à receita só lhes posso contar o que aconteceu e penso que só por novo acidente os conseguirei voltar a fazer com este aspecto.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Almofadinhas de mirtilhos e figos


Ontem, aproveitei o resto dos recheio das patissons para fazer uns folhados. Utilizei para este efeito uma massa que já vem cortada em quadrados pequenos e não necessita de ser estendida. Na altura, lembrei-me que poderia fazer também uma sobremesa. Foi assim que surgiram estas almofadinhas folhadas de mirtilhos e figos.

No interior de cada quadrado, que foram só dois, coloquei um figo seco aberto ao meio. Juntei-lhe cerca de 10 bagas de mirtilho e polvilhei de canela. Depois fechei os quadrados em forma de trouxa, mas fechando bem os cantos. Pincelei com gema de ovo e voltei a polvilhar de canela. Foram depois ao forno cerca de 10 a 12 minutos a 200ºC.

O resultado foi muito agradável. Os mirtilhos abriram e fizeram uma espécie de xarope que envolveu o fogo.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Brownies de feijão azuki (cont.)


Fui sensível aos pedidos que a Marina e a Ondina deixaram na entrada anterior. Para além disso não sei quando voltarei a ter tempo e condições para fazer nova experiência. Assim resolvi partilhar a minha receita (em desenvolvimento) e deixar a cada uma de vós a oportunidade de fazerem os ajustamentos necessários. Ficarei a aguardar as vossas sugestões. Passemos para já ao enunciar das várias fases e respectivos ingredientes.

Comecei por colocar de molho em água 1/2 pacote de feijão azuki (cerca e 250 g). Talvez o ideal seja deixar de um dia para o outro, mas no meu caso o tempo foi reduzido para 3 ou 4 horas. Depois cozi o feijão na água em que esteve de molho, a qual foi temperada com erva doce em pó e um pau de canela. Durante o tempo de cozedura, aproximadamente 45 minutos, foi necessário acrescentar mais água, por diversas vezes. Fui provando até verificar que o feijão estava cozido. Ao contrário de outras vezes não escorri a água antes de fazer o puré. Deixei ficar uma quantidade suficiente para cobrir o feijão. Depois com a varinha mágica desfiz o feijão, mas deixando ainda alguns grumos.

A este puré acrescentei:

- 1 chávena de chá de açúcar amarelo, de preferência rapadura por ser mais gostoso
- 1 colher de sopa de essência de baunilha
- 1/2 colher de chá de gengibre em pó
- 3 colheres de sopa cheias de cacau magro
- 2 colheres de sopa cheias de sementes de girassol
- 1 iogurte magro
- 2 ovos
- 1 colher de chá (rasa de fermento)

Em termos de alterações penso ser necessário acrescentar talvez umas 3 colheres de sopa de farinha de trigo (T55) para dar unidade aos restantes ingredientes. Quanto ao fermento tenho dúvidas se ele será necessário. Talvez resulte melhor com a adição de farinha. No final, deve ficar um creme espesso, mas que deslize com facilidade para o tabuleiro, o qual para maior segurança deve ser forrado com papel vegetal de cozinha.

Espero que tenham sucesso e que depois me contem as vossas experiências.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Pequeno almoço e uma receita de brownies (em desenvolvimento)

às vezes as receitas carecem de ajustamentos. Da reformulação de algumas técnicas ou do retirar ou do introduzir de ingredientes. É o que está a acontecer com estes brownies à base feijão azuki. Em termos de sabor agradam-me bastante, até a própria consistência húmida e não muito compacta me satisfaz. Porém, acho ser necessário acrescentar-lhe um agente aglutinador. Talvez algumas colheres de farinha de trigo sejam capazes de fornecer glúten suficiente para tornar o "edifício" menos frágil.

Ontem já os tinha provado. Mas foi hoje, ao pequeno almoço, que voltei a analisar as várias possibilidades de alteração. Por isso, não vos deixo ainda a receita. Apenas a expectativa de uns brownies que não levam manteiga, mas parecem ser o que o nome indica.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Quadrados de chocolate

Quando pensei fazer estes quadrados era minha intenção preparar uma versão aproximada dos brownies, porém acabaram por sair uns docinhos com pouco açúcar e muitos leves devido à farinha de araruta que utilizei. Nada de semelhanças com os célebres brownies de chocolate!

Os ingredientes foram os seguintes:

- 2/3 de chávena de chá de açúcar integral (rapadura)
- 1/2 chávena de chá de coco
- 1 chávena de chá de farinha de trigo (T 1050)
- 2 colheres de sopa cheias de farinha de araruta
- 1 chávena de chá de millet expandido
- 1/2 chávena de cacau em pó magro
- 1 colher de chá de fermento
- 2 ovos
- 2/3 de chávena de leite
- 1/2 chávena de azeite
- 1 colher de sobremesa de essência de baunilha

Depois dos ingredientes misturados coloquei num tabuleiro pequeno revestido de papel vegetal. Esteve no forno cerca de 15 minutos a 200ºC. A seguir virei a massa sobre a rede de metal e deixei arrefecer antes de cortar em quadrados.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Docinhos de gemas e de chila


Esta receita é recuperada do meu outro blogue - A minha cozinha, apenas as fotografias é que são diferentes. A Casey do blogue Eating, gardening and living in Bulgary está a promover um evento, relacionado com a data nacional portuguesa, que amanhã se comemora. Achei a iniciativa tão simpática que lhe perguntei se podia participar, uma vez que sendo portuguesa não fico em pé de igualdade com outras bloggers que não o são. A sua resposta foi muito entusiasta, por isso não tive coragem de lhe dizer que até ao final do dia de hoje teria dificuldade (por falta de tempo ...) em preparar uma receita tipicamente portuguesa. Assim, resolvi recuperar uns docinhos que a minha mãe inventou, mas que têm tudo a ver com a nossa tradição de doces conventuais: muito açúcar e muitos ovos, associados a grandes doses de paciência.

Estes docinhos tiveram por base uma receita de ovos moles a que depois se adicionou, ainda ao lume, um pouco de doce de chila e canela. Quando se obteve a consistência necessária para tender pequeninos doces retirou-se o creme/pasta do lume e deixou-se arrefecer. Posteriormente, com a ajuda de um pouco de farinha fizeram-se umas bolas que foram fritas em azeite, não muito quente. Os doces foram depois colocados em quadrados de papel vegetal ligeiramente amarrotados e passados por açúcar e canela.

Para fazer os ovos moles são necessárias:

- 12 gemas de ovos
- 12 colheres de sopa de açúcar
- 2 dl de água

Coloca-se o açúcar ao lume com a água. Mexe-se de vez em quando, até o açúcar começar a aderir à colher de pau. A seguir deitam-se as gemas em fio, mexendo sempre. As gemas devem ser antes ligeiramente batidas. O processo de junção das gemas ao açúcar em ponto deve decorrer com o recipiente fora do lume, só depois é que regressam ao fogo até levantarem fervura, mas sem se deixar de mexer o creme.

Nota: os azulejos da imagem superior encontram-se na Igreja de São Vicente de Fora em Lisboa.

domingo, 6 de junho de 2010

Suspiros


Suspiros inflamados, que cantais
A tristeza com que eu vivi tão ledo;
Eu morro e não vos levo, porque hei medo
Que ao passar do Lete vos percais.

Sonetos de Luís de Camões

Vejo os portugueses como um povo que adora suspirar, tanto de tristeza como de felicidade. Nada é muito intenso e tudo se resolve com uma inspiração profunda, seguida de uma expiração igualmente profunda. Afinal as técnicas do canal Myzen já há muito são utilizadas pelos portugueses. As nossas angústias vão desaparecendo ao ritmo de suspiros. Por isso, nada melhor que comer, no sentido literal do termo, uns "suspiros" para deste modo acelerarmos o processo e fazer desaparecer o stress (pelo menos até olharmos de novo para o marcador da balança).

Pessoalmente adoro suspiros, pequenos, grandes, recheados, arrepiados, pavlovas, etc., mas por razões de sensatez raramente os faço ou como. Mas ontem lembrei-me de fazer uma surpresa ao meu pai e aproveitando umas claras que tinha no congelador resolvi dedicar algum tempo à sua preparação. Recordo da minha mãe usar 1 colher sopa de icing-sugar para cada clara de ovo. Porém resolvi seguir as proporções indicadas pelo LIVRO DAS TÉCNICAS CULINÁRIAS (LE CORDON BLEU), que afinal acabam por ir dar quase ao mesmo. Neste livro aconselham 115 g de açúcar para cada 2 claras.

É importante que os utensílios estejam bem limpos e desengordurados e que as claras estejam à temperatura ambiente. Deve começar-se por bater as referidas claras, no meu caso foram 7, até formarem picos firmes. Depois juntar colher a colher o açúcar, batendo entre cada adição. De acordo com o livro de referência este merengue deve ser assado a 100º C durante 1 hora. Como sou um pouco apressada assei a 150ºC durante 40 minutos. Embora tenham ficado bastante bons, penso que ainda ficariam melhores com uma temperatura mais baixa. Também ponderei se iria utilizar a receita da Pavlova que é um pouco diferente (3 claras, 175 g de açúcar, 1 colher de chá de vinagre de framboesa e 1 colher de chá de mayzena), mas acabei por me decidir pelo merengue francês.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Brownies sem culpa

Cozinhar tem em mim efeito terapêutico a vários níveis. Neste momento, é um dos pouco espaços onde posso exercer a minha criatividade, tendo apenas como limite a eventualidade de preparar algo totalmente intragável, que vai terminar no caixote do lixo. Porém, o tempo que lá estou, em agradáveis congeminações, sobre quais os ingredientes a colocar ou ainda qual o formato a dar ao prato, é um período em que me desligo de todos os problemas diários. Por outro lado, acontece que este prazer em que está impregnado o acto de cozinhar ainda culmina em algo, bem material, que nos envolve através de todos os sentidos e nos transporta até ao "céu dos gulosos". Foi o que aconteceu com estes brownies feitos no final de uma tarde de domingo. A receita foi completamente alterada face às tradicionais, para reduzir o meus sentimentos de culpa ao comer este tipo de bolos.

Assim, utilizei 100 g de chocolate negro, partido aos quadrados que misturei com 2 iogurtes magros. Levei ao microondas até ao chocolate derreter e depois com a ajuda de umas varas bati a mistura até que ficar homogénea. Juntei-lhe 2 colheres de sopa de açúcar amarelo, 3 colheres de sopa cheias de farinha, 2 colheres de sopa de cacau magro, 100 g de avelãs e de nozes, partidas de forma grosseira, 2 ovos e 1 colher de café de essência de baunilha. Deitei este creme num tabuleiro pequeno previamente forrado de papel vegetal de cozinha. Levei ao forno (150ºC) durante cerca de 30 minutos. Depois deixei arrefecer um pouco e virei sobre uma superfície também coberta com papel vegetal. A seguir cortei os quadrados e polvilhei a parte de cima com cacau em pó.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Quadrados de castanhas


Esta receita foi retirada de um número da Cuisine et Vins de France. Pareceu-me uma proposta interessante, em primeiro lugar por fazer uso de farinha de castanhas, que nunca tinha utilizado, e depois por ter pouco açúcar.

Como ingredientes, para um tabuleiro pequeno, são necessários: 250 g de farinha de castanhas, 50 g de coríntios, 50 g de pinhões, 2 colheres de sopa de pão ralado, 3 colheres de sopa de azeite, 1 colher de sopa de açúcar, sal. Comecei por colocar os coríntios de molho em água morna para os hidratar. Paralelamente fiz dourar uns pinhões numa frigideira antiaderente, deixando-os depois arrefecer sobre papel absorvente.

Numa tigela, juntei à farinha previamente peneirada, uma pitada de sal, o açúcar e uma colher de sopa de azeite. Adicionei 30 cl de água e bati a mistura até obter um creme homogéneo. Untei um pirex rectangular com azeite que polvilhei com pão ralado. Deitei a massa dentro a qual deve ficar com uma espessura de cerca de 2 cm. Depois pincelei o bolo com o resto do azeite, coloquei por cima os coríntios espremidos, que enterrei um pouco na massa, e, por último os pinhões. Foi ao forno cerca de 25 minutos, ou seja, o tempo suficiente para se formar uma crosta na parte superior. Deixei arrefecer antes de cortar aos quadrados. Na revista aconselham a servir estes quadrados com gelado de baunilha.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Argolas de polvilho azedo com côco (sem açúcar)



Quando estive no Rio de Janeiro, há alguns meses, adorei comer tapioca com côco numa feira de rua em Copacabana. A tal ponto, que fiquei sempre a pensar como poderia preparar o referido doce em Portugal. Do que tenho lido na internet apercebi-me que é necessária muita prática para acertar na quantidade de água que a fécula de mandioca deve levar. É o tipo de receita aparentemente simples, mas que quando passamos à acção começa a revelar-se de extrema dificuldade.

Em substituição resolvi inventar umas argolas de polvilho azedo, adaptando uma receita que vinha no próprio pacote. Comecei por utilizar 250 g de polvilho que escaldei com 1 chávena de leite de cabra meio-gordo e 1/2 chávena de óleo de milho. Deixei arrefecer e juntei 2 ovos inteiros e 1 chácena de côco ralado. Posteriormente, tive de juntar mais polvilho para obter uma massa capaz de ser moldada em argolas. Para mim estão perfeitas, porque adoro o sabor e a consistência.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Bolinhos de maçapão



Estes bolinhos foram feitos com as sobras da receita anterior. As tâmaras levaram uma quantidade bastante razoável de maçapão, mas mesmo assim fiquei com uma quantidade suciente para encher dois pequenos pratos com estes docinhos, que não são mais do que bolinhas de maçapão enroladas em açúcar pilé, com uma amêndoa torrada enterrada no centro.

Rebuçados de tâmaras, recheados com maçapão


 
As festas de Natal e do Ano Novo são um período em que a casa de se enche de familiares sempre dispostos a ajudar nas mais variadas tarefas, mas a quem muitas vezes é difícil distribuir alguma actividade concreta, por acabarem por atrabalhar mais do que apoiar. Mas também é importante reconhecer que com frequência se torna necessário arranjar uma ocupação qualquer, mesmo que não seja essencial para o bom sucesso dos respastos, mas que nos permita conquistar algum sossego. Estes rebuçados de tâmaras desempenharam bastante bem a sua função de "terapia ocupacional". Não foram de todo um trabalho pesado e acabaram por dar algum prazer a quem me ajudou a confeccioná-los. A sua receita, inspirada na leitura de uma revista francesa, seguiu os seguintes passos:

- Comecei por fazer o maçapão com 200 g de amêndoa (sem pele), 200 g de icing-sugar e 1 clara de ovo. Reduzi a amêndoa a farinha na máquina 123. Depois juntei-lhe os restantes ingredientes, amassando bem até obter uma pasta homogénea.

- Comprei tâmaras grandes a que tirei o caroço e depois recheei-as com maçapão. Enrolei-as depois em massa filo previamente pincelada com manteiga derretida. Dei-lhes a forma de rebuçados e levei ao forno (200ºC) até dourarem.